sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O DIA DA EXPIAÇÃO - "YOM KIPPUR"
No próximo dia 2, pelo pôr-do-sol, inicia-se a celebração mais sagrada de todos os judeus: o Yom Kippur, ou seja: o Dia da Expiação. Dura exatamente 24 horas, e é um dia inteiro dedicado ao jejum, às orações e às confissões. Segundo o Judaísmo, este foi um dia gracioso concedido por Deus ao Seu povo eleito, para que cada indivíduo pudesse receber o perdão dos seus pecados. 
Neste Dia, o sumo sacerdote entrava (só uma vez por ano) no Lugar Santíssimo, ou o Santo dos Santos, para expiar os pecados de toda a nação através do sacrifício de um animal (Levítico 23:26-32). 
Como Sumo Sacerdote da Ordem Divina, Jesus providenciou a expiação dos nossos pecados através da oferta de Si mesmo, como sacrifício único e suficiente aos olhos de Deus Pai. Todos quantos quiserem serão justificados pela Graça que provem do sacrifício que Ele realizou por nós e para nós!
O Yom Kippur inicia-se dia 2 e termina dia 12 que é considerado pelo Judaísmo como um dia de juízo. Por isso, muitos judeus praticam a confissão e o arrependimento, fazem as suas orações e fazem também caridade de forma a obterem o perdão de Deus para quaisquer pecados que tenham cometido no ano anterior. 
O Yom Kippur segue-se ao Rosh Hashanah, o Novo Ano Judaico. Os dez dias que intermedeiam estas celebrações são os chamados "dias dos ais", ou os "dez dias de arrependimento". É um tempo de oferta para renovação espiritual e arrependimento antes do Yom Kippur, que é o dia para expiar os pecados.
O Yom Kippur requer um jejum de pelo menos 24 horas. A última refeição antes do jejum é uma celebração festiva.
O Yom Kippur é traduzido na Bíblia de 3 formas: O Dia da Expiação, o Dia do Juízo, e o Sábado dos Sábados. Este é um dia santo do Senhor que permanece um "estatuto para sempre". - Levítico 16: 29-32.
Para os Judeus, este é então o Dia em que Deus julga o Seu povo, decidindo se os seus nomes serão ou não inscritos no Livro da Vida, e em que os pecados da nação de Israel são expiados. 
O Dia da Expiação servia como lembrança de que os sacrifícios diários, semanais e mensais feitos no altar não eram suficientes para expiar os pecados. Mesmo junto ao altar da oferta queimada, o adorador ficava "afastado", incapaz de se aproximar da presença santa de Deus que era manifesta entre os querubins no Santo dos Santos. Neste dia único no ano, era trazido pelo representante de todo o povo, o sumo-sacerdote, sangue expiatório para o lugar santíssimo, a sala do trono divino. 
É costume vestir-se de branco neste dia, simbolizando pureza e a promessa de que os nossos pecados serão tornados brancos como a neve - Isaías 1:18.
E no final bíblico deste dia (o pôr-do-sol), o shofar (corno de carneiro) é tocado - Salmo 51:17.
Crendo no sacrifício perfeito que Deus realizou para a redenção dos nossos pecados, nós regozijamo-nos na certeza e segurança do perdão de Deus para todos os nossos pecados por toda a eternidade e por sabermos que Ele escreveu os nossos nomes no Livro da Vida. Graças sejam dadas a Deus porque Ele Se tornou no cordeiro sacrificado por nós. Romanos 7:24-25; 8:3-4.
Bispo Anderson Camargo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Paulo e Silas na Prisão.
Mesmo presos eles louvaram ao Senhor pois confiavam em Deus. As muralhas e prisões caem diante dos servos do Senhor, essa é uma linda história de fé e vitória, veja...
Paulo e Silas foram dois servos do Senhor Altíssimo. Eles andavam e pregavam a palavra do Senhor, expulsando espíritos maus, curando e libertando vidas no nome de Jesus, mas existia uma mulher que os condenavam, essa mulher tinha um espírito mau de adivinhações e ganhava muito dinheiro prevendo futuro de quem a procurava, de tanto ela julgar e condenar a Paulo de Silas, Paulo irou-se e expulsou dela o espírito de adivinhação, um dos comparsas dessa mulher viu que não ganharia mais dinheiro com as adivinhações pois o espírito mal saiu dela, o comparsa levou a força junto com outros homens Paulo e Silas no magistrado e disse:
"Estes homens são judeus e estão perturbando a nossa cidade, propagando costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem praticar." (Atos dos Apóstolos 16:20,21)
Então prenderam-los e os açoitaram, após os açoites os prenderam e além de presos eram vigiados 24 horas por guardas e estavam também acorrentados a um tronco para que não houvesse nenhuma alternativa de fuga, mas mesmo assim Paulo e Silas, não se desesperaram, eles cantavam e oravam ao Senhor mesmo presos. E através dessa tão grande fé dos dois aconteceu por volta da meia noite... leia o versículo abaixo:
"De repente, houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram." (Atos dos Apóstolos 16:26)
Acontecendo isso você deve imaginar que Paulos e Silas fugiram achando estarem libertos né? NÂO! Paulo e Silas não fugiram e ainda aconselhou a todos que não fugissem também, pois sabiam seguir o caminho certo em todos os sentidos da vida.
O carcereiro ficou impressionado com a fé deles e prostrou diante de Paulos e Silas e perguntou o que era preciso para ele ser salvo?
Eles responderam: "Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa" (Atos dos Apóstolos 16:31)
O carcereiro os levaram para sua casa, Paulos e Silas pregaram para a família do carcereiro, o carcereiro deu comida a os dois e limpou suas feridas, mas teve que leva-los novamente para a prisão.
Pela manhã como por um milagre o magistrado decidem libertar a Paulo e Silas, mesmo assim Paulo e Silas não aceitaram e o representante do magistrado foi pessoalmente na prisão e pediu perdão a os dois e os libertaram.
Veja só Paulo e Silas foram humilhados por servirem ao Senhor, mas no fim Deus os honrou ao ponto do magistrado se rebaixar e pedir perdão ao dois.
"Deus exalta aos que são humilhados"
Leia essa história completa em Atos dos Apóstolos, capitulo 16.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Por que o Senhor Jesus, o próprio Messias, também passou por tentações quando estava em seu jejum de 40 dias no deserto?
Acontece que o diabo é ardiloso, um grande estrategista. A Bíblia diz que, no quadragésimo dia, Jesus sentiu fome (Mateus 4.1-3). Foi exatamente aí que o demônio o atacou: quando veio o primeiro momento de fraqueza. Mas foi reconhecendo a fraqueza, a fome, que Jesus também foi um grande estrategista e usou da maior arma de que podia dispor contra Lúcifer: estava com o Espírito Santo, que O Conduzia.
A Palavra fala em três grandes tentações, cada uma mais forte que a anterior.
Não pense que, se nem mesmo o Senhor Jesus foi poupado de tentações, você será. Durante os 40 dias do “Jejum de Jesus”, você será tentado de várias formas.
Na primeira tentação, o diabo sugeriu que Jesus transformasse pedras, algo em abundância no deserto, em pão. Com isso, o pai das trevas queria que o Filho de Deus incorresse em dois grandes erros. O primeiro era usar seu poder, sentir-se poderoso, não dependente de Deus para uma hora difícil. O segundo era a satisfação temporária de uma necessidade: matar a fome ali, naquele momento. Jesus usou a melhor arma: a própria Palavra. Não só reafirmou Sua dependência de Deus, como mostrou que havia outros tipos de alimento que não matariam uma fome momentânea e física. Eram alimentos espirituais e permanentes.
Na segunda vez, Lúcifer levou Jesus ao ponto mais alto do Templo de Jerusalém e O desafiou a jogar-se daquele ponto, que os anjos O segurariam (Mateus 4.5-7). Com isso, apelava para que Jesus se sentisse famoso, inflasse Seu ego, pois as pessoas ao redor O veriam flutuar até o chão e O adorariam. O demônio usou a Palavra para mostrar que os anjos o protegeriam. Tentou fazer também, com isso, que Jesus tentasse a Deus, desrespeitando-O. O Messias usou a Bíblia de novo, mostrando que era pecado tentar ao Senhor. O Filho de Deus entendeu que, se fizesse aquilo, seria idolatrado como uma atração, um “super-herói” da época, e a atenção que devia despertar nas pessoas, a Glória de Deus, ficaria em segundo plano, ou nem mesmo seria percebida. Conosco pode acontecer o mesmo: o diabo pode, com suas tentações, nos desviar do propósito do Jejum e fazer com que usemos a quarentena para mostrar aos outros o “super-cristão” que somos.
Da terceira vez, o diabo ofereceu poder. Novamente apelou ao ego de Jesus e Lhe ofereceu poder sobre os reinos da Terra (Mateus 4.8-10). Mais uma vez quis desviar Jesus de Deus, atiçando-o para ser o chefe de tudo, mas Jesus bateu de frente com o príncipe do inferno e mostrou que só Deus deveria ser servido. O diabo quis que Jesus, assim como ele, quisesse a posição que só pertencia ao Senhor, mas o Messias não caiu no truque sujo. Durante o “Jejum de Jesus”, você pode achar que é o senhor da sua vida e que não fará mal nenhum assistir àquele joguo na tevê. Terá falhado no propósito da quarentena. Mas, saiba, ninguém está livre de falhas. Porém vale a pena mostrar ao diabo Quem está com você, lhe protegendo e dando forças.
Dessa forma, aprendemos com Jesus algumas lições naquele deserto. Respondendo à pergunta que começou o texto, Ele se deixou passar pelas tentações do diabo para nos mostrar de onde vem a verdadeira força, o verdadeiro poder, que, definitivamente, não é de nós mesmos. Mateus 4.1 deixa claro que o Espírito Santo conduzia Jesus deserto afora, e é aí que está o segredo. Quando Jesus percebeu-se com fome, fraco, o diabo se aproveitou da brecha, mas o Espírito de Deus não só expulsou o pai da mentira, como lacrou a brecha, fortalecendo Aquele que começava a se sentir fraco, mas reconheceu que estava com Deus e a resistência voltou com tudo.
Jesus passou por aquilo para, entre outras coisas, nos mostrar como vencer as tentações não só durante os 40 dias do “Jejum de Jesus”, mas por toda a vida – inclusive, e sobretudo, naqueles momentos em que nos sentirmos mais fracos.
CONCLUSÃO:
Nestes tres cenários da tentação de Jesus no deserto pelo diabo, vemos nitidamente, que Jesus foi tentado em tres áreas, tão bem descritas pelo apóstolo João em sua Primeira Carta: Porque tudo o que há no mundo, a concupiscencia da carne, a concupiscencia dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. (1 Jo 2.16).
Quando o diabo tentou Jesus para que este transformasse pedras em pães (tentação da concupiscencia ou a cobiça da carne); quando tentou Jesus para que este se atirasse do pináculo do Templo (tentação da soberba da vida) e quando tentou Jesus do alto do monte (tentação da concupiscencia ou cobiça dos olhos). 
Mas, glória a Deus, nosso Jesus as venceu todas estas tentações pelo poder da Palavra de Deus (Mt 4.4, 7, 10).
Jesus nos ensina a vencermos as tentações, sendo fiéis a Deus e jamais nos apartando de sua Palavra; a poderosa arma contra satanás e seus ataques infernais.
Bispo Anderson Camargo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

OS CICLOS DA VIDA DO CRISTÃO.
Salmo 90:12 “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”.
Todos os momentos importantes de nossas vidas passam por um marco.
I) Um marco é um evento importante em nossa vida, é algo que produziu impacto, é algo que mudou o curso; de alguma maneira você se tornou diferente do que era antes, por causa daquele evento.
Exemplo de um marco:
Na vida profissional: Dia do 1º emprego, formatura, compra da casa, carro...
Na vida emocional: Nascimento, casamento, nascimento de um filho...
Na vida espiritual: Conversão, batismo, consagração...
VOCÊ CONSEGUE VER MARCOS EM SUA VIDA?
A partir do momento que conseguimos perceber e compreender esses marcos, entendemos que eles são pontos de referencia. Por que?
O QUE SÃO CICLOS?
São estágios na nossa vida que tem
II) Tem começo e fim onde algo do propósito de Deus é cumprido em nós...
Ciclos devem ser concluídos e reiniciados. Novos ciclos vão surgir, mas só à medida que os anteriores forem completados...
EXISTEM CICLOS PARA ÁREAS DIFERENTES EM NOSSAS VIDAS:
Ex:. Casamento, vida profissional, ministerial, ou seja todas as áreas vão passar por ciclos.
Cada área de sua vida possue marco e ciclo, ciclos que deverão ser concluídos.
Ex:. Alguém que esta no 1º ano do casamento. No 3º ano empresa= ciclos diferentes.
Podemos estar iniciando um ciclo em uma área e terminando em outra ao mesmo tempo...
Num contexto geral estas áreas se interagem simultaneamente, influenciam umas as outras, mas devemos avalia-las separadamente...
RESUMIR: MARCO (demarcação) E CICLOS (seqüência de fenômenos que se renovam periodicamente)...(Ex:. Criança X escola)
? Quanto tempo pode durar um ciclo?
? Segundo a Palavra de Deus como posso definir um ciclo em minha vida?
? Ciclo tem tamanho variável?
A Bíblia mostra que existem princípios para contar nossos dias, quando aprendemos a contá-los, alcançamos um coração sábio.
Segundo a Palavra de Deus o povo de Israel era regido por períodos de sete anos.
Irmãos: Não quero criar um misticismo e dizer que sempre os ciclos serão de 7 anos, às vezes não serão.
Uma coisa é certa o povo de Israel vivia a vida deles em função de ciclos de 7 anos.
Lv. 25:8-9 “Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então, no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta vibrante; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta por toda a vossa terra”.
Existem três sábados na Bíblia:
O dia de sábado, O ano sabático, e o sábado de anos (jubileu).
A lei do povo judeu, sociais e civis tinha um relacionamento intimo com esses ciclos...
Ex:. Bíblia: viúva x divina x venda filhos para pagar (escravos).
Só podia ser escravo no máximo 7 anos, até o 1º ano sabático.
Ex:. Venda imóvel, no ano do jubileu voltava ao antigo dono.
O valor do escravo do imóvel ,era contado pela distancia do próximo ano sabático x jubileu.
Tudo era em função do ano sabático,Deus estabeleceu que o povo de Israel deveria viver em função desses ciclos, até o relacionamento com a terra era assim...
A nossa vida no mundo espiritual,também é dividida em períodos de ciclos de sete anos, ou seja a cada 7 anos uma nova etapa deveria começar, deveríamos concluir um ciclo em cada área de nossas vidas e começar outro. No Sl. 90:10 “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”. Moisés diz que o padrão de Deus para a vida do homem é de 70 anos, ou seja 10 etapas de sete anos.
Se não somos capazes de “ver” claramente os ciclos definidos em nossas vidas, significa que podemos estar interrompendo esses ciclos.
Se nunca concluirmos um ciclo completo, teremos que recomeça-lo sempre sem nunca experimentarmos a benção completa.
Ex:. Muda de emprego como se muda de roupa, você não vai ver nunca os ciclos referentes à vitória nesta área se fechando...
Como posso perceber esses ciclos em minha vida, e em qual estágio estou em cada um deles?
Nós vamos ver que nesses ciclos cada ano tem um significado, se isso valia para Israel também vale para nós.
Se Deus estabeleceu para Israel também estabeleceu para nós.
Lógico que para eles de uma forma, para nós de outra,o nível espiritual é outro, mas Deus continua comandando sua obra em nossas vidas através desses ciclos.
Talvez você diga que não consegue ver esses ciclos em sua vida de uma forma tão clara tão exata, talvez você não parou para contar, mas um outro motivo é porque talvez você não tem concluído ciclos em sua vida.
O que acontece quando você não conclui o ciclo?
Se você quiser voltar você tem que começar tudo de novo:
Por que o Senhor Manda contar nossos dias?
Porque muitos estão desperdiçando os seus dias, não estão concluindo nada, e segundo a Palavra de Deus um ciclo tem que ter pelo menos sete anos.(ex. quem tem 9 anos em algo: 9-7=2)...
E se eu estiver fazendo algo fora da vontade de Deus? Então pare! Antes de fazer algo avalie. Deus esta nisso?
Se Deus estiver nisso que você esta fazendo saiba que Deus é um Deus que começa e conclui as coisas.
Ec.7:8 “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante”. Cada ano possui um significado e um propósito, esses ciclos podem ser divididos em duas etapas os primeiros três anos a 1ª etapa. Os segundos três anos a 2ª etapa, e o sétimo que é o ano sabático.É no 7º ano que vamos desfrutar, usufruir todo nosso investimento, porque é no 7º ano que o ciclo se conclui.Amém. Talvez você diga: Bispo 7 anos demora demais.
Ex:. Jacó x Raquel Gn. 29:20 “Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava”.
Quando queremos muito uma benção, 7 anos são como poucos dias.Amém !!!!....

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A figueira estéril na vinha.... Lucas Cp. 13 Vs. 6,9
E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando;
E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?
E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque;
E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar. 
para que possamos melhor entender a mensagem, vamos identificar os personagens desse texto. Certo homem é Deus. A vinha é o mundo. A figueira é Israel. Vinhateiro é Jesus.
Quando lemos esse texto surge à pergunta, por que plantar uma figueira no meio de uma vinha, ou seja, no meio de uma plantação de uvas, visto que são diferentes no tamanho e no tempo de produção, a figueira chega a 11 metros de altura enquanto a vinha é mantida numa altura aproximada de 2 metros. Neste caso entendemos que a figueira que representa o povo de Israel, os eleitos de Deus deviriam fazer a diferença no meio da vinha (mundo), por serem chamados para abençoar todas as famílias da terra como Deus prometeu a Abrão: (Gn-12,3) Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. Mas eles como eleitos de Deus, tornaram-se infrutíferos, não trazendo as famílias da terra para a presença de Deus para serem abençoadas, não cumprindo com o seu chamado. Os três anos que o dono da vinha procurava os frutos da figueira e não encontrava, representa os três anos do ministério de Jesus em que ele percorreu toda a nação, para que a Figueira reconhecesse a sua incircuncisão de coração e produzisse frutos dignos de arrependimento. Por que ocupa ainda a terra inutilmente? Essa pergunta o dono da vinha fez ao vinhateiro, pois quando se planta uma arvore frutífera espera-se colher seus frutos, podendo dependendo da arvore demorar mais ou menos tempo, mas a colheita tem que acontecer, pois de outra forma deve ser cortada para que outra que produza seja plantada em seu lugar. No caso do vinhateiro (Jesus) em sua imensa misericórdia pediu ao dono da vinha (Deus) que aguardasse por mais um ano para que se trabalhasse mais um pouco aquela arvore e se não desse fruto então a cortaria.
Quantas pessoas conhecemos, que Deus as chamou para serem a figueira no meio em que vivem, para darem bons frutos e ganharem famílias para o Senhor, e como os Israelitas descritos neste texto, tem se isolado na condição de escolhido do pai, não atendendo ao chamado feito pelo Senhor como esta escrito no livro de Mateus 5: 14,16; Vós sois a luz do mundo. Não pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para coloca-la debaixo do vaso, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. Deus nos capacitou com seus Dons para que sejamos a luz para aqueles que vivem na escuridão, não podemos nos esconder para deixar de cumprir o nosso ide, pois um dia o pai requerera tudo aquilo que ele colocou em nossas mãos para ser feito, não esqueçamos a parábola dos talentos.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Aprendendo com três adolescentes da Bíblia
Elegi alguns adolescentes da Bíblia que servem de referencial para os demais adolescentes e para todo povo de Deus... O que se revela deles ficou como lições que podem nortear e ajudar na formação da vida cristã e na convivência social em geral. Cada um desses adolescentes viveram em épocas diferentes e atravessaram seus desertos em estações diferentes também. De Samuel a Rode há uma grande distância temporal. Samuel viveu cerca de 800 anos antes de Cristo e Rode em 62 d. C, quando as perseguições a cristãos eram frequentes e violentas (como ainda são hoje).
Contudo, vale lembrar que a Bíblia é sempre atual e o que está escrito por inspiração Divina não caduca (O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar, Mt 24:35). Vamos aprender com Samuel, a escrava Israelita e Rode.
Samuel:
Samuel era filho de Ana e Elcana. Seus pais o apresentaram no templo em Siló e lá o deixaram para seguir ministério ao lado do sacerdote Eli. A mãe de Samuel era estéril, orou a Deus pedindo um filho e concebeu por milagre. Por gratidão, Ana doou o filho para trabalhar na obra de Deus. Treze anos de idade, é o que deveria ter Samuel quando foi entregue no templo, pois,nessa idade é que os meninos judeus são considerados capazes de fazer escolhas, são então chamados de “filhos do mandamento” B'nai Mitzvah.
A Bíblia diz que certa noite, dormia Eli em seu conforto e Samuel dormia dentro do templo, próximo a arca da aliança. Deus falou diretamente com Samuel, o chamou por três vezes, ele levantou e foi até Eli achando que era ele quem o tinha chamado. Eli, então reconhece que o próprio Deus falará a Samuel e o instrui a responder a voz: “fala Deus, que o teu servo te escuta”. (I Samuel 3: 1 a 10).
I Samuel 2: 21: E o jovem Samuel crescia diante do Senhor.
Breves lições em Samuel:
Eli estava cansado e já não tinha o mesmo zelo e vigilância pela obra do Senhor. Samuel tinha sede de Deus, zelo pelo templo e sabia quão importante era a arca da aliança, por isso dormia no templo.
Samuel tinha disposição para aprender
Respeitava os mais velhos
Era humilde
O adolescente Samuel levantou todas as vezes que ouviu chamarem-no. Se mostrou pronto a servir e a aprender a discernir entre voz de Deus e voz de homem. Samuel era responsável e já demonstrava maturidade porque compreendia a importância de obedecer a Deus e respeitar o próximo.
A menina vendida como escrava para casa do Naamã.
“Subiram tropas da Síria e da terra de Israel, levaram cativa uma menina que ficou a serviço da mulher de Naamã. Disse ela a sua senhora: Tomara o meu Senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria, ele o restauraria de sua lepra. Então, foi Naamã e disse ao seu senhor: Assim e assim falou a jovem que é de Israel” II Reis 5: 2 a 4
Escrava, adolescente, natural de Israel (nação que constantemente guerreava com a Síria), a menina escrava se situava em um contexto social complicado e desfavorável. Contudo, havia algo de especial nessa menina que fizera com que o capitão Naamã e sua esposa a considerassem digna de confiança: a palavra da menina sobre o profeta Eliseu foi prontamente ouvida e seguida. Consideremos algumas características dessa pequena mensageira de Deus:
Ela conhecia ao Deus de Israel
Tinha fé no Deus de Israel (Naamã seria restaurado da lepra se o buscasse)
Trabalhava sem murmurar, era disposta.
Prudente no agir e no falar
Altruísta, se importava com a dor do próximo
Rode
Para mim foi uma grata surpresa estudar sobre essa garota. Nunca ouvi qualquer pregação, estudo,artigo ou o que seja sobre ela, mas quando Deus me conduziu a conhecer sua história, compreendi porque ela recebeu destaque no livro de Atos. É uma passagem pequenina, porém com grandes revelações, vejamos:
“E batendo Pedro à porta do pátio, uma menina chamada Rode saiu a escutar. E, conhecendo a voz de Pedro, de alegria não abriu a porta, mas ela afirmava que assim era. E diziam é o seu anjo.” Atos 12: 13 a 16.
Lições em Rode.
Haviam muitos adultos no pátio, mas Rode foi a única que correu até à porta; ela era diligente, observadora, prestativa.
Mas Rode não abriu a porta, por que? Ora, Pedro vinha de uma situação de perigo, fora preso por soldados romanos, estava em sua primeira situação de liberdade. Rode foi prudente, por mais que estivesse alegre com o retorno de Pedro não agiu impetuosamente porque sabia que poderia se tratar de uma armadilha: e se houvessem soldados com Pedro? Poderiam capturar os cristãos que estavam ali reunidos em oração. Rode nos ensina a não abrirmos a porta para o perigo.
O pátio era o lugar onde a igreja se reunia em jejum e oração, se Rode estava presente é porque se alegrava em participar dos cultos. Ela era uma garota que não dava trabalho aos pais, participava da obra do Senhor e prestava muita atenção as pregações. Tanto é que reconheceu imediatamente a voz de Pedro.
Rode se alegrou com a soltura de Pedro, ela se alegrava em rever os irmãos e se alegrava com o agir de Deus na vida dos irmãos.
Rode foi uma garota cristã formidável!
Certamente que encontraremos outros bons exemplos de adolescentes na Bíblia, mas por enquanto ficamos por aqui.
Deus os abençoe.
Bispo Anderson Camargo.