segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O PÃO TORRADO.
(JZ 7:13) - Chegando, pois, Gideão, eis que estava contando um homem ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eis que tive um sonho, eis que um pão de cevada TORRADO rodava pelo arraial dos midianitas, e chegava até à tenda, e a feriu, e caiu, e a transtornou de cima para baixo; e ficou caída.
Eu gostaria de meditar convosco nesta palavra sobre a forma que Deus tem de manifestar o seu poder, (1CO 1:27) - Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; os métodos de Deus são estranhos aos olhos humanos, talvez confuso num primeiro momento e pouco provável de ser compreendido por um homem natural. Vamos tomar como exemplo Gideão, o abiezrita, filho de Joas da tribo de Manasses. Israel estava debilitado por causa dos inúmeros ataques dos seus inimigos, que prevaleciam em virtude do afastamento do povo de Deus da sua presença, Gideão recebe o chamado do Senhor, para liderar Israel numa batalha extremamente desigual, Gideão vê seu exercito reduzido de trinta e dois mil para trezentos, em circunstancia normais aquela batalha já seria difícil, agora parece ser humanamente impossível alcançar a vitória, mas descendo Gideão próximo do arraial dos midianitas ouve o relato de um sonho que parece de pouco significado ao entendimento humano, mas para Gideão representou a certeza da vitoria, (1CO 2:15) - Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido, tudo porque Gideão compreende que aquele pão de cevada torrado da qual falava o soldado midianitas era ele com seus trezentos.
Uma evidencia clara de que o homem de Deus depois de ser torrado na fornalha do fogo de Senhor passa a ser um campeão nas batalhas, o desprezível aos olhos humanos torna-se nas mãos do Deus de batalhas a arma inquestionável de destruição do mal, pois a partir deste ínterim sua confiança passa ser somente no Senhor dos Exércitos, e quando o homem chega ao ponto de que sua única confiança é o Senhor então a leitura da batalha é esta: a vitoria é certa. O senhor diz a Gideão que: (JZ. 7.10-11)“Se ainda temes atacar,desce com teu moço Pura ao arraial; e ouviras o que dizem; depois fortalecidas as tuas mãos, desceras contra o arraial...” o Senhor pede a Josué que desça com seu moço Pura,( que significa aquele que é puro, santo), o que nos leva crer que homem de Deus tem de ter como companheiro nas suas campanhas contra o mal homens que buscam andar em santidade, privando-se da tão propalada liberdade, que tem como propósito retirar s a possibilidade da vitória. Mas olhando para Gideão num primeiro plano nos parece pouco provável que Gideão já tenha sido colocado a prova antes, a ponto de ser tratado como o pão de cevada torrado.Então lembremos que a primeira ordem do Senhor a ele é para que destrua o altar de Baal, a imagem de Assera e construa um altar a Deus, e depois sacrifique ao Senhor dos Exércitos, sinal claro da conversão de um homem a Deus, pois só quem acredita na voz do Senhor pode sacrificar, traduzindo isto poderemos ouvir as palavras de Jesus (MC 8:34) - E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Depois do sacrifício de Gideão o Espírito do Senhor envolveu a ele de forma que agora a sua visão pela obra maravilhosa do Senhor é incontestável, a quarta dimensão é plenamente alcançada, numa visão tridimensional , (EF 3:18) - Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, Paulo expressa estas palavras que nos da a dimensão de qual é o estado do homem que confia no propósito do Senhor na sua vida e na sua escolha soberana . Lembramos com bastante eloquencia a conversão de Paulo no caminho para Damasco em mais uma das suas missões de perseguição ao povo de Deus, ali acontece um das maiores demonstração de mudança de caráter humano descrito no texto sagrado, o primeiro acontecimento na vida de Paulo naquele extraordinário encontro com o Senhor foi ver subitamente uma luz forte que lhe ofuscou a visão e que por conseguinte deixou lhe cego, cego para as coisas que ele tinha como reais e verdadeira, porem voltando a enxergar depois, pela imposição das mãos do homem de Deus, Paulo tem as escamas do seus olhos retiradas, pelo poder do Senhor, e quando isto acontece Paulo pode compreender a dimensão da escolha do Senhor em sua vida. Percebemos que tanto na vida de Paulo quanto na de Gideão a escolha se dá antes mesmo que qualquer um dos dois se coloque a disposição do Senhor, pois Ananias quanto a Paulo questiona a voz do Espírito Santo que lhe manda encontrá-lo para uma missão sublime (AT 9:13) - E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; (AT 9:15) - Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. Vemos que Gideão também faz o mesmo, contesta a escolha do Senhor para o seu chamado a liderança (JZ 6:13) - Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o SENHOR subir do Egito? Porém agora o SENHOR nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas. Mas em ambos acontecimentos a escolha do Senhor é soberana e prevalece sobre toda e qualquer circunstancia que possa se apresentar, o mesmo valendo para nós escolhidos do Senhor, pois precisamos compreender que foi o Senhor que nos escolheu e isto é incondicional, não esta condicionado a nada nem a ninguém a nossa escolha, Deus não depende do que vai ser do escolhido no seu futuro de como vai se comportar depois do chamado para que tome decisões a respeito, o que importa é que a sua escolha é soberana e legitima(JO 15:16) - Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. Num momento alguém pode perguntar, mas porque há tantos escolhidos parado, caído, fraco sem obter vitória? A explicação pode se dar através deste entendimento, de que a escolha é soberana, porém quanto o ser um instrumento usado nas mãos do Senhor é necessário o sacrifício da renuncia, a destruição dos deuses falsos, da morte do velho homem com suas visões distorcidas da verdade, da queda das escamas que cobrem a visão real e verdadeira, o que se dá imediatamente no momento do nascimento do homem novo e da nova vida. Gideão, o guerreiro poderoso, continua sua nada comum e impressionante jornada para livrar o povo de Israel das mãos dos midianitas, depois daquele relato e interpretação do sonho do soldado do exercito de mídia, Gideão volta para os seus soldados reparte os trezentos em três companhias de cem soldados e a cada um dá a mais inusitada arma de guerra que um exercito pode receber: trombetas e cântaros vazios com tochas neles. Porém cada um dos inusitados instrumentos de guerra o Senhor tinha o sua mais perfeita tática de guerra, sobre as trombetas o Senhor tinha ordenado a Moisés: (Num 10:2) - Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação, e para a partida dos arraiais. (Num 10:9) - E, quando na vossa terra sairdes a pelejar contra o inimigo, que vos oprime, também tocareis as trombetas retinindo, e perante o SENHOR vosso Deus haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos. Os cântaros representavam os soldados escolhidos para aquela batalha, como escrito esta, (LV 6:28) - E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de cobre, esfregar-se-á e lavar-se-á na água. Os soldados de Gideão tinham sido cozido e por isso não tinham nenhum problema em ser quebrado.(JZ 7:16) - Então dividiu os trezentos homens em três companhias; e deu-lhes a cada um, nas suas mãos, buzinas, e cântaros vazios, com tochas neles acesas. As tochas acesas certamente representam a glória do Senhor sendo revelada a todos e a vitória sendo conquistada.Que o Senhor abençoe o caro leitor a compreender que é necessário entrega total e irrestrita à aquele que nos escolheu para sua magnífica e soberana obra, (I Pe 2:9 e 10) Vós, porem, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes,, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdiaBISPO Anderson Camargo

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Campo de Anatote
Anatote é uma região de Israel, atualmente chamada de Anata. Um pequeno lugar ao norte de Jerusalém repleto de campos de trigo, oliveiras e figueiras, também de cisternas encravadas nas pedreiras. Nesse território, nasceu o profeta Jeremias que exerceu ministério entre entre 626 a 586 a.C, quando a nação estava um caos, o culto a Baal havia sido estabelecido e até a abominável pratica do sacrifício humano (II Reis 21: 1-9). Deus então, em misericórdia e longanimidade, envia Jeremias para proclamar arrependimento de pecados e mudança de vida. Mas isso foi um trabalho difícil, os corações estavam tão endurecidos quanto as muitas pedreiras existentes em Anatote. Prenderam a Jeremias, pediram silêncio de sua parte, pois queriam continuar fazendo o que era mau.
Jeremias foi odiado por reis e compatriotas por advertir sobre as consequências do pecado, do abandonar a Deus, em sua época foi chamado de traidor , contudo o que ele estava a falar era sobre amor e misericórdia. O cativeiro Babilônico foi uma realidade para Israel, propósito do Senhor para que as pessoas pudessem perceber o valor da liberdade e do bem. Sofrer para refletir, clamar, buscar uma direção diferente da que estavam seguindo. E olhando para esse contexto, aprendo que o sofrimento deve nos aproximar de Deus e a alegria também. Abandonar a Deus é um estado miserável em que não se compreende propósitos porque a vontade humana é a voz que ecoa repetidamente. Israel precisava encontrar propósitos de vida em Deus. E quantas vezes isso não acontece conosco, somente um estado de caos e sofrimento nos torna sensíveis a Deus; doença, perdas, decepções, todas essas coisas deveriam ser paradas obrigatórias para reflexão e mudanças. Contudo, não deveria ser preciso chegarmos a tais situações para perceber que dependemos de Deus para ter uma vida de tranquilidade espiritual.
E Jeremias, o profeta de Anatote, se encontrava em apuros, encarcerado pelos encarcerados de espírito, quando a voz do Senhor chega para consolá-lo na prisão.
“ Compra para ti a minha herdade que está em Anatote, pois tens o direito de resgate para comprá-la. ” Jeremias 32:7
O proposito de Anatote
Amados leitores, vejam que Palavra maravilhosa! O campo de Anatote era o campo das promessas de Jeremias! Era a restauração, a volta do cativeiro, o tempo de paz e prosperidade. Jeremias estava preso, triste e abatido, mas deveria olhar não para aquela circunstância, mas para Anatote! A voz de Deus chega para restituir a esperança e fortalecer a fé.
Anatote significava:
Promessa: O lugar onde Jeremias recebeu o ministério e a visão da amendoeira com o simbolismo de que Deus vela por Sua Palavra para cumprir, Ele vigia seus filhos e os guarda atentamente.
Esperança: A experiência de ter a mensagem rejeitada, de ver os compatriotas em pecado e vitimados pelo cativeiro estava entristecendo e enfraquecendo Jeremias. Deus intervém para não deixá-lo perecer e mostrar que muitos iriam se arrepender.
“Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar. Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim. Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança: Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade! “ Lamentação de Jeremias 3: 20-23
Presente: A dor do hoje não pode ser maior que a benção que chega com o amanhã.
Futuro: Sempre será resultado do que se plantou ontem. É preciso “plantar no tempo” para semear nele. O tempo é invisível, mas se faz real pelo que se vive, assim cada vida é um campo no tempo, onde a Palavra de Deus funciona como Anatote que não nos deixa perecer ou perder o ânimo.
Comunhão: O arrependimento proporciona restauração de promessas. Israel voltaria, Anatote seria habitada e prospera.
Providência: Deus avisa da compra e envia o vendedor até o cárcere, Ele cuida de todos os detalhes. Sabe aquilo que as vezes pensamos ser coincidência? Poderá ser providência. O moço chegou com a escritura no tempo e no lugar certo e deu tudo certo, com Deus é assim.
" Veio, pois, a mim Hanameel, filho de meu tio, segundo a palavra do Senhor, ao pátio da guarda, e me disse: Compra agora a minha herdade que está em Anatote, na terra de Benjamim; porque teu é o direito de herança, e tens o resgate; compra-a para ti. Então entendi que isto era a palavra do Senhor. Comprei, pois, a herdade de Hanameel, filho de meu tio, a qual está em Anatote ” Jeremias 32: 8-9.
Se há áreas em nossas vidas que podem ser comparadas a cativeiros, olhemos para Anatote. Não percamos de vista as Promessas do Senhor advindas da Sua Palavra. Não deixemos que o pecado, tristeza e desilusão reinem em nosso coração, antes lembremos dessa lição. Jeremias ainda estava preso, quando comprou o campo de Anatote, pagou por ele e Deus providenciou toda negociação de modo a garantir seu retorno. A Palavra de Deus é essa garantia de retorno, de livramento, de restauração.
Enquanto Jeremias sofria por amor a Deus, outros sofriam por abandoná-Lo. Jeremias não perdeu a esperança, antes recobrou o ânimo pelo consolo do Senhor, enquanto isso, muitos de sua nação, morrem pela espada e outros males. O sofrimento alcança os que servem a Deus e também aos que não o servem. Esse é um curso natural da vida. Porém, Jeremias tinha uma herança, um resgate, e podemos dizer que estas coisas são dadas aos filhos de Deus. O Reino de Deus é como Anatote que devolve a esperança em tempo de angustia.
"Clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará." Salmo 50:15
O campo de Anatote nos dá uma animadora lição de esperança e fidelidade Divina. Mas não basta apenas olharmos para Anatote, é preciso comprar o campo, lavrar a escritura. É preciso fazer uma aliança com Deus e guardar a Sua Palavra, ser sensível à Sua vontade. Anatote nos ensina que Deus quer e se alegra em mudar destinos.
Deus o abençoe.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O SONO! NO LIMITE DA LUZ COM AS TREVAS!
(Atos 20:7-11) - E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.
E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos.
E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto.
Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.
E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu.
Experimente apagar as luzes e acender apenas uma lanterna, pequena, observe a marca que fica na parede mostra o limite da luz com escuridão (trevas).
VEJAMOS: UM JOVEM... COM SONO!
Olhemos para o texto que lemos no livro dos Atos dos Apóstolos. Ali, iremos encontrar um jovem... com sono!
Em Trôade, Paulo participa de uma reunião com os cristãos daquela região. Versículo 7: “No primeiro dia da semana, estando reunidos com o fim de partir o pão, Paulo exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite.” Eis a reunião. Não é uma reunião qualquer. É uma reunião que ocorre em um dia especial: o primeiro da semana, ou seja, o domingo. É uma reunião com uma finalidade específica: partir o pão, trata-se de uma reunião de comunhão. É uma reunião que conta com um visitante ilustre; Paulo seguiria viagem no dia seguinte, portanto, era preciso aproveitar até o último minuto a valiosa presença do apóstolo.
Paulo devia ter muito a dizer à igreja, pois “prolongou o discurso até à meia-noite”. E foi aí que algo inusitado aconteceu; uma cena digna da coluna “vídeo-cassetadas”! Versículo 9: “Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto.” O protagonista da lamentável e até ridícula cena é um jovem (talvez, um adolescente). Podemos até imaginar a displicência desse jovem. Lá estava ele, sentado na janela, em uma casa que tinha três andares. Diz o texto que Êutico “adormeceu profundamente”, foi “vencido pelo sono”.
talvez alguns saiam em defesa de Êutico dizendo que Paulo discursou demais; não precisava ter falado tanto, até a meia-noite. Pode ser! Mas, o fato é que Êutico dormiu na hora errada e no lugar errado. Foi “vencido pelo sono” durante um culto, durante uma pregação de Paulo. Dormiu sentado na janela de uma casa que tinha três andares. O resultado é óbvio: devido à queda, o jovem Êutico, que devia estar morrendo de sono, literalmente, morreu de sono! Segundo o texto, caiu e “foi levantado morto”!
Êutico estava no limite da luz com as trevas.
Digamos que sentado numa janela no terceiro andar ele poderia observar o que acontecia dentro do auditório, (e o texto nos diz que havia muita LUZ) ele podia observar e até ouvir o que Paulo falava, mas também, podia ver e ouvir os apelos das trevas (tipo Raimundo: um pé na Igreja e outro no mundo). Não havia iluminação pública e a escuridão do lado de fora era intensa e o jovem Êutico queria observar o que as trevas ofereciam!
Existem muitos entre nós que vivem assim! (I Corintios 11:30) - Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.
O SONO E A MORTE
Nas Escrituras Sagradas, em muitos momentos o sono aparece relacionado às trevas, ao pecado, à fuga, ao fracasso e à morte. Podemos citar aqui, rapidamente, alguns exemplos:
Sansão, seduzido e traído pela mulher a quem amava. Após muita insistência, ele revela a verdade: “Então, Dalila FEZ DORMIR Sansão nos joelhos dela e, tendo chamado um homem, mandou raspar-lhe as sete tranças da cabeça; passou ela a subjugá-lo; e retirou-se dele a sua força.” (Juízes 16, 19).
Outro exemplo é o de Jonas. Profeta escolhido por Deus para pregar em Nínive, Jonas recusou-se a levar a Palavra do Senhor para que os ninivitas, chegassem ao arrependimento e à salvação. Orientado a tomar o barco na direção daquela cidade, o profeta resolveu fugir de sua missão. No meio da viagem, Deus enviou uma grande tempestade que quase despedaçou o navio. Enquanto isso, Jonas DORMIA profundamente no porão do navio. “Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: Que se passa contigo? AGARRADO NO SONO? Levanta-te, invoca o teu deus; (Jonas 1, 6).
Um terceiro exemplo são dos discípulos de Jesus no Jardim do Getsêmani. Estão ali Pedro, Tiago e João. O momento é de grande agonia. Jesus pressente a chegada da hora mais difícil. Diz o Mestre: “a minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.” (Marcos 14, 34). Por três vezes o Senhor Jesus orienta os seus discípulos a vigiarem e a orarem e, por três vezes, os encontra DORMINDO, por que “os seus olhos estavam pesados” de SONO. E Jesus os repreende: “AINDA DORMIS E REPOUSAIS! Basta!” (Marcos 14, 41)
Agora, quem dorme é o jovem Êutico. O seu sono é um sono fora de hora e fora de lugar. O sono de Êutico é o sono que leva à morte.
Quem vive no limite da Luz com as trevas está trilhando caminho de morte!
QUEM DORME ESTÁ DIZENDO: “TÔ NEM AÍ...”
QUEM DORME NÃO PARTICIPA, NÃO OPINA, NÃO OUVE, NÃO TEM O QUE TESTEMUNHAR, OS FATOS ESTÃO SE DESENROLANDO À SUA VOLTA E ELE “... NEM AÍ...”
Conclusão: DESPERTANDO DO SONO DE ÊUTICO!
O sono de Êutico é para nós um símbolo. É o sono do desinteresse! É o sono do descompromisso! É o sono das músicas e dos louvores alienantes! É o sono da vaidade dentro da igreja! É o sono do individualismo! É o sono do consumismo! É o sono dos modismos! É o sono daqueles que não querem pensar! É o sono daqueles que não querem aprender! É o sono dos desanimados! É o sono dos que não querem trabalhar na igreja ou para a igreja!
O sono de Êutico é para nós um símbolo. Símbolo de um povo amortecido! Símbolo de um povo que dorme, mas não sonha! Símbolo de um povo que não incomoda! Símbolo de um povo que não transforma! Símbolo de um povo que não revoluciona! Símbolo de um povo que não subverte! Símbolo de um povo que não deixa a sua marca! Símbolo de um povo que envelhece!
Entretanto, é preciso esperança! A história do jovem Êutico não termina com o seu sono ou com a sua morte: “Descendo, porém, Paulo inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis que a vida nele está. (...) Então, conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados.” (Atos 20, 10 e 12)
“A vida nele está”, são as palavras de Paulo. A história do jovem Êutico termina com ressurreição!
(I João 1:7) - Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.” (Efésios 5, 14) Amém.Igrejaunidos Emuma Sófé

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A multiplicação dos Pães João 6:5-13... Muito já se falou sobre as duas multiplicações de pães e peixes que Jesus realizou durante Seu Ministério na terra, mas tem um detalhe que tem passado batido no decorrer das muitas pregações e estudos doutrinários, é o menino que emprestou os pães e peixes para Jesus multiplicar.
A cena se passou no deserto, num lugar ermo, distante das aldeias mais próximas. Quando Jesus viu a multidão que vinha para ser curada e liberta por Ele, dirigindo-se a Filipe, disse: “Onde compraremos pão, para estes comerem?” (João 6:5). É claro que Jesus só disse isto para experimentar Filipe, porque Ele já sabia o que iria fazer e não estava preocupado em encontrar uma birosca para comprar pão.
Nem Filipe e nem os outros discípulos acreditavam que Jesus é Deus, ou pelo menos, tinham lá suas dúvidas, tanto é que Filipe levou à sério a pergunta de Jesus e respondeu: “Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.” (João 6:7).
Pois bem. A sorte foi que André chegou e disse para Jesus: “Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” (João 6:9). Ora, pessoal, se duzentos dinheiros não dariam para comprar pães e alimentar a multidão, cinco pães e dois peixinhos dariam? Só deu porque Jesus é Deus.
Está aqui um rapaz com cinco pães e dois peixinhos. André descobriu um garoto que tinha levado um lanche para si próprio, ele jamais imaginou que a merendinha trazida de casa fosse servir ao Rei dos reis. O garoto poderia ter negado que tinha comida, ou podia ter se negado a entregar seus últimos cinco pães e seus dois peixinhos pequeninos, mas não fez nada disso.
Aquele rapaz emprestou para Jesus seu lanche e confiou que alguma coisa boa ia acontecer, porque, caso contrário, ele desmaiaria pelo caminho escaldante do deserto, por causa da fome. Alguém precisa ter o coração na Obra de Deus e aquele menino, muito provavelmente sem noção das consequências de sua atitude, foi quem Jesus usou para fazer um grande milagre.
Deus usa coisas e pessoas pequenas, coisas e pessoas desprezadas, coisas e pessoas impensáveis para fazer Sua Obra. Um garoto com seu pequeno lanche foi usado por Jesus para alimentar uma multidão de cinco mil homens, fora mulheres e crianças.
Isso significa que não precisa ser homem, ou mulher, feitos para ser usado por Deus, muitas crianças, jovens e adolescentes são chamados a fazer parte do ministério da Igreja de Jesus e dão conta do recado, assim como o garoto dos pães e peixes.
Bom, Jesus mandou Seus discípulos organizarem o povo,Aqui aprendemos Também uma Grande Lição para vermos grandes milagres em nossas vidas devemos organiza-la,vejam eles tiveram que organizar o povo e assim depois alimenta-los,Infelizmente á muitas pessoas que querem o milagre ou os milagres do Senhor mas não querem...ORGANIZAR A VIDA....Então organize primeiro e Depois prove o MILAGRE em sua Vida,e tomou os pães e havendo dado graças repartiu-os pelos discípulos e os discípulos pelo povo, que estava sentado na relva,Aqui Também uma outra lição,Vejam eles estavam no deserto Más tinha RELVA ou seja mesmo que estejamos em um deserto nosso Deus Sempre nos conduz em Pastos Verdejantes Salmos 23.... Da mesma forma fez com os dois peixinhos e aquela refeição simples e aparentemente pequena, foi se multiplicando até alimentar cerca de dez mil vidas.
Jesus é lindo e ecologicamente correto. Ele deu ordem aos Seus discípulos que quando todo mundo estivesse saciado, que fossem recolhidos os restos em cestos, para que nada fosse desperdiçado. Os discípulos recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram. Foi um grande milagre de multiplicação.
Quando a multidão viu o milagre acontecer diante de seus olhos, ainda mais por ser um milagre de multiplicação de comida, começou a dizer: “Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” (João 6:5-14). Note que eles não reconheceram em Jesus o Deus Filho, mas um profeta que fazia milagres muito bem vindos. Nem jorrando pão Jesus foi reconhecido pelos israelitas.
A ideia era fazer de Jesus seu rei, afinal um rei que cura, liberta e multiplica comida era o sonho de consumo de todas as nações. Mas Jesus, sabendo o que estava acontecendo e antes da multidão vir arrebatá-lo para o coroar Rei dos judeus, se retirou para o monte e o povão não o pode encontrar.
Vamos á mais duas lições importantes sobre o significado dos pães e peixes,primeiro os pães,Onde o milagre foi maior sobrou mais pães do que peixes correto...porque?...primeiro porque a entrega foi maior...segundo o pão representa alem de Jesus o Pão da vida,como também os Milagres que é para todos pelo fato de ter sobrado 12 cestos,Detalhe todos querem os pães e os PEIXES ?...Vamos agora aos Peixes...O peixe é um símbolo do cristianismo e muito usado em igrejas e representações religiosas; mas o porquê desse simbolismo por traz dessa figura? Temos muitos versículos nos evangelhos do novo Testamento, porém não temos como afirmar que foi esse o motivo que transformou o símbolo numa figura tão forte e importante para o cristianismo como foi e o é nos dias de hoje.Nos tempos de Jesus e em Israel o peixe era algo muito comum na cultura existente, alguns dos próprios discípulos, foram pescadores, mesmo após seguirem a Jesus, pois O mesmo os intitulou “Pescadores de homens” (Mt 4:19), para que com as técnicas da pesca, detalhes que se aprendia apenas com o tempo de exercício na atividade, eles se tornassem pescadores de almas para o Reino; o mesmo símbolo também encontramos nos milagres ocorridos através das mãos de Jesus, quando houve a multiplicação que alimentou multidões, nos recordando que tudo é possível ao que crer.A figura já teve uma variedade de significados e importâncias no decorrer da história, sendo um dos símbolos mais fortes e antigos do cristianismo, começando a ser utilizado mais ou menos no final do século 1 DC, e muito provavelmente antes da cruz, ele era usado pelos cristãos como meio de identificação entre eles nos tempos de perseguição do Império Romano, significando um sinal secreto de fé, quando um cristão encontrava outra pessoa que julgava professar a mesma fé, ele desenhava o arco ao contrário, formando assim a metade do peixe, e caso o julgamento fosse correto, o outro completava com a outra parte do arco, formando assim a figura de fé e esperança num Cristo Vivo.
Como eram feitos os desenhos.
O símbolo foi oficialmente associado ao cristianismo, tornando-se algo de uma grande intolerância para o estado Romano, onde por causa desse símbolo, muitos cristãos eram severamente punidos, torturados e mortos.
Mais por que o Peixe?
Quando você era criança você certamente já deve ter brincado disso, é o que chamamos de “Acróstico¹” quando você pega um nome, e em cada letra do nome você descreve uma palavra, foi assim que fizeram com a palavra Peixe.
A palavra grega para peixe é “ΙΧΘΥΣ” “ICHTHYS” e as suas letras formam o acrônimo (IESOUS + CHRISTOS +THEO +HYIÓS + SOTER ), (Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador), que era escrita com uma palavra abaixo da outra, formando-se o acróstico ichthus (peixe).Um fator histórico foi o fato de pesquisadores encontrarem nas catacumbas de Roma muitos sarcófagos com o símbolo do peixe ( ICHTHYS se pronuncia como ikthys) que possivelmente eram de cristãos, que foram martirizados ou mortos de velhice.
CONCLUSÃO
PEIXE É PARA QUEM QUER UM COMPROMISSO COM O SENHOR JESUS...Por essa Razão que Sobrou mais pães do que peixes,porque todos querem os milagres mas poucos querem compromisso com o SENHOR JESUS....
BISPO Anderson Camargo...