terça-feira, 30 de junho de 2015

TIRANDO AS MASCARAS... 
Tudo começa com um comportamento específico de Moisés, destacado (e condenado) pelo apóstolo Paulo:
“E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3.13,18)
Ao dizer “não somos como Moisés”, o apóstolo Paulo não está falando de uma virtude do grande libertador de Israel. Essa seria a parte fácil de entender na vida e no comportamento de Moisés. Ele foi o maior vulto do Antigo Testamento. Alguém de quem Deus disse estar acima dos profetas. Alguém que profetizou a vinda do Messias nos seguintes termos: “Deus há de levantar um profeta semelhante a mim”.
O fato é que Paulo está apontando para um erro desse grande líder. Ele fala claramente de uma atitude de fingimento, de falta de transparência. Na verdade, esta é a razão que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, atribui ao uso do véu por parte de Moisés.
E este erro não é exclusividade de Moisés; na verdade, é algo que todo líder (para não dizer todo cristão), em algum momento, também se encontrará lutando para não cometer.
POR QUE MOISÉS COBRIA O ROSTO?
Eu achava no começo da minha conversão que Moisés punha o véu sobre seu rosto para que as pessoas não se assustassem com seu rosto brilhando… ou seja, para que não vissem a glória! Mas Paulo desmente este mito e afirma que a razão do uso desse véu por parte desse grande líder era justamente o contrário: para que os israelitas não vissem que a glória estava sumindo!
Ao olharmos atentamente para o relato bíblico no livro de Êxodo, isto fica bem claro:
(Êxodo 34.29-35)
Embora as pessoas tenham se assustado ao ver o rosto de Moisés resplandecendo, o texto sagrado nos revela que ele lhes falou de cara limpa, sem véu algum. O homem de Deus colocou o véu somente depois de falar aos israelitas. E fez isto não só na primeira vez em que seu rosto brilhou; toda vez que ele saía da presença do Senhor o comportamento se repetia: 1) falava ao povo as palavras de Deus; 2) o povo via que seu rosto brilhava; 3) depois de falar e do povo ver que seu rosto brilhava, Moisés cobria a face com um véu até entrar na presença do Senhor e de novo sair com a cara resplandecente da glória divina.
A razão apresentada por Paulo na Epístola aos Coríntios é que Moisés não queria que os israelitas vissem que a glória estava sumindo. Aquela manifestação de glória experimentada pelo homem de Deus não era permanente. Cada vez que esse grande líder de Israel entrava na presença de Deus, recebia uma “recarga” de glória. Mas entre uma ida e outra, a glória desvanecia. E Moisés, como líder que já havia aparecido em público com o rosto brilhando, não queria que as pessoas vissem que a glória estava sumindo.
Para muitas pessoas, depois de terem brilhado diante do povo, a grande dificuldade é serem vistos sem glória, sem unção. Há, dentro de muitos de nós, uma desesperada disposição de esconder nossas fraquezas e limitações. Esta é uma das “doenças” que pode atingir muitas pessoas,lideres: o complexo de super-herói. Quando estamos cheios da glória exibimos o rosto resplandecente para todo o mundo; quando não temos, encobrimos o rosto (com um véu de engano) para que as pessoas pensem que ainda estamos brilhando – mesmo que, de fato, já não estejamos.
Este erro tem nome: dissimulação. E penso que pior do que errar é querer encobrir isso! Essa atitude é antiga; começou com Adão e Eva. A dificuldade do primeiro casal em admitir seu pecado fez com que eles se escondessem:
“Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim”. (Gênesis 3.7,8) 
Este parece ser um padrão de comportamento do ser humano desde o início da humanidade. E repetidamente é visto na vida de muitas pessoas e líderes que, mais do que qualquer outra pessoa, devido ao seu nível de exposição pública e da responsabilidade de serem homens (ou mulheres) de Deus, não querem que ninguém, nunca, veja qualquer traço de fraqueza ou pecado em suas vidas.
Foi exatamente isto o que aconteceu com Davi. Ele cometeu pecado ao adulterar com Bate-Seba, mas isto não ofuscaria sua imagem até que a mulher lhe deu a notícia da gravidez resultante do erro deles. Então, a tentativa de encobrir o pecado cometido só deixou pior a situação. O pecado progride de adultério a homicídio, com a consequente perda do filho gerado (2 Sm 11.6-25). Se o rei Davi tivesse reconhecido seu pecado, em vez de fazer de tudo para esconder seu erro, a história teria sido bem diferente e as consequências não tão graves.
Mas, como o homem que foi visto como herói nacional, aquele que as mulheres recebiam com cânticos em seu retorno das guerras, o ungido de Deus, seria avaliado pelo povo que liderava quando se mostrasse sem o brilho de Deus em sua vida?
É lógico que o líder deve ser exemplo, modelo para o rebanho, e que deve cuidar para não perder nunca o exemplo. Ele deve vencer suas fraquezas; o que ele não pode é tentar esconder as fraquezas que já o venceram!
Quando um líder cristão esconde uma fraqueza, uma limitação (e nem estou falando de pecado agora), sua atitude pode parecer qualquer outra coisa, mas ainda é dissimulação!
O apóstolo Pedro, um homem de grande estatura espiritual, uma das colunas da Igreja, quando esteve em Antioquia, acabou demonstrando esta inclinação ao fingimento para que sua imagem não ficasse “arranhada” diante dos demais líderes em Jerusalém:
“Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2.11-14)
O assunto em questão não era esconder um pecado; somente um ponto de vista, uma opinião, um nível de liberdade que Pedro desfrutava no relacionamento com os gentios e que, obviamente, os irmãos que vieram de Jerusalém a Antioquia não concordavam. O que Pedro fez foi denominado por Paulo como um ato de dissimulação, de fingimento. Ele ainda destaca o fato de que “não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho”.
Assim como outros homens de Deus, como Moisés e Davi, o apóstolo Pedro estava preocupado com sua imagem. O que diriam a seu respeito se soubessem do convívio com os gentios? Líderes tendem a não querer mostrar fraqueza, mesmo se nem for fraqueza de fato, se só puder ser interpretada como tal.
Mas ao dizer “não somos como Moisés, que punha véu sobre a face”, Paulo mostra que, por haver entendido as consequências deste ato, ele preferiu agir com absoluta honestidade em todo o seu comportamento cristão:
“Mesmo que eu preferisse gloriar-me não seria insensato, porque estaria falando a verdade. Evito fazer isso para que ninguém pense a meu respeito mais do que em mim vê ou de mim ouve”. (2 Coríntios 12.6 – NVI)
Ao examinar o contexto desta afirmação, vemos que Paulo estava falando sobre suas experiências com as visões celestiais. Em outras palavras, o apóstolo estava declarando: “Eu poderia impressionar as pessoas contando minhas experiências com Deus, mas não quero que o conceito delas a meu respeito se baseie nisso. Quero que só pensem acerca de mim o que pode ser visto, de forma simples, no convívio diário”. Ele diz claramente: “Eu evito que pensem que sou mais do que aquilo que realmente sou”.
Diferente de Moisés, e de muitos de nós, Paulo preferia tirar a máscara e se apresentar da forma mais sincera e autêntica possível. E há uma razão para esta postura firme do apóstolo, que abordaremos melhor mais à frente: sem transparência e honestidade não há transformação!
O apóstolo Paulo valorizava muito este princípio, não só em sua própria vida como também na vida daqueles em que investia no discipulado. Muitas eu me perguntava: o que Paulo viu em Timóteo que o atraiu tanto? Esse discípulo precisou ser encorajado várias vezes a não negligenciar os dons que recebeu, a não deixar ninguém desprezá-lo pelo fato de ser jovem, e, além disso, não temos registros históricos de grandes conquistas ministeriais da parte dele. Então, o que será que Paulo enxergou nele que produziu uma identificação tão grande? Hoje a resposta me parece clara: uma fé sem hipocrisia:
“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.” (1 Timóteo 1.5)
Outras versões usam as expressões “fé sem fingimento” ou “fé sincera”. Em sua segunda epístola a Timóteo, Paulo destaca novamente a fé sem hipocrisia (2 Tm 1.5), desta vez atribuindo-a diretamente à pessoa de Timóteo. Isto tudo mostra o quanto o apóstolo levava a sério a questão da transparência, da honestidade e da autenticidade.
AS CONSEQUÊNCIAS DE SE COBRIR O ROSTO
Algo assustador que percebo no ensino de Paulo, e que deve servir de forte advertência contra o uso do véu sobre o rosto, é que o “véu do engano” que alguém usa pode ser transmitido para os que estão ao seu redor:
“Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.” (2 Coríntios 3.14-16) 
Observe a expressão “o mesmo véu permanece”. O apóstolo Paulo escreveu essa epístola cerca de mais de um milênio e meio depois de Moisés. No entanto, ele diz que “até os dias de hoje” o “mesmo véu permanece”. É lógico que ele não está falando do mesmo pedaço de pano físico usado pelo grande legislador de Israel. Até porque o texto diz que “o véu está posto sobre o coração deles”, afirmação que concede uma conotação espiritual a esse véu.
A Palavra de Deus nos revela que a atitude de fingimento de Moisés passou a operar (na forma de engano espiritual) no coração dos israelitas – que se orgulhavam de ser discípulos de Moisés (Jo 9.28). Líderes que decidem andar em dissimulação podem estar transferindo um péssimo legado aos seus liderados e discípulos.
Por outro lado, também encontramos na Bíblia o fato de que uma “fé sem fingimento” também pode ser transmitida de geração em geração:
“Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.” (2 Timóteo 1.5) 
A fé sem fingimento que Paulo elogia na vida de Timóteo, seu filho espiritual, vinha sendo transferida por diferentes gerações: da avó Lóide para a mãe Eunice e, finalmente, da mãe Eunice para o filho Timóteo. Esse é o legado que os pais deveriam transmitir aos seus filhos e que cada líder deveria transferir aos seus liderados.
Essas consequências, ao meu entender, já deveriam trazer suficiente temor aos nossos corações de modo a que não venhamos incorrer no mesmo erro de Moisés. Entretanto, há um motivo que deveria gerar ainda mais temor aos que recorrem ao uso do véu em seu rosto. É que, sem desvendar o rosto, não há transformação a ser experimentada pelo poder de Deus.
A GLÓRIA VEM QUANDO SE REMOVE O VÉU
A Transformação só acontece com o rosto desvendado. Se não “tirarmos a MÁSCARA”, seguramente o poder transformador operado pelo Espírito Santo não irá se manifestar:
“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3.18) 
Você já percebeu a intensidade e a velocidade de transformação que se dá na vida de um novo convertido? Porém, em algum momento na caminhada, o processo de transformação e mudança de vida começa a estagnar. E não é porque o processo – de se conformar com a imagem de Jesus – já tenha se completado!
Depois de mais de vinte anos de ministério, observando o comportamento dos cristãos, posso dizer que isso é um fato. A transformação na vida dos crentes em geral parece perder sua força com o passar do tempo. E penso que uma das grandes razões para isso é que, no início da vida cristã, após a conversão, todos reconhecem as áreas que precisam tanto de mudança e se alegram por toda transformação alcançada (e até testemunham). Porém, depois de um tempo e de muitas vitórias alcançadas, quando o crente começa a ser reconhecido pelos seus irmãos como alguém mais maduro e espiritual, a tendência é não ser mais tão transparente ou sincero a respeito das falhas. E isso vem desde os tempos bíblicos!
Observe, por exemplo, o que aconteceu quando a Palavra de Deus foi pregada em Éfeso:
“E muitos dos que haviam crido vinham, confessando e revelando os seus feitos. Muitos também dos que tinham praticado artes mágicas ajuntaram os seus livros e os queimaram na presença de todos; e, calculando o valor deles, acharam que montava a cinquenta mil moedas de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.” (Atos 19.18-20)
Por que a Palavra de Deus crescia e prevalecia em Éfeso?
Não foi apenas porque foi pregada, e sim, porque as pessoas, depois de receberem a pregação, reconheciam e até mesmo confessavam publicamente os seus pecados! Estude cada avivamento na história e você descobrirá que houve confissão de pecados. Este é o ponto. Quando as pessoas reconhecem suas fraquezas, o poder do Espírito Santo pode se manifestar nelas. Isso é doutrina bíblica!
Deus só opera o seu poder transformador quando reconhecemos as áreas problemáticas, e apenas naquela área que admitimos nossos pecados. 
RASGANDO O CORAÇÃO E NÃO AS VESTES
É tempo de tirar as Máscaras, remover o véu do rosto e andar em honestidade e transparência. Essa é a essência do verdadeiro arrependimento e o anseio que deve reinar em todo coração que deseja render-se totalmente a Deus. Penso que era disso que o profeta Joel, pelo Espírito Santo, falava aos israelitas de seus dias:
“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.” (Joel 2.12,13)
Que o entendimento dessas verdades nos ajude a abandonar qualquer expressão de hipocrisia de modo a, pela graça de Deus, andarmos como Paulo: com o rosto desvendado. Concluo com as palavras de Thomas Watson: “É melhor desmascarar nossos pecados antes que eles nos desmascarem”.
BISPO Anderson Camargo

terça-feira, 23 de junho de 2015

Atos 28, 1-3:CARREGADORES DE GRAVETOS.
Havendo escapado, então, souberam que a ilha se chamava Malta.
E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio.
E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de Gravetos e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão.
O apóstolo Paulo estava sendo levado para Roma, lá ele iria ser julgado pelo Imperador César. Vamos entender essa mensagem no Espírito. Eles haviam naufragado e encontraram uma ilha ( Malta).
Quando algo der errado na sua vida, não se desespere, Deus sempre terá uma saída para você. O naufrágio foi perto de uma Ilha, Deus sempre terá uma Ilha, uma saída para você.
Eles estavam com frio, mais os homens de lá agiram, com bondade e fizeram uma fogueira para aquecê-los, por causa do frio.
Todo mundo estava lá se aquecendo na fogueira, e a fogueira estava se apagando. Paulo foi catar gravetos. Irmãos, todos os dias nós temos que colocar gravetos na fogueira. Se nós não colocarmos gravetos, a fogueira vai se apagar. A responsabilidade de buscar a Deus é nossa.
Quantas vezes ficamos frios na fé. Porque não buscamos gravetos, nós não buscamos a Deus. Nós temos que alimentar essa fogueira, que é Deus dentro de você. Vamos para I tessalonicenses 5,19:
Não extingais o Espírito.
Não deixe o Espírito Santo se apagar. Se existe o graveto, existe o diabo com a mangueira para apagar o seu fogo. Paulo falou isso, porque ele ouviu a história do batismo no Espírito Santo no dia de pentecostes, quando eles foram batizados e falavam em línguas estranhas e falavam as línguas de todas as pessoas que estava em Jerusalém, inclusive as estrangeiras. Irmãos, ouçam mais a palavra de Deus, leiam mais a bíblia, vão mais aos cultos.
O que Deus acendeu em você, quando você veio ao culto? Ele lhe deu a alegria da salvação, a alegria de estar na Igreja. Irmãos, quando você ama a Deus, gosta de cultuá-lo, compra uma roupa especial para vir à santa ceia.
Paulo viu que a fogueira estava apagando, ele colocou gravetos para ela não se apagar. Não deixe a Luz do Espírito Santo se apagar em você.
Agora vamos para o livro de Levíticos 6,12 e 13:
O fogo, pois, sobre o altar arderá nele, não se apagará; mas o sacerdote acenderá lenha nele cada manhã, e sobre ele porá em ordem o holocausto, e sobre ele queimará a gordura das ofertas pacíficas.
O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.
A orientação de Deus para os sacerdotes era para que não deixassem o fogo se apagar. O fogo sobre o altar não se apagará. A sua vida é um altar. A responsabilidade de manter a lenha acesa é do sacerdote.
O fogo arderá continuamente no altar e não se apagará. Não deixar o fogo se apagar.
Levíticos 9, 22-24:
Depois, Arão levantou as mãos ao povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a expiação do pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica.
Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois, saíram e abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo.
Porque o fogo saiu de diante do SENHOR e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilou e caiu sobre as suas faces.
Deus havia preparado os sacerdotes para receber fogo, e quando o fogo vier, ele não poderá se apagar. Quando os sacerdotes estavam com o altar preparado, Deus enviou o fogo dele. O fogo genuíno havia descido do céu.
Os sacerdotes começaram a colocar lenha para que o fogo não se apagasse. Não deixe o fogo que você recebeu de Deus se apagar na sua vida. O altar é a sua vida.
Quando o fogo se apagar, vem o pecado, a pessoa fica sem forças para orar, para clamar a Deus. O Espírito Santo não pode ficar apagado na sua vida. Nós somos a luz do mundo. E a nossa luz tem que resplandecer.
Vamos para o livro de Levíticos 24,1e 2:
E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite de oliveira, puro, batido, para a luminária, para acender as lâmpadas continuamente.
Dentro do tabernáculo era escuro. Os judeus colocavam tochas para iluminá-lo, depois eles fizeram uma espécie de candelabro para manter o tabernáculo aceso constantemente.
O povo tinha que trazer azeite puro, batido. O fogo não podia se apagar dentro do templo.
AZEITE BATIDO – Irmãos, dava muito trabalho para o povo, tirar o azeite da azeitona no deserto. É trabalhoso ser de Deus, mas na hora do cansaço, Deus nos fortalece.
Agora vamos para II Samuel 21, 15-17:
Tiveram mais os filisteus uma peleja contra Israel; e desceu Davi, e com ele os seus servos, e tanto pelejaram contra os filisteus, que Davi se cansou.
E Isbi-Benobe, que era dos filhos dos gigantes, e o peso de cuja lança tinha trezentos siclos de cobre, e que cingia uma espada nova, este intentou ferir Davi.
Porém Abisai, filho de Zeruia, o socorreu, e feriu o filisteu, e o matou; então, os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel.
– o inimigo tentou ferir a Davi, quando percebeu que ele estava cansado.
– Um gigante tentou ferir a Davi, mas não conseguiu porque Abisai não permitiu.
– Os soldados de Davi disseram que ele era a lâmpada de Israel. Ele era a luz de Israel. Eles tiveram todo o cuidado com Davi, para que a lâmpada não se apagasse.
Irmãos, as lutas nos fazem ficar cansados, mas a Luz, a Lâmpada de Deus, nos renova constantemente. Cuidado com o inimigo que quer apagar o seu fogo.
Agora vamos para o livro de Atos dos apóstolos 28, 3-5:
E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão.
E os bárbaros, vendo-lhe a víbora pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a Justiça não o deixa viver.
Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não padeceu nenhum mal.
–Eu tenho que manter o Espírito Santo avivado em mim. A víbora era uma cobra venenosa. Às vezes, você está bem com Deus e vem a cobra tentando te destruir.
– O que Paulo fez? Ele sacudiu a víbora no fogo. Paulo estava com a sua fogueira avivada, o fogo estava fortemente aceso e ele queimou a víbora lá. Qualquer mal que surgir na sua vida, não se desespere. Coloque esse problema na presença de Deus.
BISPO Anderson Camargo

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Entenda o “NÃO” de Deus!
“Um NÃO como resposta ao que você queria tanto pode ser um SIM em outra direção”
“Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR: Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação? Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre” ( II Sm. 7:5,12,13) ( | Reis 8:17,18,e 19 ).
Segundo a Palavra, Davi desejava mais que todas as coisas construir um templo em honra ao Senhor, e certamente esperava ouvir um “sim” de Deus, afinal o que poderia haver de errado nisso? O profeta Natã estava tão certo do sim de Deus que orientou Davi a seguir seu coração. Deus então interferiu, naquela mesma noite, a Palavra do Senhor veio a Natã, e o profeta teria que dizer a Davi, embora parecesse bom, não era o plano de Deus.
Muitas vezes não estamos preparados a ouvir um “não” como resposta, não estamos abertos para tal, quando precisamos de ajuda, quando queremos comprar algo ou quando pedimos alguma coisa, nosso desejo é ouvir sim. Mas existe momentos em que Deus diz NÃO, isso não significa que Ele não se importa conosco, mas significa que Ele tem um plano ainda maior para nós. Talvez o que estamos pedindo pode ser perigoso, estar errado, ou estar em segundo plano. Sempre que sentir que Deus está dizendo NÃO à sua oração, não se sinta frustrado, nem desapontado, confie na sabedoria Dele.
Davi recebeu um NÃO de Deus, mas também recebeu um “sim” futuro, seu filho Salomão construiria um templo com recursos mais gloriosos, como nunca se viu antes. Deus nos conhece e sabe o que é melhor para nós. Muitas vezes não entendemos o seu trabalhar e seus planos para nossa vida, mas devemos descansar. Um “NÃO” como resposta ao que você queria tanto pode ser um SIM em outra direção.
Deus nos concede muito mais do que aquilo que sonhamos, porque Ele sabe o bem que resultará se a vontade Dele for feita. E a sua vontade é sempre mais rica e melhor que qualquer coisa que possa imaginar.
BISPO Anderson Camargo

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Qual o seu foco?
"Depois, foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto do caminho, mendigando.
E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim.
E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim.
E Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, que ele te chama.
E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus.
E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista.
E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho."
Marcos 10:46-52
Tudo na vida começa com um sonho, com uma visão. Perder a visão é algo muito sério! Esse homem além de cego era mendigo – Duas coisas muito difíceis, duas áreas na vida muito complicadas. O Cantor Ray Charlles disse certa vez que daria toda a riqueza que tinha para poder enxergar.
A Bíblia relata que Jesus passava por Jericó, Ele saiu da sua terra rumo a uma direção, um propósito que era ir para Jerusalém. Aos doze anos Jesus disse aos seus pais: “Vocês não sabem que vim fazer a vontade de meu Pai”. A direção de Jesus era fazer a vontade de Deus!
Na hora da crise temos que ter uma visão senão colocamos tudo a perder! Tudo na vida começa com uma visão e Aquele que pode restaurar a nossa visão é o Senhor Jesus - uma perda, uma derrota, o sofrimento pode nos trazer conhecimento para vencermos futuramente!
Tire oportunidades das crises
Diante de uma crise, há pessoas que se matam, largam a família, afundam nas drogas. Mas a palavra crise significa oportunidade. Depois da Segunda Guerra Mundial, o Japão estava destruído, os efeitos das bombas se projetaram também futuramente na população, mas um príncipe Japonês teve uma visão, porque viu no meio da destruição, um brotinho no tronco de uma árvore. Ele chamou os cientistas e disse: “Há vida, é possível, se recuperarmos os rios, se fizermos um esforço, conseguiremos...” Precisamos ser otimistas diante das crises!
Na crise olhe para cima: “Elevo os meus olhos para os montes de onde me virá o socorro?”
Os japoneses viram a possibilidade de mudança, de reconstrução, e iniciaram o trabalho. Tiraram do meio da destruição, esperança! Eles espalharam no mundo a tecnologia e hoje são detentores das maiores empresas no ramo tecnológico no mundo e tudo isso por causa de um brotinho no tronco.
A Palavra de Deus relata que aquele homem vivia das migalhas. Existem pessoas que se acomodam e colocam a culpa nos outros, quando na verdade, são os maiores culpados da sua mendicância.
Esse homem era mendigo, não tinha perspectiva de vida até ouvir falar que Jesus vinha. Faça das suas dificuldades degraus para a vitória! O cego de Jericó ouviu que Jesus estava passando por ali e foi rumo a sua cura.
Alguns mendigos que estavam próximos podem ter pensado: “Jesus vai passar por aqui, muitas pessoas virão, a coleta será grande!” Mas aquele homem ao ouvir falar que Jesus passaria ali, pensou na sua cura! E ele gritava: “Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”
Compaixão significa dó – Jesus não parou porque Ele não quer ter dó de nós, aquele homem era cego, mas tinha as mãos, tinha vigor. A cegueira dele tornara-se a paralisia dele.
Mas quando ele gritou: “ Jesus Filho de Davi tem misericórdia de mim!” Jesus parou, porque aquele homem reconheceu a sua miserabilidade e que necessitava do Senhor.
Misericórdia é diferente de compaixão – Aquele homem reconheceu sua condição e quando Jesus o chamou ele teve a visão que sua história mudaria e lançou de si a sua capa.
Jesus restaurou a visão daquele homem e o mesmo passou a seguir Jesus estrada a fora!
BISPO Anderson Camargo

sexta-feira, 5 de junho de 2015

MENTALIDADE DE GAFANHOTO
Números no capítulo 13...Moisés enviou doze espias, para examinar a Terra Prometida, antes de entrar nela. Os espias viram a terra, rica em mel, leite, uvas... e gigantes. Quando voltaram, seus relatórios eram contraditórios. Dez homens deram um relatório negativo; dois deram um relatório positivo.
Ignorar os gigantes não foi o que fez os relatórios serem considerados bons ou ruins. Todos os doze espias reconheciam a existência de gigantes, mesmo os dois espias cheio de fé: Josué e Calebe. Uma vida de fé não implica ignorar o óbvio.
Algumas pessoas pensam que reconhecer um problema significa admitir a dúvida. Ideia incorreta. Paulo certa vez reconheceu que Satanás estava dificultando as coisas (1 Tessalonicenses 2: 18). Pedro falou de um adversário (1 Pedro 5: 8). Jesus, em Mateus 4, não agiu como se Satanás não existisse.
Ignorar um câncer, um fracasso financeiro, ou um casamento problemático não desfaz o problema. É preciso admitir que algo existe, antes de confrontá-lo com sucesso. O pecador nunca estará de fato convertido até admitir a sua necessidade [ de perdão e restauração]. O batismo com o Espírito Santo vem apenas para aqueles que percebem que estão “vazios”.
Todos os doze espias tinham fé. Mas houve uma diferença. Dez tinham fé em gigantes. Dois tinham fé em Deus. Dez voltaram se queixando: “Você viu o tamanho daqueles gigantes?” Josué e Calebe voltaram lambendo os lábios e dizendo: “Você viu o tamanho daquelas uvas?” Dez eram gafanhotos. Dois eram exterminadores de gigantes e provadores de uvas!
Sua conversa revela se você é um vencedor ou um perdedor. Perdedores dão importância aos seus problemas. Vencedores falam sobre suas possibilidades de sucesso. Perdedores discutem os seus obstáculos. Vencedores falam de oportunidades. Perdedores falam de doença. Vencedores falam de saúde. Perdedores falam como vítimas. Vencedores falam como vitoriosos. Perdedores têm mentalidade de escravos. Vencedores tem mentalidade de filhos.
A bíblia é um “livro de fotografias”. Ela fornece uma “fotografia” de Deus, uma “fotografia” do diabo, e a “fotografia” que tem de você. Você aceitará uma das quatro avaliações de sua vida 1) o que você pensa de si mesmo; 2) o que os outros pensam de você; 3) o que Satanás pensa de você; ou 3) o que Deus pensa de você.
Os dez espias disseram: “Em nossa opinião, somos como gafanhotos. Mesmo os gigantes acham que somos como gafanhotos”. Uma vez uma pessoa veio até mim , e disse: “Bispo, não sou nada. Sou tão indigna”. Perguntei: “Será que Deus criou você?” Ela me respondeu: “Sim”. Indaguei: “Então, você acha que ele criou seres inferiores, sem valor?”. Ela entendeu a questão.
Deus não cria mercadoria barata. Você é criação dele. Você é valioso. Ele implantou em você as sementes de sucesso, fé e poder. Aja de acordo com essa ideia! Viva de acordo com isso! Pare de diminuir a si mesmo. Você tem a mente de Cristo? Então, você é brilhante! Diga em vos alta: “Tenho a mente de Cristo. Estou surpreso com essa maravilhosa mente funcionando em mim”. Você não é gafanhoto! Pare de falar com um! Pare de viver como um.
Pare de ampliar seus problemas. Pare de exagerar o poder do diabo. Comece a enfatizar o poder do seu Deus! Comece a testemunhar a respeito da grandeza do Senhor e do que Ele está planejando para você hoje! Planeje o amanhã de vitórias!
Mentalidade gafanhoto destruirá sua fé. Interromperá o fluxo de fé. Permitirá que Satanás aja em sua vida. Receba o “instinto” de exterminador de gigantes. Você é maior do que o inimigo, porque você é templo de Deus. O Espírito Santo vive dentro de você. Pare de olhar para as “fotografias” do fracasso de ontem que Satanás insiste em mostrar-lhe. Deus tem um álbum de fotos de suas vitórias, de seu futuro, de seu amanhã! Ele não está olhando para onde você tropeçou ontem, mas para suas possibilidades de amanhã.
Muitos falam como murmuradores, em vez de falar como conquistadores. Nós não somos gafanhotos. Os dez espias falaram sobre o tamanho dos gigantes, mas Josué e Calebe conversavam sobre os tamanhos das uvas! Concentre-se em suas oportunidades, e não nos obstáculos. Comece louvando a Deus por aquilo que você já tem, e não apenas pelo que pretende ter! Se sempre buscar o que está além do que possui atualmente, deixará escapar a alegria do agora, a felicidade do hoje, a vitória do presente.
Gafanhotos enfatizam o que está errado, ao invés de aquilo que está certo. Gafanhotos amam falar sobre injustiças recebidas. Eles discorrem sobre como foram maltratados e como as pessoas não os compreendem. Alguma vez você já ouviu um gafanhoto levantar-se perante um grupo e dizer: “Mereço todo o crédito pelo meu fracasso”? Absolutamente não! Eles Têm uma lista de pessoas responsáveis por aquilo que são. Gafanhotos justificam suas derrotas. Eles sempre têm uma desculpa para não vencer o diabo. De fato, às eles até derrubam outras pessoas que estão caminhando e vivendo vitoriosamente.
Não estou dizendo que é fácil. Mas, para liberar uma vida incomum, é necessário abandonar a Mentalidade de gafanhoto e adotar a Mentalidade de exterminador de gigantes. Você deve preparar a sua mente para mudança. Você pode mudar. Deus lhe deu poder de escolha: o poder de dirigir seus pensamentos, suas ações! Programe sua mente para destruir a Mentalidade de gafanhoto. Reforce a mente de exterminador de gigantes, escolhendo amizades que promovam fé em sua vida. Se você tolerar qualquer outro tipo de relacionamento, isso poderá ser prejudicial para o seu crescimento espiritual.
Seja exigente. Torne-se mais seletivo na escolha de seus amigos, das músicas que ouve, dos programas de televisão que assiste, de seu material de leitura. Opte por um material que gere fortalecimento espiritual.
BISPO Anderson Camargo