sexta-feira, 29 de julho de 2016

O conselho de Aitofel.
Aitofel era o conselheiro pessoal do rei Davi rei de israel,segundo a biblia Alguns textos, como o talmude, supõem que o traidor, mencionado por David no Samos 55: mas sem nome, que era um homem igual a ele, seu companheiro e seu amigo intimo, fosse Aitofel. Aitofel foi pai de um dos poderosos de Davi,Eliã que possivelmente era o pai de Bete Seba,Isto é muito forte, de prominácia. Este conselheiro, antes íntimo, tornou-se traidor e juntou-se a Absalão, filho de David, num golpe contra o rei. Segundo alguns autores, o motivo para a traição de Aitofel foi a desonra que o rei Davi havia feito à sua neta Bate-Seba.Como um dos cabecilhas da rebelião, aconselhou Absalão a violar as concubinas de David, em público, como um gesto para mostrar a Israel sua rebeldia,e pediu permissão para organizar um exército de 12.000 homens para procurar David, a fim de o matar.Segundo a Bíblia, Deus frustrou esta trama, e Absalão, em vez de seguir os conselhos de Aitofel, seguiu os conselhos de Husai o arquita.que estava secretamente aliado a David. Vendo que seus conselhos não eram seguidos, ele voltou para sua cidade, pôs em ordens seus negócios, enforcou-se, e foi sepultado junto aos seus antepassados.
“O conselho que Aitofel dava, naqueles dias, era como resposta de Deus a uma consulta; tal era o conselho de Aitofel, tanto para Davi como para Absalão”.
II Samuel 16.23
-Introdução: Aitofel era um homem influente no meio do povo de Israel quando Davi se tornou rei1. Por isso Aitofel fazia parte “do conselho de Davi” (II Samuel 15.12). As pessoas do povo ouviam e seguiam as orientações de Aitofel como se fossem vindas de Deus. Mas Aitofel começou a se rebelar contra Davi e dava conselhos errados que o prejudicavam lançando Absalão contra o rei.
Precisamos de conselheiros que nos ajudem porque “planos mediante os conselhos têm bom êxito” (Provérbios 20.18). Mas um servo de Deus “não anda no conselho dos ímpios” (Salmos 1.1). Então precisamos pedir ao nosso “maravilhoso conselheiro” (Isaías 9.6) que nos ajude em cada decisão que vamos tomar. Além disso, devemos estar atentos para não ser enganados por pessoas mal intencionadas.
Como saber se um conselho é bom ou não?
Vamos aprender com o exemplo de Davi, como escapar de maus conselhos:
1- Busque a Deus em ORAÇÃO: II Samuel 15.31 “Então, fizeram saber a Davi, dizendo: Aitofel está entre os que conspiram com Absalão. Pelo que disse Davi: Ó SENHOR, peço-te que transtornes em loucura o conselho de Aitofel”.
Davi orou a Deus para quer confundisse o conselho de Aitofel. E sua oração foi respondida, pois “então, disseram Absalão e todos os homens de Israel: Melhor é o conselho de Husai, o arquita, do que o de Aitofel. Pois ordenara o SENHOR que fosse dissipado o bom conselho de Aitofel, para que o mal sobreviesse contra Absalão” (II Samuel 17.14).
Em suas orações Davi sempre pedia a Deus que o aconselhasse dizendo “bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina” (Salmos 16.7). Agradecia a Deus porque “o conselho do SENHOR dura para sempre” (Salmos 33.11). Davi também orava a Deus que o protegesse dos maus conselheiros pedindo que “destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos” (Salmos 55.9).
Antes de procurar conselho com qualquer pessoa, feche sua porta e ore a Deus (Mateus 6.6) e peça ao Espírito Santo que seja seu consolador que te ensinar o que fazer (João 14.26).
Deus é o melhor Conselheiro!

2- Cuidado com as OBRAS DA CARNE: II Samuel 16.20,21 “Então, disse Absalão a Aitofel: Dai o vosso conselho sobre o que devemos fazer. Disse Aitofel a Absalão: Coabita com as concubinas de teu pai, que deixou para cuidar da casa; e, em ouvindo todo o Israel que te fizeste odioso para com teu pai, animar-se-ão todos os que estão contigo”.
Um dos piores conselhos que Aitofel deu foi para Absalão filho de Davi cometer um ato vergonhoso e público ao tomar as mulheres de seu próprio pai (II Samuel 16.20-22). A mente de Aitofel, que um dia fora iluminada por Deus para ajudar as pessoas, agora usa sua criatividade para ter ideias malignas. Infelizmente Absalão já estava tão cheio de maldade, que seguiu o conselho de Aitofel como se fosse algo bom.
Um dos melhores termômetros para encontrarmos o discernimento é saber se o que fazemos é uma “obra da carne” ou um “fruto do Espírito” segundo Gálatas 5.19-23. Se o que ouvimos nos faz sentir raiva, traz partidarismo, divisão, leva a inveja, ciúmes e prostituição, então é uma obra carnal. Mas se o conselho, mesmo que nos confronte, leva a praticar o amor, que dá alegria ao próximo, promove paz, mansidão, domínio próprio e paciência, então o Espírito Santo está neste conselho.
O Conselho de Deus é o fruto do Espírito!
3- Fique atento aos INTERESSES pessoais: II Samuel 17.1,2 “Disse ainda Aitofel a Absalão: Deixa-me escolher doze mil homens, e me disporei, e perseguirei Davi esta noite. Assaltá-lo-ei, enquanto está cansado e frouxo de mãos; espantá-lo-ei; fugirá todo o povo que está com ele; então, matarei apenas o rei”.
Com o tempo, Absalão percebeu que havia algo errado nos conselhos de Aitofel. Não entendia o porquê de ter sido conselheiro de Davi e agora se rebelar contra ele. Agora Aitofel esta propondo uma batalha contra Davi em plena noite, mesmo sem estar preparados (II Samuel 17.1-4).
Absalão procurou o conselho de outra pessoa antes e procurou Husai, que na verdade estava ali a pedido de Davi para “dissipar-me-ás, então, o conselho de Aitofel” (II Samuel 15.34). Husai abriu os olhos de Absalão dizendo que “o conselho que deu Aitofel desta vez não é bom” (II Samuel 17.7). Por isso Absalão não aceitou mais o conselho de Aitofel (II Samuel 17.14).
Antes de ouvir o conselho de alguém, pense qual seria a motivação de tal orientação e o que a pessoa poderia ganhar com isso. Se a pessoa não gosta do outro e quer te usar para prejudicar alguém, então o conselho não é bom. Note que quem faz isso é “solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Provérbios 18.1). O verdadeiro amor “não procura os seus interesses” (I Coríntios 13.5).
Um bom conselho não se baseia em interesses pessoais!
4- Pense nas CONSEQUÊNCIAS: II Samuel 17.23 “Vendo, pois, Aitofel que não fora seguido o seu conselho, albardou o jumento, dispôs-se e foi para casa e para a sua cidade; pôs em ordem os seus negócios e se enforcou; morreu e foi sepultado na sepultura do seu pai”.
Quando Aitofel viu que perdera o status de conselheiro, que as pessoas não seguiam mais suas opiniões, então ficou apavorado. Como se achava muito importante e sábio, não procurou conselho de ninguém, tomou a triste escolha de se enforcar. Pouco tempo depois, Absalão morreu de forma semelhante pendurado numa árvore (II Samuel 18.9).
Existem pessoas que falam pra você fazer uma coisa, mas na verdade estão interessadas em pelo menos ‘ver o circo pegar fogo’. São situações que te colocam no meio de confusão e que depois você fica sozinho para resolver. Tome muito cuidado porque existem ‘forcas’ preparadas para prejudicar as pessoas. Mas creia que “toda arma forjada contra ti não prosperará” (Isaías 54.17).
Os resultados mostram que “pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7.20). Pessoas que gostam de manipular os outros, mas não vivem bem sua própria vida, não devem ser ouvidas. Lembre que na ‘hora H’ você estará sozinho para resolver tudo. A pessoa diz ‘se eu fosse você’, mas ela nunca será você. Então, mesmo que o conselho seja bom, tome a decisão por si mesmo certo de que depois, tanto o ‘lucro’ como o ‘prejuízo’ serão por sua conta.
Antes de decidir, pense nas consequências!
Busque o conselho de Deus!
-CONCLUSÃO: I Crônicas 27.33 “Aitofel era do conselho do rei; Husai, o arquita, amigo do rei”.
Davi tinha outros conselheiros além de Aitofel, que apenas fazia parte do seu conselho. Quando Davi percebeu que estava fora da presença de Deus, logo deixou de ouvir suas orientações. Davi procurou Usai, que além de conselheiro, era amigo. Husai foi fiel ao seu rei (II Samuel 15.32-37), obedeceu ao que mandou (II Samuel 16.16-19), também orientou Absalão de forma sábia evitando um confronto inesperado do filho com o Pai (II Samuel 17.5-10) e avisou a Davi do que aconteceria dando um tempo para ele (II Samuel 17.15,16).
Por mais sábia que uma pessoa pareça ser, preste atenção nestes detalhes antes ouvir um conselho. Busque sabedoria na fonte, direto de Deus através da oração. Tome cuidado com as obras da carne e seja espiritual. Perceba se há interesses pessoais envolvidos. Antes de decidir, pense quais serão as consequências. Não se precipite. Espere o tempo certo de agir (Eclesiastes 3.1-10). Talvez o melhor conselho seja não fazer nada e apenas esperar.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quando Jesus não parou a tempestade...
“Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão. Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho, mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele.
Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar. Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: É um fantasma! E gritaram de medo. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Coragem! Sou eu. Não tenham medo! Senhor, disse Pedro, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas. Venha, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus.
Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: Homem de pequena fé, porque você duvidou? Quando entraram no barco, o vento cessou.” Mateus 14:22-32.
Navegando
Os discípulos entraram no barco em direção a outra margem, as águas estavam tranquilas e em determinado momento foram surpreendidos pela tempestade. Eles não sabiam e até se assustaram ao ver Jesus andando sobre as águas.
Dentre os doze, Pedro foi o único a andar sobre as águas, ainda que por um curto período, pois, começou a afundar. Os demais permaneceram no barco. Apesar da ousadia de Pedro, Jesus diz que sua fé é pequena por se deixar dominar pelo medo.
Um dos detalhes que me chama atenção nessa história, e que nunca ouvi ser destacado é:
“Jesus não parou a tempestade para Pedro andar sobre as águas. Ele só ordenou calmaria depois que Pedro subiu para o barco.”
A tempestade
Ela se deu no mar alto, a distância considerável da terra. Pedro e os demais tinham um destino certo que era chegar a outra margem, como Jesus lhes ordenara. A outra margem compreendia outra etapa do ministério, outro território, problemas e soluções diferentes. A outra margem, de certa forma, era crescimento em graça e conhecimento. O que os moveu foi a Palavra de Jesus, que mesmo não estando no barco, tinha conhecimento das seguintes coisas:
Dimensão do mar
Distância e acomodação da tripulação
Adversidades marítimas: vento, escuridão, frio e etc.
Jesus vai em direção a seus discípulos por cima da água e Pedro, ao ver aquilo, pede para fazer o mesmo no que é prontamente atendido. Mas Pedro afunda. A tempestade assusta Pedro que passa a considerar a circunstância muito maior do que a Palavra dada por Jesus: “Venha, em minha direção”.
Lições práticas
A Palavra de Deu é âncora, é Ela quem sustenta a alma e todo o ser em tempos de calmaria e também de tribulação.
“Para que, por meio de duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta, sejamos firmemente encorajados, nós, que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança a nós proposta. Temos esta esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu.” Hebreus 6:18,19
Tempestades são ocasiões próprias de quem vive, de quem caminha para “outra margem”, pois, os dias surgem como possibilidades de mudanças e crescimento. O amanhã é desconhecido, a vida é embricada em certezas e dúvidas, é necessário que assim seja para que depositemos nossa fé em Cristo, na certeza de que haja o que houver, Ele não nos perderá de vista.
“Quando os dias forem bons, aproveite-os bem; mas, quando forem ruins, considere: Deus fez tanto um quanto o outro, para evitar que o homem descubra qualquer coisa sobre o seu futuro.”Eclesiastes 7:14
Sair do barco, andar sobre as águas, naquele momento, pareceu mais seguro para Pedro, afinal, Jesus estava na água para apoiá-lo.
Consideremos que aquele barco pode ser nossa família, igreja, comunidade e etc. Não abandonemos o barco e ainda usando a Palavra de Deus como pretexto para o isolamento. Se decepcionarmo-nos com filho, esposa, igreja, o que seja, não deixemos que a decepção nos absorva a ponto de nos fazer afundar em mágoas, rancores e vingança. Estas coisas são pesos para a alma e ninguém permanece sobre as águas com tanto peso.
Em uma tempestade sob o mar alto, o comandante do navio ordena o lançamento de pesos ao mar a fim de salvar o navio e a tripulação. Há duas tempestades na Bíblia que mostram isso. A tempestade vivida pelo profeta Jonas e a vivida pelo apóstolo Paulo. Em ambas, foi necessário se desfazer dos pesos do navio para salvar vidas.
Pedro precisava abandonar o medo, o temor. Precisava abandonar a incredulidade de que aquela circunstância era maior do que a Palavra de Jesus que dizia: “Vem Pedro, eu te sustento”. Naquela água do mar da Galileia, o fantasma não era Jesus caminhando sobre as águas. O fantasma era a tempestade que açoitava Pedro e os demais, os fantasmas eram os temores de Pedro.
O medo tem a capacidade de dar dimensões gigantescas a situações. Na Bíblia há várias referências sobre “medo', em uma delas é dito: “O verdadeiro amor lança fora todo medo” I João 4:18. Medo aqui vem de phobos (Strong 5401) = fuga, fobia.
Houve um tempo que considerei este verso de João sobre o medo inatingível: como não sentir medo em determinadas situações? De fato, o medo pode ser até benéfico na medida que nos distancia de situações perigosas. O que João diz, contudo, não é que nunca devemos sentir medo, mas que o medo deve ser vencido, superado pelo amor. E o que é o amor? É Deus, é Cristo. Assim, olhando para Cristo, autor e consumador da nossa fé é que não somos dominados pelo medo.
Jesus não parou aquela tempestade para Pedro andar sobre as águas. E inúmeras vezes Ele não fará cessar as tempestades em nossas vidas pelo menos, não no momento que queremos ou pedimos. Jesus não parou aquela tempestade porque Pedro precisava aprender a confiar. Pedro precisava crescer. Pedro precisava abandonar os fantasmas que o assombravam, os pesos da alma, precisava lançar fora o medo e ser completamente habitado pelo amor.
É verdade, Pedro não orou pedindo para cessar a tempestade, pediu para andar sobre as águas no meio de uma tempestade. Pedro quis o extraordinário. Talvez estivesse deslumbrado com a possibilidade de protagonizar uma cena fantástica diante de seus amigos. Talvez não. Fato é que naquela situação, Pedro aprendeu que não era autossuficiente. O mérito de andar sobre as águas não seria seu, não era fruto de esforço pessoal, mas da fé em Cristo. Nem mesmo a fé de Pedro era mérito, mas dom, vindo de Deus, pois, a fé é dilatada pelo ouvir da Palavra (Romanos 10:17).
Jesus não deixou Pedro afundar e perder o barco de vista. Jesus estava lá e tinha total controle sobre a situação. Isso me deixa feliz, pois revela que há uma maneira de não naufragarmos que é confiar, ter fé em Cristo. E ter fé, neste caso, não é apenas acreditar na existência de Cristo, mas obedecê-lo. E quando foi que Pedro obedeceu? Quando andou sobre as águas? Não, foi quando estendeu a mão para Jesus segurá-lo. Foi quando reconheceu que sozinho não podia ir muito longe. Quando reconheceu que não bastava conhecer a Palavra sobre ' “andar por cima da água”, mas tinha que viver a Palavra.
Deus o abençoe, em Nome de Jesus.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

I Samuel 17.34-37 e 45-50
A cada dia encontramos um desafio diferente. Quando pensamos que estamos vencendo uma luta, outro problema se levanta para nos afrontar. Por isso é preciso perseverança. Sabemos que em Cristo “somos mais que vencedores” (Romanos 8.37), contudo para vencer a guerra é preciso conquistar uma batalha de cada vez.
Davi se tornou um grande guerreiro. Mas sua primeira profissão era pastor de ovelhas o que pode até parecer um trabalho tranquilo, mas na verdade era perigoso. Precisava defender seu rebanho todos os dias e para isso enfrentava naturalmente lobos, cães selvagens e serpentes vorazes. Todos os dias tinha algo para resolver e sua luta era interminável. Sua vigilância era tanta que nem descansava. Em algumas situações, teve que enfrentar leões e ursos que foram os maiores desafios até então. Davi não sabia que teria algo maior ainda para vencer. Lutaria contra gigantes, exércitos e seria um guerreiro constante.
Na verdade precisamos lutar para não nos acomodar. A luta ou desafios da vida servem para nos despertar para continuarmos sempre vigilantes. Se você tem lutado saiba que você é um guerreiro e se for um guerreiro certamente será um vencedor.
Como você tem lutado?
Vamos aprender com Davi como se tornar um guerreiro e vencedor:
1- Leões- FÚRIA:
O leão é um símbolo de furor, raiva, ódio e rancor. Por isso diz-se o ditado que precisamos vencer ‘um leão todos os dias’. Muitas vezes enfrentamos situações que a ira promove causando confusões e problemas diversos. O leão se manifesta por vezes apenas bramando e depois atacando cruelmente. Existem pessoas que lançam sementes de raiva para colher intrigas e confusões.
Então o que fazer quando lutamos com leões, ou seja, contra a fúria de adversários?
A bíblia nos orienta para “deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal” (Salmos 37.que é uma obra da carne (Gálatas 5.20). Também precisamos vigiar em nossas respostas às pessoas para não provocar raiva e sempre usar palavras brandas para desviar o furor (Provérbios 15.1) além de “não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico” (Provérbios 22.24).
Independente de termos razão ou não é importante lembrar “irai-vos, mas não pequeis” e que não se demore em passar a nossa ira para não darmos lugar ao diabo, e entristecemos o Espírito do Senhor, pecando com palavras (Efésios 4.26-31). A ira do homem não opera justiça de Deus e não adianta querermos fazer justiça com as próprias mãos querendo resolver tudo sozinho que não estaremos fazendo o certo precisamos deixar tudo nas mãos de Deus (Tiago 1.19-21).
Jesus também lutou com feras no deserto (Marcos 1.13) nos prometeu que “bem aventurados os mansos porque herdarão a terra” (Mateus 5.5). Nós cristãos precisamos aprender mais de Jesus que é “manso e humilde de coração” (Mateus 11.29) se quisermos herdar esta terra para o senhor e conquistarmos a Canaã celestial.
Você tem lutado com leões?
Vença com mansidão a cada dia!
2- Ursos - IMPREVISTOS:
O urso representa situações imprevisíveis ou surpresas que surgem inesperadamente para assustar a pessoa para que erre. O urso é um animal imprevisível. Parece tranquilo e quieto, mas pode estourar e atacar a qualquer momento sem motivo algum aparente.
O que fazer quando enfrentar ursos? Como reagir diante de imprevistos?
A Bíblia nos ensina a confiar no Senhor em todo o tempo para que nas horas incertas tenhamos firmeza. Não precisamos preocupar, pois quem confia em Deus “não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR” (Salmos 112.7). A vigilância é a melhor maneira de reagir nestes momentos (Marcos 14.38). Para isso podemos nos preparar com a armadura espiritual (Efésios 6.10-17).
Um grande perigo para o crente é pensar que tudo vai dar certo sem calcular os perigos, dificuldades ou o que pode não dar certo, Sempre precisamos ter um plano ‘b’ em caso do projeto principal dar errado. Jesus nos ensinou a ser “prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mateus 10.16) e avaliar antes de começar um propósito (Lucas 14.28).
Quando surgir situações imprevisíveis conte com o Deus que pode superar todas as coisas e te dar a saída que você precisa.
Você tem lutado com ursos?
Seja vigilante e se prepare para enfrentar imprevistos!
3- Gigantes - IMPOSSÍVEIS:
Golias simboliza algo impossível ou inalcançável. Para o povo de Israel seria improvável vencer um exército tão terrível como os filisteus principalmente por que tinham um gigante que sozinho seria capaz de exterminar centenas de seus soldados. O povo estava dominado por medo e não tinham coragem para lutar.
Davi não olhou para o gigante, seu exército numeroso, a dificuldade do deserto, o medo dos seus companheiros e nem para si mesmo para contemplar sua pequenez diante de Golias. Davi somente contemplou a grandeza de seu Deus. Encheu-se de confiança lembrando-se de como conseguiu vencer o leão e o urso e creu que o mesmo Deus lhe capacitaria para vencer novamente. Ele deixou bem claro que lutaria “em nome do Senhor” (v.45).
A palavra de Deus nos diz que devemos “trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3.21) e encher o nosso coração de fé e confiança em Deus para enfrentar as dificuldades do dia a dia. Se já vencemos a fúria do inimigo (leões) e os imprevistos da vida (ursos) podemos também derrubar os gigantes que nos afrontam “porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1.37).
Se você enfrentar situações impossíveis, não contemple apenas a dificuldade, lembre-se de que Deus já te deu muitas vitórias e continuará te sustentando. Lute em nome de Jesus porque este nome tem poder (Atos 4.12).
Você tem enfrentado gigantes?
Lute confiado na grandeza de Deus e vença em nome de Jesus!
Lute para vencer!
-CONCLUSÃO:
A vida de Davi foi marcada por batalhas e lutas, por isso ele foi um vencedor. Nunca lutava para perder. Lutava para vencer. Se você também tem lutado constantemente, saiba que você é um guerreiro e que vencerá. Mesmo que perca uma batalha você não perderá a guerra porque no final tudo dará certo.
No dia a dia sempre haverá leões, ursos e gigantes, mas com Jesus podemos lutar sabendo que a vitória é garantida. Lute para vencer!
Você tem lutado constantemente?
Lembre-se que você é um vencedor e para isso precisa lutar!
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

OS SETE CHOROS DE JOSÉ
Genesis 42
Quantas cicatrizes você tem em seu corpo? Alguns tem mais, outros tem menos. Algumas enormes, outras pequenas. Algumas mais profundas, outras nem tanto. Se eu lhe perguntar o que aconteceu?! Acredito que você ainda se lembra.
Quando você se machucou, o que você fez?
A história de José é boa parte dela, marcada pelo sofrimento. 
Jacó, pai de José, teve duas esposas: Lia e Raquel e duas concubinas: Bila e Zilpa. Com estas mulheres, teve 12 filhos homens, dentre estes: José e Benjamim, filhos de Raquel. 
Jacó amava mais a José, isto gerou ódio no coração de seus irmãos por ele, de sorte que já não lhe podiam falar pacificamente (37.4). Além disso, José tinha sonhos e contava a seu pai e seu irmãos e nesses sonhos, seus irmãos se prostravam perante ele, o que só agravava mais ainda a situação.
Certa vez, José é enviado a seus irmãos por seu pai, para saber como estavam. Ele os encontrou em Dotã. Quando seus irmãos o viram, elaboraram um plano para mata-lo, mas Ruben, o primogênito persuadiu-os a apenas lança-lo em uma cisterna, pensando em depois livrá-lo. Assim o fizeram, mas enquanto estavam à mesa comendo, viram uma caravana de Ismaelitas, então Judá sugeriu vender José como escravo, assim venderam-no por 20 siclos de prata, e José é levado como escravo para o Egito.
No Egito, José vai trabalhar na casa de Potifar, o segundo homem mais poderoso da nação. É acusado de assediar a esposa deste, é preso e esquecido por anos na prisão. Até que Faraó tem um sonho e José o interpreta, anunciando que haveria 7 anos de fartura sobre a terra e 7 anos de grande seca. José sai da prisão e vai para o palácio e se torna governador do Egito.
O texto que lemos narra o momento em que Jacó envia seus filhos ao Egito para comprar cereais.
AQUI ENCONTRAMOS 7 SINAIS DE UMA PESSOA COM FERIDAS EMOCIONAIS
1. Ele coloca uma máscara, não se dando a conhecer, se protege, levando vantagem – v.7
2. Ele fala asperamente, até inconscientemente – v.7
3. Ele lembra do passado com dor – v.9
4. Ele acusa – v.3
5. Ele rejeita – v.12
6. Ele faz demandas, as outras pessoas têm de provar que são dignas dele – v. 14-16
7. Ele faz os outros sofrerem – v.17-20, 14
JOSÉ ERA UM HOMEM FERIDO!
Na história de José, encontramos...
SETE PASSOS PARA A CURA DE FERIDAS EMOCIONAIS
Esses passos foram dados por José na medida em que chorou...
1º CHORO – Gn 42.24
O choro da amargura, da ira, do ressentimento. 
Em Gn 41.50-52 nos é dito que José teve dois filhos no Egito: 
Manassés – “Que faz esquecer” – “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai.”
Efraim – “Fiel” – “Deus me fez prospero na terra da minha aflição.”
Precisamos distinguir dois tipos de tristezas:Por causa da tristeza segundo o mundo, José tratou mal a seus irmãos – Gn 42.24 2º CHORO – Gn 43.29-30 
O choro do vazio, da solidão, da indiferença, do abandono. 
Aqui, ainda ressentido, fez seus irmãos sofrerem – Gn 44.1
3º CHORO – Gn 45.1-3
O choro de liberar a dor, da cura, da libertação. 
José se deu a conhecer. José tira a máscara. 
A dor foi tão profunda que os egípcios ouviram seus gritos. 
José agora vê Deus claramente no meio de sua dor, transformando-a em propósito Divino. Gn 45.5,7,8,9.
4º CHORO – Gn 45.14-15
O choro da alegria da reconciliação.
José reencontra seu irmão Benjamim. Chorou em seu pescoço e Benjamim também. 
Beijou todos seus irmãos, chorou sobre eles, depois eles falaram com ele. (v.15)
Quais são as consequências para os outros, de uma alma ferida?
· Medo, até em relação a Deus – Gn 42.28, 35
· Machucados através da forma áspera que a pessoa ferida fala – Gn 42.30
· Sendo maltratados – Gn 42.30
· Tendo seu caráter questionado – Gn 42.33
· Terceiros sofrem, a pessoa ferida não mede as consequências da dor que ela causa – Gn 42.39
· Presentes e boas intenções se tornam inaceitáveis – Gn 43.12
· Ações boas se tornam inaceitáveis, sendo mal interpretadas – Gn 43.18
5º CHORO –Gn 46.29
O choro do tempo perdido pela separação.
O longo abraço é para restaurar o tempo perdido.
6º CHORO – Gn 50:1
O choro do luto.
Depois de chorar no dia da morte, chorou mais 70 dias junto com os egípcios segundo o costume deles. 
No local de enterrar seu pai, uns meses depois de sua morte, José chorou com “grande e intensa lamentação.” Gn 50.10
Pranteou seu pai durante 7 dias, entendendo o quanto havia perdido – Gn 50.10
7º CHORO – Gn 50.15-21
O choro do discernimento, do entendimento que até agora lhe era oculto. 
Ele discerniu a dor e a ferida de seus irmãos, e as feridas que ELE CAUSOU em seus irmãos. 
José fala ao coração de seus irmãos, pela primeira vez. 
Agora de fato José perdoa seus irmãos.
CONCLUSÃO
Não é apenas um homem ferido que chora. Jesus chorou pelo menos três vezes que nós conhecemos: diante da tristeza e desespero de Marta e Maria em face da morte de Lázaro (Jo 11.35); sobre a cidade de Jerusalém que rejeitava a salvação que Deus oferecia e consequentemente seria destruída (Lc 19.41); e no Jardim do Getsêmani quando “ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas àquele que o podia salvar da morte” (Hb 5.7).
Claramente homens e mulheres saudáveis, maduros e perfeitos choram.
Em atitude de oração, escolha um tipo de choro que você sente que precisa em sua vida, se não o choro em si, pelo menos a função dele. Pode ser que você até gostaria de chorar e liberar os sentimentos presos em seu coração. O choro é um grande presente de Deus. Se esse for seu caso, você pode pedir que Ele lhe dê essa dádiva.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A Dieta de João Batista.
O Evangelho de Mateus (3.1-4) fala um pouco sobre João Batista, que recebeu de Deus a nobre incumbência de batizar homens e mulheres nas águas do rio Jordão para purificação dos pecados. A história desse último profeta do Antigo Testamento e primeiro apóstolo do Novo Testamento é, para mim, uma das mais singelas, especiais e interessantes da Bíblia. Explico por quê.
A história de João Batista não tem o mesmo peso biográfico ou volume de informações que a dos outros personagens bíblicos. No entanto, percebemos que os relatos sobre esse arauto de Deus na terra são altamente impactantes. Apresento algumas razões para afirmar isso:
João era uma voz no deserto que clamava ao povo, para que este se arrependesse dos seus pecados e fosse batizado.
Havia sobre ele uma unção específica de confronto. João parecia um trator que endireitava as veredas tortas e preparava o caminho para Jesus cumprir Sua obra de salvação.
Seu ministério impactava tantas pessoas que muitos saíam de cidades vizinhas e dirigiam-se ao local onde ele estava para ouvir suas palavras cheias de autoridade espiritual.
Cada palavra que saía da sua boca era capaz de quebrantar os corações endurecidos de Israel.
Por repreender publicamente o pecado de adultério do rei Herodes, João foi preso e decapitado.
Jesus disse aos Seus discípulos: entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista (Lc 7.28).
Após enumerar alguns pontos sobre João batista que chamam à atenção, destaco um em especial: a sua dieta. A Bíblia claramente nos revela que ele comia gafanhotos e mel silvestre. E aqui está uma linda revelação de Deus para nós: a vida é cheia de contradições. Gafanhotos remetem a coisas ruins, tristes e amargas, enquanto o mel, a coisas doces, alegres, felizes e boas.
Quando vemos nas Escrituras que João comia gafanhotos e mel, podemos extrair das entrelinhas que nossa existência será de altos e baixos, alegrias e tristezas, fé e dúvidas, conquistas e derrotas, acertos e erros, amor e ódio, paz e guerra, vida e morte.
Enquanto vivermos neste mundo, nossa vida será uma absorção, uma ingestão diária de coisas boas e ruins. Todos os servos de Deus experimentaram essas contradições, e nem o próprio Cristo ficou isento dessa realidade. Em um momento, Jesus estava nas águas do Jordão; em outro, no deserto. Uma hora, Ele ouvia a voz do Pai; outra, era confrontado pelo diabo. Em certas ocasiões, o Mestre era elogiado; em outras, era tentado.
Diante disso, quero refletir com você sobre duas verdades. Primeiro, quando alguém lhe oferecer “pratos de gafanhotos”, aprenda a retribuir com “pratos de mel”, ou seja, pague o mal com o bem. Tenha certeza de que surgirão pessoas para servir inveja, ódio, calúnia, difamação, perseguição, fofoca. Porém, se queremos ser parecidos com Cristo na terra e chegar ao céu, devemos oferecer “pratos de mel”, responder com o amor de Jesus.
Já a segunda verdade tem a ver com o fato de João começar comendo gafanhotos e terminar saboreando o mel. Será exatamente assim em nossa vida. Se temos Jesus como nosso Senhor e Salvador, assim como João o teve, podemos experimentar muitas coisas amargas neste mundo, porém, no final, seremos alcançados pela doçura da graça divina.
Bispo Anderson Camargo.