sexta-feira, 29 de abril de 2016

CHIBOLETE OU SIBOLETE? O QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO?
Jz.12.6.
“então, lhe diziam: Dize, pois, chibolete; porém ele dizia: sibolete, porque o não podia pronunciar assim bem; então, pegavam dele e o degolavam nos vaus do Jordão; e caíram de Efraim, naquele tempo, quarenta e dois mil”.

A história de Jefté mostra a dura realidade da vida diária durante o período dos juízes. Esse período da história de Israel foi um tempo de abandono generalizado da fé e de desobediência a Deus. Os juízes geralmente eram líderes políticos ou militares que, mesmo com suas imperfeições, puderam ser usados por Deus para livrar seu povo. Não sabemos muito sobre Jefté, a não ser aquilo que está contido nos capítulos 11 e 12, mas eles expressam um ensinamento importante.

É evidente que, mesmo tendo o Espírito de Deus vindo sobre Jefté (Jz.11.29), ele ainda sentia que era preciso fazer alguma coisa mais para conseguir de Deus a garantia de seu favor durante a batalha. O que a vida de Jefté tem para nos ensinar? Certamente, ele foi um dos juízes que mais obedeceu e comprometeu-se com Deus.

As credenciais de Jefté para ser líder de seu povo, como no caso de muitos juízes de Israel, não tinha nada de impressionante. Filho de uma prostituta, ele havia sido expulso da casa de seu pai e se tornado um bandido, um marginal. Vamos nos lembrar de uma coisa muito importante, que nossas escolhas, e não nosso ambiente, é que estabelecem o curso de nossas vidas.

A história desse homem foi uma das mais empolgantes e dramáticas do livro de Juízes. Jefté tinha sido rejeitado por seus irmãos (11.1.2), fugiu deles, juntou-se a seguidores atrevidos, e fundou um povoado (v.3). Posteriormente, quando o povo de seu pai pediu que retornasse como comandante de seu exército, demonstrou em palavras (v.4.11), e em sua carta aos inimigos amonitas (vs.12.28), um claro conhecimento e uma fé firme em Deus.

Chibolete, era uma palavra que os gileaditas (tribo de Gileade) empregavam, depois de terem vencidos os homens de Efraim, a fim de pôr à prova os fugitivos que procuravam atravessar os vaus (parte rasa) do Jordão, negando que eram “efraimitas”. Como tinham dificuldades em pronunciar o hebraico “ch”, os gileaditas lhes diziam que pronunciassem CHIBOLETE, se eles pronunciassem SIBOLETE, eram mortos (Jz.12.6). Essa guerra entre as tribos custou caro, pois 42 mil efraimitas foram mortos!.

Havia naquela época, um grande movimento de pessoas que passavam de um lado para o outro do Jordão. O propósito da pergunta era distinguir quem era os fugitivos, dos inofensivos viajantes e mercadores. Os efraimitas eram a maior e a tribo líder do norte. Se gloriavam, eram também arrogantes por pertencerem a uma tribo poderosa, só que agora estavam disposto a negar a sua condição de efraimita, para salvarem suas próprias vidas!.

Chibolete” significa “espiga de cereal”,"rio corrente ou riacho'' e os efraimitas falavam um dialeto hebraico com pequenas divergências nas pronuncias. No seu falar o som “CH” era pronunciado em “S” de um modo tal que não conseguiam evitar de serem descobertos.

De fato, o povo de Gileade dominava perfeitamente a sua língua nacional, porém qualquer estrangeiro que aprendesse a sua língua, não conseguiriam aproximar-se da perfeição. Com isso, saberiam identificar um do outro, ou eram patriota, ou eram estrangeiro. O que realmente essas duas palavras tem para nos ensinar? O que há de tão importante para aprendermos e aplicar esse contexto na nossa vida espiritual?.

Iremos aprender que com essas duas palavras quase idênticas, elas nos revelarão a nossa identificação. e quem somos verdadeiramente!.

Amados irmãos, observe bem as denominações evangélicas no mundo inteiro, olhe atentamente que em cada nação, os nossos irmãos falam como é realmente o seu idioma nacional, porém a linguagem espiritual da Cidade Santa de Deus, é que todos, indistintamente, tem que falar a mesma língua!.

Deus conhece o seu povo, mesmo que “misturados” entre bilhões de distintas pessoas. Dizer que é cristão verdadeiro, tem que levar as marcas de Cristo (Gl.6.17), o testemunho da Palavra de Deus (At.20.24), acompanhado de sinais e prodígios (At. 4.3); e a certeza da comunhão de Deus pelo seu Espírito Santo (Rm.8.16).

Quando temos Cristo em nossas vidas, não falamos mais a linguagem do mundo e do seu sistema dominado pelo mal. Podemos afirmar que não haverá “imitação”, e para isso temos que ser realmente um crente fiel!.

Então aquele que fala CHIBOLETE sai da boca do crente em Jesus, poder transformador que gera nova vida, pois fala por Deus aos incrédulos! (2Co.5.20).

Os que falam CHIBOLETE falam da sabedoria, levam uma vida santa, pois são justificados por Deus, entoam louvores, é guardado e protegido por Deus. A boca do justo produz moderação, temperança, conhecimento, inspiração, justiça, prudência, sensatez.

Falar CHIBOLETE é falar a favor do mundo e do inocente!.

E nos vaus da indecisão dos inocentes e dos necessitados, será instrumento de Deus contra os opositores. A boca que fala CHIBOLETE denuncia verdadeiramente quem é de Jesus (Mt.26.73).

O linguajar do cristão é diferente do sistema mundano. A bíblia ensina a poesia que vem do céu, que recitamos no nosso dia a dia: “A paz do Senhor”, “Aleluia”, Glória a Deus”, Oh! Glória, “Graças a Deus”, “Misericórdia”, “Querido Irmão”, “Amado”, “Graça e Paz”, é a fala mais bela das crônicas e salmos pronunciada diante do mundanismo!.

O que fala SIBOLETE, é o contraste de tudo isso, vive ao inverso, e na contra mão de Deus. E nós mesmos sabemos disso, afinal estamos diariamente sendo alvos de suas aberrações!. O cristão fiel ao Senhor, sempre irá conseguir falar facilmente CHIBOLETE, porém se for um simples aventureiro religioso, por mais que tente passar como cristão, pronunciará o SIBOLETE do diabo!. Paulo quando expulsava demônios dizia “em nome de Jesus Cristo”, ordeno-lhe que saia dela, e na mesma hora saia (At.16.18b).

“EM NOME”, Paulo estava falando CHIBOLETE, o mesmo idioma ensinado por Jesus!.

A bíblia nos deixa uma grande advertência para aqueles falsos religiosos, incluindo pastores, líderes, evangelistas e obreiros, que se atrevem em usar a autoridade e o poder que há no nome de Jesus em sua vida ministerial. Fingem serem homens de Deus, mostram uma aparência que não há como levantar qualquer suspeita, mas por dentro dele, e entre quatro paredes ou no “escuro”, são verdadeiros lobos.

São falsos homens de Deus, que não tem e nem merecem ter nenhuma autoridade em sua vida, não levam nada a sério, ficam com medo de falar sobre as coisas erradas que se passam na igreja e até na sua vida. Porque se falarem, só vai sair SIBOLETE!.

Tiago 4.11 diz assim: “Acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?”.

Assim como o período de Jefté foi o mais curto de todos os juízes, assim também será curta a vida ministerial desses maus obreiros de Deus!. Podem até se gloriarem de sua posição privilegiada, porém chegará o dia como aconteceu com os efraimitas, perecerão pois as suas falas os denunciam!

São os falsos religiosos que vivem dentro das igrejas, levam uma vida espiritual dupla, possuem dois guarda roupas, uma de cordeiro e outra de lobo, fingem que não sabem que estão num grande lamaçal! Não se importam com os conselhos dados, querem mesmo é ter seus momentos de plena satisfação.

Outros aparentam viver bem espiritualmente; todavia sabem muito bem que suas vidas com Deus é precária, cheia de sujeiras e barreiras, satisfazem plenamente suas vidas e as completam com coisas mundanas!

Aceitam facilmente tudo o que é oferecido pelo mundo, ou seja, navegam num leito de águas rasas, ficaram atolados e seguem caminhos por onde outros passaram e não tiveram êxito, mas mesmo assim mantêm suas vidas, e seus estilos de vida completamente desconcertada com Deus!.

SIBOLETE significa estar desaprovado por Deus, levando uma vida contrária à sua vontade. Dão pouca importância à sua espiritualidade, e maior importância à sua vida material, passam a vida inteira dando desculpas, sempre deixando para depois as coisas de Deus!.

SIBOLETE significa sentir-se satisfeitos em andar pelos caminhos do pecado, de pisar em coisas mortas, desde que vejam garantidas as suas satisfações humanas sem se importarem onde estão realmente!.

SIBOLETE significa não buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Preferem viver de maneira rebelde, levar uma vida distante e inconseqüente, e nem pensam em querer melhorar, rejeitam uma vida de obediência, de fé, de testemunho e de serviço!.

SIBOLETE significa que Deus tem que dar conta de tudo e fazer o melhor em sua vida, mas não permite que Ele entre na sua intimidade. Acha que a ação de Deus não passa de um serviço obrigatório ou de um serviço terceirizado, vivem uma mentalidade deturpada de Deus!.

SIBOLETE significa não ter temor de Deus. Alguns até tem grandes oportunidades de serem homens de Deus, mas preferem viver no submundo do pecado São irresponsáveis, não valorizam e nem dão prioridade mais a sua vida espiritual, só querem “curtir” ao invés de se aproximarem mais de Deus!.

SIBOLETE significa apegar-se as coisas vis e desprezíveis para Deus. Não dando importância em desfrutarem de uma plena paz, alegria e bênçãos de Deus. Estão preferindo dar total atenção para o que é perecível e não para aquilo que é eterno, para o que é ruim e podre!. São tipos de pessoas que acabam se tornando pessimistas, incrédulas e rancorosas dentro da igreja.
Conclusão
Irmãos, lance fora o SIBOLETE agora mesmo da sua vida. É LIXO, e lixo tem que ser jogado no LIXO! Quem sabe isso deve estar atrapalhando a sua vida de viver bem com Deus, consigo mesmo e com sua família!.

Seja sábio e perceba que certas “riquezas” que você está valorizando muito, estão “empobrecendo” cada vez mais você. Enriqueça-se dos tesouros do alto onde não existe o SIBOLETE, a imitação, o fingimento, a aparência, a simulação, a suposição, e o disfarce!.

O CHIBOLETE significa aquilo que é verdadeiro, autentico, legítimo, sincero, e genuíno. Lance fora o seu conformismo, o pessimismo, e a falsidade do SIBOLETE!. Busque Deus e sua vida mudará, e você só terá a ganhar Dele. Só perdemos quando não revidamos, e quando não rompemos com o mal que nos assola constantemente.

Quando passamos a falar CHIBOLETE, iremos perceber que a nossa vida se transforma, a santidade se agigantará, e passamos a viver bem perto de Deus.

Nada faltará aos que se entregam “verdadeiramente” para Deus. Ele tem o melhor para nos dar. Deus é o oleiro soberano, Ele vai além das nossas imperfeições e imitações, ultrapassa o nosso final, e refaz o que está inutilizado.
Se o vaso é “falsificado”, não tenha dúvida ou receio. Ele vai fazer um novo vaso, perfeito, inimitável, com a marca “made in sky”.

Afinal, você não quer ser um “efraimita”, e morrer na beira do Jordão! Então passe logo o rio Jordão e diga firmemente: CHIBOLETE!.
Bispo Anderson Camargo.

Que Deus te abençoe poderosamente.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Zaqueu, desce da figueira!
Não sei se você já esteve em meio a multidão tentando ver alguém famoso. É comum, pessoas empurrarem e competirem por melhores lugares a fim não apenas de ver , mas também de ser visto. O encontro de Jesus com Zaqueu se deu nessas condições. Jesus estava em Jericó e uma multidão O seguia para receber , ver milagres e disputar Sua atenção. Era praticamente impossível para alguém de baixa estatura e pouca popularidade, se manter em destaque entre tantas pessoas. Zaqueu era esse protótipo de homem que se perderia facilmente, passaria desapercebido ou quem sabe, seria pisoteado ao se misturar na multidão.
“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a um sicômoro bravo para o ver; porque havia de passar por ali. E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. Lucas 19: 1-7
Zaqueu era um homem muito rico, sua fortuna era resultado de trabalho e também de fraudes. Era chefe dos publicanos e superfaturava a cobrança de impostos que fazia para o governo romano. Era judeu, e apesar do prestigio social alcançado e da incontestável capacidade de liderar, sua presença não era das mais desejáveis: Um baixinho avarento e ganancioso que em nada se parecia com seu nome “Zaqueu” no hebraico, uma variação do nome Zacarias, significando “puro”. Diante do histórico do moço, é provável, que fosse “detonado” pelos olhares e gestos ao ser notado entre os seguidores de Jesus.
E como todo líder comercial é dado a estratégias de marketing, Zaqueu não hesita em planejar uma maneira de ver a Jesus. A passagem Dele em Jericó, era um acontecimento ímpar. Quem era o tão comentado carpinteiro que transformava a vida das pessoas? Zaqueu queria saber, conhecer de perto. Seria a atitude dele de fé ou de curiosidade? Eu diria que ambas as coisas. Algo já incomodava o pequeno publicano, no íntimo. Caso contrário, por que se arriscar tanto? Zaqueu estava curioso, mas ao mesmo tempo, fora despertado na fé , acreditava ser Jesus alguém especial capaz de realizar milagres.
E lá vinha Jesus, cercado de seguidores. Zaqueu corria pelas laterais, fazia zigue-zagues, esticava o pescoço e nada de chegar perto do Mestre. Ele então corre rapidamente para se adiantar aos demais e sobe em uma figueira brava. Esse tipo de árvore, tem copa farta, muitas folhas e pode atingir até 12 metros de altura. É interessante que a figueira escondia a Zaqueu, ele podia ver sem ser visto. Ao parar embaixo da árvore para falar com Zaqueu, Jesus demonstra sensibilidade e onisciência. Seu olhar foi muito além dos acontecimentos. As pessoas devem ter sorrido, zombado do baixinho pendurado no galho, mas a reação de Jesus é diferente e espanta a todos: “Zaqueu, desce depressa, vou para sua casa”!
Os murmurinhos da multidão eram de reprovação: “Como assim, repousar na casa desse ladrão? Ele não merece essa honra, tem afligido a muitos de nós!”. Jesus não estava preocupado em ser popular, em agradar a maioria, Ele queria salvar a Zaqueu, regar a semente de fé que já brotava em seu interior. O cobrador de impostos, deixaria de ser figueira brava, para ser figueira de vide excelente!
Jeremias 2:21 Eu mesmo te plantei como vide excelente, da semente mais pura;
como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, como de vide brava?
Zaqueu, o puro, precisava retornar a sua essência e aquele encontro era a chance. Não sabemos como foi o diálogo de Jesus com Zaqueu no percurso até sua casa, o certo é que o baixinho fora profundamente marcado. Todos os que buscam Jesus são de fato, transformados através do diálogo, do encontro. A ordem de Jesus: “Zaqueu, desce da figueira” também pode ser traduzida como: “ Zaqueu, abandona essa vida , larga esses métodos corruptos, falhos, esses frutos imprestáveis”. Posição social elevada não é requisito de santidade. Status não compra salvação. Ainda que seja o mais influente dos homens, é preciso se humilhar diante de Deus para ser exaltado.
“Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.” Lucas 14:11. Desce, Zaqueu, deixa a figueira brava!
Jantar na casa de alguém em Israel, era um costume que indicava amizade, cordialidade. Jesus, ao se oferecer para ir a casa de Zaqueu demonstra todo seu carisma e pacifismo. Jesus é irresistível como amigo, porque é verdadeiro e sem preconceitos! Que grande alegria tenho em saber que não existe fronteira, muro, obstáculo de qualquer espécie que impeça Jesus de chegar até nós -a não ser nós mesmos! Jesus escolhe Zaqueu sem se importar com as criticas. E por que o escolhe? Porque existia um desejo no coração de Zaqueu em ser transformado. Ninguém conseguiu ver isso. Para todos, ele era irrecuperável e merecia mesmo era castigo e desonra. Jesus viu. Nada há que esteja oculto aos Seus olhos, nem mesmo um pequenino homem acomodado em uma figueira!
E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão .Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Lucas 19:8-10.
A declaração de Zaqueu é de arrependimento, agora ele conhecia Jesus de fato, não apenas de vista. Agora Zaqueu era o puro e não o caloteiro. Era figueira excelente e não a brava (na qual se apoiou a vida inteira). Ele estava se voluntariando para restituir além do que exigia a lei. Levítico 6:5 “... ou qualquer coisa sobre que jurou falso; por inteiro o restituirá, e ainda a isso acrescentará a quinta parte; a quem pertence, lho dará no dia em que trouxer a sua oferta pela culpa.” Ao invés de restituir um quinto, ele restituiria quatro vezes mais! È certo que a prática da defraudação não lhe seria mais própria e aqueles que já haviam sido prejudicados seriam recompensados. Um novo homem, uma nova vida!
A vida de Zaqueu e seu encontro com Jesus nos ensina muitas coisas, entre as quais:
É preciso buscar um encontro real com Jesus, não basta ouvir falar ou acompanhar de longe.
A transformação verdadeira do ser advém desse encontro em que o arrependimento se faz necessário e é consequência do relacionamento espiritual profundo com Deus.
Ao olhar para Jesus, nossas limitações são vencidas, obstáculos são superados.
O pecado não é capaz de conduzir a uma vida de paz.
Obedecer ao chamado de Deus implica renunciar a práticas antigas .
Jesus capacita os escolhidos para além do que olhos possam ver e ouvidos ouvir.
Jesus não faz acepção de pessoas.
É verdade, muitos de nós, mesmo andando com Jesus, desacreditamos na conversão de Zaqueus, figueira brava.
“Descer da figueira”: se humilhar perante Deus, confessar a culpa, abandonar o mundo.
Zaqueu, cujo nome significa puro, retorna a essência ao deixar Jesus entrar em seu coração.
O pecado corrompe, Jesus limpa para sermos quem Ele quer que sejamos.
Escolher obedecer a Deus pode implicar em frustrar a popularidade.
Deus nos abençoe.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Deus não vê como o homem, que só consegue enxergar a aparência, Deus vê o coração e sabe das intenções por trás das atitudes. O texto de hoje fala de bênção, maldição, obediência, meia obediência e desobediência.
O povo de Israel estava acampado nas campinas de Moabe, era um povo numeroso e tinha com ele um Deus Todo Poderoso, que o tirou do Egito com mão forte e isso amedrontou os moabitas. O medo era grande entre os moabitas e os midianitas, habitantes das campinas de Moabe e eles foram cobrar do rei Balaque uma atitude de proteção.
Balaque mandou mensageiros a Balaão, que era um profeta bem conhecido, dizendo: “Eis que um povo saiu do Egito; eis que cobre a face da terra, e está parado defronte de mim. Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; talvez o poderei ferir e lançar fora da terra; porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.” (Números 22:5-6).
A fama de Balaão era justamente porque a quem ele abençoava, era abençoado e a quem ele amaldiçoava, era amaldiçoado. Uma boa fama. Só tinha um probleminha, Balaão gostava demais de dinheiro e todos sabiam disso também.
Lá se foram os anciãos dos moabitas e midianitas com a oferta do rei Balaque, que era o preço dos “encantamentos” em suas mãos e com o recado do rei. Balaão não despachou os homens, pediu apenas que eles passassem a noite na casa dele e de manhã ele diria o que Deus havia decidido. Balaão não consultou a Deus, foi Deus quem veio a ele e perguntou: “Quem são estes homens que estão contigo?” (Números 22:9). Balaão explicou o que queriam os homens de Balaque e Deus disse: “Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto é bendito.” (Números 22:12).
Bom, se Balaão tivesse a melhor das intenções, teria despachado a comitiva de Balaque de cara, afinal a proposta era para amaldiçoar o povo de Deus. E outra, ele não buscou de Deus uma orientação, foi Deus quem veio a ele e disse que ele não fosse com aqueles homens. Deus não sabia quem eram aqueles homens? Claro que sabia, a pergunta foi para efeito retórico, foi apenas para convencer Balaão através das palavras.
De manhã Balaão despachou a comitiva do rei Balaque e disse que Deus se recusou a deixá-lo ir com eles. Balaque não se deu por vencido e mandou outra comitiva composta de príncipes mais honrados que os primeiros e com uma proposta irrecusável: “Rogo-te que não te demores em vir a mim. Porque grandemente te honrarei, e farei tudo o que me disseres; vem pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo.” (Números 22:16-17).
Observe que o rei Balaque não cogitou na possibilidade de Balaão não aceitar sua proposta, pediu apenas que ele não se demorasse e dobrou sua oferta de dinheiro. Balaão tornou a pedir que os príncipes pernoitassem em sua casa, pois no dia seguinte ele daria sua resposta.
Pois bem. A decisão de Balaão era ir com a comitiva de Balaque em troca de ouro e prata. Deus já havia dado Sua sentença, já tinha determinado que Balaão não fosse com aqueles homens e que não amaldiçoasse Israel, então ele teria que despachar o povo da porta, não tinha mais conversa, mas ele mandou que a comitiva ficasse em sua casa naquela noite e de manhã ele daria sua resposta.
De noite veio Deus outra vez falar com Balaão, mas desta vez Deus deixou Balaão seguir viagem, com a condição de só fazer o que Deus permitisse que fosse feito. Balaão ficou feliz da vida, iria receber uma boa quantia do rei Balaque e albardou sua jumenta e seguiu com os príncipes de Moabe.
O texto diz que se acendeu a ira de Deus contra Balaão, porque ele foi com a comitiva dos moabitas e o anjo do Senhor se pôs no caminho contra Balaão, que seguia com sua jumenta e dois servos seus. Balaão não viu o anjo do Senhor com a espada desembainhada na mão, mas a jumenta viu e se desviou do caminho. Balaão, ignorante todo, espancou a jumenta para fazê-la voltar ao caminho. Isso aconteceu três vezes.
Na terceira vez a jumenta empacou de vez, deitou debaixo de Balaão e não havia quem fizesse a bichinha se levantar, nem as pancadas de seu dono. Como Deus é muito criativo e pode todas as coisas, Ele abriu a boca da jumenta para falar com Balaão que lhe disse: “Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes?” (Números 22:28b). A partir daí começou um inusitado diálogo entre Balaão e sua jumenta.
Balaão justificou as pancadas, porque ela zombou dele e ainda disse que se tivesse uma espada ele a mataria. A jumenta ponderou que ela prestava serviços a ele por tantos anos e que nunca fez aquilo. Balaão foi se acalmando, então o Senhor abriu os olhos de Balaão e ele viu o anjo do Senhor que estava no caminho com a espada desembainhada na mão e ele entendeu tudo o que estava acontecendo e se prostrou com o rosto em terra.
O anjo do Senhor falou direto com Balaão e disse: “Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim: porém a jumenta me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se desviasse de diante de mim, na verdade que eu agora te haveria matado, e a ela deixaria com vida.” (Números 22:32-33).
Deus não gostou nadinha de Balaão espancar sua jumenta, aliás, Deus não estava nem um cadinho satisfeito com Balaão e a razão é que Deus conhece o coração e o que Ele estava vendo no coração de Balaão não era bonito, seu caminho era perverso aos olhos do Senhor.
Balaão se desculpou com Deus e se dispôs a voltar, mas Deus tinha outros planos para ele e determinou que ele fosse com os moabitas, só não iria dizer o que bem entendesse, mas somente aquilo que Deus determinasse.
Balaque ficou feliz da vida quando avistou Balaão, mas o que ele não sabia é que Deus havia amarrado a boca do homem para só falar o que Ele determinasse. De manhã Balaque matou dois bois, mandou para Balaão e levou o profeta no alto de Baal para de lá ele amaldiçoar Israel. Não deu certo. Ao invés de amaldiçoar, quando Balaão abriu a boca só saiu bênção para o povo de Deus. Balaque se desesperou e disse: “Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que inteiramente os abençoaste.” (Números 23:11).
Que enrascada! Balaque pagou os tubos para Balaão amaldiçoar Israel e o homem abençoou. Balaque mudou de local, levou Balaão junto e mais uma vez ele abençoou ao invés de amaldiçoar Israel. Balaque ficou desesperado, mas Balaão explicou: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem realizado!” (Números 23:23).
Contra o povo de Deus não vale encantamento e nem adivinhação. Que lindo! Balaão não conseguiu amaldiçoar a quem Deus abençoou, da mesma forma como ninguém pode amaldiçoar os amados do Senhor, porque já estão abençoados.
Pela terceira vez Baraque mudou de local com Balaão e pela terceira vez ele abençoou Israel. A ira de Baraque se acendeu contra Balaão e ele mandou Balaão tomar o caminho do feio, que é por onde veio e sem pagamento, afinal ele fez o “serviço” ao contrário.
Balaão era um profeta bem apegado ao dinheiro, do tipo que se vê comumente hoje em dia, ele só não amaldiçoou Israel, porque Deus não deixou, porém, em troca de dinheiro, ele ensinou aos inimigos de Israel como fazê-los cair e perder a proteção de Deus. O segredo estava nas mulheres de fora de Israel, que eram formosas e que fariam o povo de Israel cair em prostituição. E por intermédios dessas mesmas mulheres haveria a promiscuidade com os deuses estranhos, tirando de Israel a bênção do Senhor.
O registro desse episódio está mais adiante, veja: “E Moisés disse-lhes: Deixastes viver todas as mulheres? Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR.” (Números 31:15-16). É, meu amigo, Balaão não era exatamente uma flor que se cheire.
Na história de Balaão muita gente boa se prende a uma questão menor, irrelevante mesmo: se a jumenta falou mesmo, ou não. O fundamental não é uma jumenta falar, é o Deus que pode fazer até uma jumenta falar e Deus pode.
Não se prenda a detalhes, aprenda com a história de Balaão, um homem que foi usado por Deus, apesar de sua inclinação para mercadejar a Palavra do Senhor. A principal lição é não se deixar seduzir pelas riquezas desta vida, em detrimento da maior riqueza que se pode ter: a bênção do Senhor.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

“Todas as nações me cercaram, mas no nome do SENHOR as despedacei. Cercaram-me e tornaram a cercar-me; mas no nome do SENHOR eu as despedacei. Cercaram-me como abelhas, mas apagaram-se como fogo de espinhos; pois no nome do SENHOR as despedacei” (Salmo 118.10-12).
Nessa passagem bíblica, o salmista fala de suas lutas e de como se livrou delas. Cada um dos filhos de Deus que estão sobre a terra também passam por provas, e o inimigo tem sempre esperança de que irá vencê-los. Prova disso é que ele não desiste de persegui-los, mesmo que eles já tenham ganhado várias batalhas. 
De fato, se não estivermos firmes na Rocha, Satanás virá quando menos se espera – quando a situação estiver aparentemente calma –, a fim de nos atingir com um de seus golpes mortais. No entanto, se crermos que podemos tudo pelo Nome de Jesus (Filipenses 4.13) e permanecermos firmes na Palavra do Senhor, o diabo será destruído.
Não importa se você é cercado por uma força maligna, uma legião de demônios ou por todas as hostes do inferno; se depositar a sua fé no que o Senhor diz sobre a sua posição nEle, será vencedor (Efésios 1.20,21; 2.6). Então, jamais diga que o fardo está pesado, que você não suporta mais e, de agora em diante, não fará mais nada, porque é justamente essa declaração que o demônio quer ouvir da sua boca. O inimigo faz tudo para você confessar que não dá mais, pois, assim, ele poderá derrotá-lo.
O salmista fala que a luta continuava. Aquelas nações se recompunham e voltavam a cercar o homem de Deus, mas, em Nome do Senhor, ele as destruía. O adversário faz o mesmo com todos os filhos do Pai celeste: ainda que derrotado, o maligno não tem vergonha de se reerguer e ir à luta para tentar destruir-nos. Por isso, o que temos de fazer é usar o Nome de Jesus e ordenar que o diabo saia. Satanás agiu desse modo com Jesus, mas, após três tentativas frustradas, foi embora (Mateus 4.1-11). Fique esperto e destrua o inimigo em cada tentação!
Por fim, aquelas nações que pareciam um enxame de abelhas quando atacam uma pessoa tornaram-se semelhantes ao fogo do espinheiro – que dura só um momento – e foram apagadas. Isso aconteceu porque o salmista usou o Nome do Senhor para destruí-las. Da mesma forma, você precisa ser firme e impedir que o maligno tenha o prazer de dizer que o derrotou. Em Nome de Jesus, ele será aniquilado! 
O salmista dava o crédito de tudo o que fazia ao Nome do Senhor. Sem desanimar – e sem ficar murmurando, dizendo que não entende por que o Todo-Poderoso não o livrava de uma vez por todas do inimigo – aquele servo do Altíssimo sempre ia contra Satanás em Nome do Senhor e o vencia. Esse deve ser o procedimento de quem é de Deus, a fim de vencer as tentações que teimam em oprimi-lo. Seja firme, pois a sua vitória está no uso do Nome de Jesus!
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

O Filho da Viúva de Naim


O Filho da Viúva de Naim

O Filho da Viúva de Naim
No Evangelho de Lucas, capítulo sete (11a17), encontra-se o relato de uma ressurreição, feita por Jesus. O cortejo, já estava a caminho do cemitério. Tratava-se do sepultamento de um jovem, filho único, de uma viúva, chamada apenas de : "viúva de Naim". Naim, era a cidade de nascimento da viúva. Esta cidade Israelense, ainda existe nos dias de hoje, com o mesmo nome. É uma pequena vila, muito pobre, habitada por árabes muçulmanos. Fica a 7km do Monte Tabor, no sopé do monte.
Jesus, ao chegar em Naim, encontrou a triste cena: A viúva, chorando, a perda do filho e uma multidão, a acompanhando. Imagino a comoção. As pessoas não iam em silêncio, mas lamentando. Palavras de dor e muitas lágrimas. Uma outra multidão, acompanhava Jesus. Eram seus discípulos, e pessoas ávidas por milagres (v11 e 12).
Enquanto Jesus e seus discípulos, entravam na cidade, o cortejo, saía. O encontro, acontece na "porta da cidade" (v11). A morte, encontra a vida. "E vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te, E o defunto assentou-se, e começou a falar"(v13 e 14).
A atitude de Jesus, para com a viúva, representa compromisso, envolvimento. Como se Ele, penetrasse no âmago do ser, daquela mulher, captando toda sua tristeza, sendo movido por ela. O jovem era levado. Pessoas, seguravam seu esquife. Bastou uma palavra do Mestre, para que voltasse a vida. Sei que muitas mães, têm chorado por seus filhos. Mães, que sofrem, como a viúva de Naim. Seus filhos, estão "sendo levados" pelos enganos do mundo. Estão mortos, em pecado. Os que "seguram o esquife do caixão", só o conduzem a destruição. Jesus, tem a resposta.
Ele se compadece das mães, que choram, que anseiam por vida na família. Jesus, poderia nem ter percebido o sofrimento da mulher. Afinal, já tinha uma multidão de pessoas o seguindo, dependendo de Sua atenção. Mas não! Ele voltou os olhos para quem vinha em sentido contrário, porém, com o mesmo desejo de milagre dos que O seguiam. Creio, que após a ressureição, do jovem, a multidão que era dividiva entre: Os que saíam de Naim e os que entravam, se unificou. O cortejo, deu meia volta. Todos, passaram a seguir Jesus.
Ele tem prazer na transformação. Deseja mudar o rumo dos "cortejos" que nos fazem chorar de tristeza. Não há nada que resista a Sua Palavra. O milagre aconteceu a caminho do cemitério. Lazáro, já estava no túmulo! Mas Ele veio! Ele veio! E por que veio? Porque foi desejado, acreditado. Que assim seja para os que "estão saindo de Naim". Ele não os desamparará.
"Se alguém me servir, meu Pai o honrará" João 12:26.
Bispo Anderson Camargo.