terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quem me livrará do corpo desta morte? 
Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.14-24).
"No capítulo 7 da epístola aos Romanos, encontramos o grito desesperado de um homem que não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia. Por vezes sentia como que se dentro dele existissem duas pessoas que lutavam entre si para assumir o controle de sua vida. Em repetidas ocasiões ele pensou que talvez não estivesse convertido.
Vem então a pergunta: Por que depois da conversão temos a impressão de que a luta espiritual aumenta? Por que pessoas convertidas sentem vontade de praticar o mal? É possível harmonizar o que sabemos que devemos fazer com aquilo que realmente desejamos praticar? Com o passar dos anos, com o amadurecimento espiritual vamos, dia após dia, ganhando experiência nesta luta e tornando-nos mais sábios graças à atuação de Deus em nossas vidas.
Também vamos conhecendo as artimanhas de Satanás e aprendendo, com Cristo, a resistir e a lutar contra elas. De modo nenhum podemos ser negligentes para com o perigo letal que Satanás representa. Sua astúcia e sua sabedoria corrompida remontam a milhares de anos e o inimigo conhece e sabe bem explorar as nossas fraquezas e defeitos. Por esta razão se não lutarmos em conformidade com o que nos ensinam as Escrituras estaremos em grande perigo.
Graças a Deus, pois por tudo o que temos em Cristo somos mais que vitoriosos. Deus é fiel em guardar-nos e em proteger-nos. Ele está ao nosso lado nesta guerra. Sempre! Mas, há outro inimigo, sutil, sagaz e persistente, o qual não nos dará descanso, e temos de reconhecê-lo e lutar firmemente contra ele: O velho homem, a velha criatura, a carne.
Veja o drama de Paulo descrito na carta que escreveu aos Romanos: "Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.15-24)
O Apóstolo Paulo, no texto de Rm 7:24-25 nos leva a entender a batalha em nosso corpo (carne, morte) e nosso espírito (Vida).
Nos levando a meditar no referido “Corpo de Morte”, Punição do império romano onde o corpo da vítima ficava amarrado ao corpo de seu assassino,E entrando em decomposição o corpo da vítima contaminava o assassino que em pouco tempo morria.
Paulo, usando a imagem dessa execução quer nos alertar, pois apesar de sermos renascidos em Cristo, o velho homem que está morto, poderá nos contaminar. “A lei da mente é a lei de Deus, revelação que Deus faz de Sua vontade. Sob a convicção do Espírito Santo, Paulo consentia com essa lei.
Sua mente decidia guardá-la, mas, quando tentava, ele não podia, porque seu corpo queria pecar. Quem nunca sentiu essa mesma luta? Em sua mente você sabe o que quer fazer, mas sua carne clama por outra coisa qualquer.” “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Rm. 7:24-25).
“Alguns têm indagado por que, depois de alcançar o clímax glorioso na expressão ‘Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor’, Paulo se referiu uma vez mais às lutas de que aparentemente tinha sido liberto. Alguns entendem a expressão de ação de graças como uma exclamação entre parênteses. Acreditam que essa exclamação segue naturalmente o grito: ‘Quem me livrará?’ Acreditam que, antes de continuar com a discussão ampliada da libertação gloriosa (Romanos 8), Paulo resume o que disse nos versos anteriores e confessa uma vez mais o conflito contra as forças do pecado.”
A teologia de Paulo, reflete o realismo da revelação ensinada pelo Espírito de Cristo. Entregues a nós mesmos, às nossas próprias limitações humanas, nossas vivências do corpo e da alma são “miseráveis” – elas não conseguem realizar vida abundante, da comunhão com Deus. Ao dizer isto, Paulo anuncia, triunfantemente, o papel realizador de Cristo, que venceu por nós nossas enfermidades genéticas do pecado. “Aceitar” a Cristo, então, é uma decisão de realismo espiritual. A história dos cristãos, através dos séculos, é o testemunho de que os humanos, mesmo os mais miseráveis, encontram em Cristo a realização de sua vitória espiritual.
O velho homem é um inimigo muito mais poderoso do que o próprio “inimigo” satanás. O velho homem é terrível! Sem necessidade de “possuir” ou “tomar” o cristão, por já habitar dentro de cada um de nós, ele anda conosco, dorme conosco, come conosco, trabalha conosco, fala através de nossas bocas e vê através de nossos olhos. Aproveitando-se desta proximidade, ele a todos rouba tudo!
Rouba-nos a alegria, rouba-nos a paz, tenta impedir nossa comunhão plena com o Senhor, sendo muito mais inclinado para os efêmeros prazeres deste mundo. O velho homem tenta, a todo custo, encher de pesar e de amargura o coração do novo homem. Luta para tornar-nos emocionalmente imprestáveis, batalha contra a auto-estima e o amor próprio do crente, em sua ânsia por tomar novamente o controle de nossas vidas, fragiliza nosso espiritualidade, tentando impedir-nos de desfrutar de todas as maravilhosas bênçãos que Nosso Senhor nos reservou.
Através da ação do miserável velho homem, o cristão se torna insípido, deixando de ser “sal da terra”. Quando acossado por esse inimigo impiedoso, o crente não pode mais ser “luz do mundo” não se enxergando mais nele o brilho e a formosura de Cristo. O velho homem ainda guarda em si o ranço do pecado que milita para afastar o novo homem de Deus e da sua salvação.
Pobre e miserável do homem que não atenta para este perigo. Quando esquecido, o velho homem volta a trazer à tona a intolerância, a falta de amor, o temperamento ríspido, a dureza das palavras e a moleza do caráter. Esta ação silenciosa do velho homem faz com que o cristão se veja na triste situação em que o Apóstolo Paulo flagrou os coríntios, quando os advertiu:
“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?” (1Co 3.1-3).
O próprio Jesus, nos ensina “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26.41)
Em Rm 8.1 “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”.
Paulo nos dá a condição de não haver condenação, ESTAR EM CRISTO e ANDAR SEGUNDO O ESPÍRITO.
Uma das chaves nos dada pelo Senhor Jesus, para andarmos segundo o Espírito é a ORAÇÃO EM LINGUAS.
Paulo vivia em constantes batalhas espirituais, perseguições e tinha suas próprias lutas na mente (alma) e carne (corpo). E foi usado tremendamente pelo Senhor Jesus, para nos escrever, nos edificar.
Paulo descobriu a chave para andar segundo o Espírito. Em primeiro lugar devemos deixar que Aquele que nos conhece de fato, possa orar por nós.
4.2 )POIS QUEM FALA EM OUTRA LÍNGUA NÃO FALA A HOMENS, SENÃO A DEUS, VISTO QUE NINGUÉM O ENTENDE, E EM ESPÍRITO FALA MISTÉRIOS.
Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. 1 Coríntios 14.14. 
Paulo nos ensinou uma das chaves para andar segundo o ESPÍRITO, ele declara:I Co14.18 DOU GRAÇAS A DEUS, PORQUE FALO EM OUTRAS LINGUAS MAIS DO QUE TODOS VÓS.
Existem também outras chaves espirituais para nos ajudar a seguir nossa carreira, e estarmos em CRISTO, andando segundo o ESPÍRITO, e assim não permitir que o homem morto venha nos contaminar.
A. JEJUM
B. A ORAÇÃO EM LINGUAS
C. A ADORAÇÃO
- Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (At 20.24)
BISPO Anderson Camargo

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Um lírio entre espinhos
“Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha querida entre as donzelas.” (Cantares 2:2)
“Sim, você é um lírio entre os espinhos"
A Igreja é como um lírio entre espinhos para Jesus. O que o Senhor está nos ensinando com isso?
Essa comparação, sem dúvida, destaca a beleza do lírio. Jesus vê a beleza da Sua Igreja. Em meio a tanta sujeira, destruição, violência e miséria, há algo que enche os olhos do Senhor. Há algo que O agrada. Há algo que chama a Sua atenção. E esse algo é a beleza da Sua Igreja. É a beleza da nova criação = você. Você tem a beleza da santidade de Cristo. Você tem a beleza da justiça de Cristo.
Jesus, ao morrer por nós, nos tornou justiça de Deus. Isso significa que, aos olhos de Deus, não somos mais considerados pecadores, mas sim justos – nós que recebemos Jesus como nosso Senhor e Salvador e aceitamos o Seu sacrifício. Veja 2 Coríntios 5:21 = “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” Romanos 5:19 nos diz que pela obediência de Cristo, fomos constituídos justos.
Pare de se ver como um pecador que vive acuado pelo pecado, como se o pecado sempre te colocasse encostado na parede. Nossa relação com o pecado agora é diferente. Jesus nos fez livres dele. Não somos mais escravos do pecado. Fomos libertos da condição de pecadores (Romanos 8:2). Somos uma nova criação. Como nova criação, temos uma nova maneira de lidar com o pecado. O Livro de Romanos descreve a justiça de Deus em nós. Vejamos alguns versículos:
Romanos 6:2 diz que nós já morremos para o pecado. O vs. 11 diz que devemos nos considerar mortos para o pecado, mas vivos para Deus. O vs. 14 diz que o pecado não terá domínio sobre nós.
Se já morremos para o pecado, isso significa que não precisamos viver nele. Nós não servimos mais ao pecado. Ele não nos domina mais. Somos, agora, servos da justiça (vs. 18) e vivemos para Deus. Pare de achar que não existe solução para o pecado na tua vida. Jesus já te proporcionou essa solução.
No versículo 1 deste capítulo, Jesus diz que Ele é o lírio dos vales e, em seguida, diz que ela também é comparada a um lírio. Quando contempla Sua Igreja, Jesus vê a Si mesmo (lírio). Jesus Se vê em você. Ele vive em você e através de você. Você é como Cristo. Mas, a sua forma de agir tem mostrado que você se parece com Cristo ou que você tem se parecido mais como uma pessoa que não conhece o Senhor? O lírio é muito diferente dos espinhos. A Igreja se parece com Cristo, ela é diferente de todo o resto.
Aonde estivermos, podemos manifestar as qualidades de Jesus, pois somos como Ele. O pecado não precisa tirar a tua beleza de lírio. O pecado não pode ferir a justiça de Deus em você. Não deixe que esses espinhos firam a tua santidade em Jesus. Nenhuma tentação será maior do que aquilo que você pode suportar. Isso é promessa de Deus. Então, aguente firme, você já tem a habilidade para resistir ao pecado. Você pode dominá-lo. Você não precisa ceder. Ainda que sejamos rodeados pelo pecado, ele não tem que nos vencer. O pecado não tem poder suficiente para prevalecer sobre você. Então, mostre a tua beleza de filho de Deus e faça questão de mostrar para o pecado com quem você se parece. “Olha pecado como eu sou a cara de Jesus: sou santo e não tenho que ceder a você!” Mostre para o pecado quem manda.(Mostre que você é um milagre de Deus que MESMO entre TANTOS ESPINHOS você Vai continuar a CRESCER Para a Gloria de Deus).
Lírio tem perfume. Exale o bom perfume de Cristo em seu modo de viver. Você tem toda a habilidade que precisa para ser santo e continuar a encher os olhos do Senhor de alegria com a tua beleza. O mundo precisa sentir esse perfume, o mundo precisa enxergar a tua beleza. Deixe que tua beleza e teu perfume atraiam as pessoas a Cristo.
Você é lírio e não espinho. Você é justo e não pecador. Você é diferente, então seja diferenteBISPO Anderson Camargo

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A Sedição de Seba – 2 Samuel 20
Nós vemos em 2 Samuel 20, que mal a tempestade havia cessado, eis que as nuvens começaram a se formar de novo no céu de Davi.
Assim é a nossa vida neste mundo, em que um abismo pode chamar outro abismo.
Tendo sido vencida a rebelião de Absalão, logo uma outra começou a se formar, encabeçada por um benjamita chamado Seba, que provavelmente se aproveitou do impasse causado entre a tribo de Judá e as demais tribos, relativo à questão de a tribo de Judá ter tomado a dianteira deles para buscar o rei em Maanaim, conforme esta escrito no capítulo anterior.
Como o argumento apresentado na ocasião para defender tal iniciativa foi o de que o rei era da mesma parentela dos de Judá, então Seba, valeu-se disto, para instigar as demais tribos de Israel dizendo que eles não tinham nenhuma parte com o filho de Jessé, isto é, parentesco com ele, como os próprios judeus e o rei haviam afirmado que eram da mesma carne e osso.
Certamente, se o argumento que Davi usou para despertar o interesse de Judá em relação a ele era verdadeiro, no entanto, foi imprudente, por ter despertado o ciúme das demais tribos, e não continha toda a verdade, porque todos eles eram irmãos, descendentes de Jacó, cujo nome Deus havia mudado para Israel.
Mas, considerações deixadas à parte, o grande fato é que isto deu ocasião para ser usado pelo diabo como mais uma oportunidade para afligir os israelitas e não somente Davi. Não era uma nação inimiga que os estava atormentando, mas divisões internas entre eles mesmos.
Quanto dano é produzido por causa de ciúmes e contendas entre os próprios cristãos?
Este era o problema básico na jovem Igreja de Corinto, e tem sido o maior problema que a Igreja tem enfrentado em toda a sua longa história.
Davi estava ainda se deslocando do Jordão para Jerusalém, quando os homens de Israel se separaram dele para seguirem a Seba (v. 1), mas os de Judá permaneceram com ele e voltaram para Jerusalém (v. 2).
O rei ordenou a Amasa, seu sobrinho, que era o general de Absalão, que convocasse os homens de Judá e os apresentasse a ele no prazo de três dias (v. 4), mas tendo decorrido o prazo determinado e não tendo Amasa conseguido apresentar-se ao rei com os homens solicitados, este deu ordem a Abisai, irmão de Joabe que saísse em perseguição a Seba, antes que este tivesse tempo de reunir tropas suficientes e vencer a guerra (v. 6).
Assim, foi a guarda real de Davi e os seus valentes que saíram primeiro à batalha, porque o exército regular que se encontrava com Amasa, viria a encontrar-se com eles próximo de Gibeom, uma das principais cidades de Benjamim (v. 8).
Certamente, para impedir que Amasa fosse constituído general em seu lugar por ser bem sucedido naquela guerra contra Seba, Joabe o assassinou covardemente, o que deixou perplexos os homens que estavam sob o comando de Amasa, mas, para evitar que desistissem de seguir a Joabe, um dos seus homens conclamou dizendo que aqueles que eram por Joabe e por Davi, deveriam seguir a Joabe (v.11), e tirando o corpo de Amasa do caminho e colocando um manto sobre ele, conseguiu com que partissem em perseguição a Seba (v. 12, 13).Exatamente nesse ponto tiro uma lição muito forte embora tenha sido uma atitude cruel de Joabe de ter matado covardemente a Amasa,Um jovem coloca um manto sobre o corpo e o coloca em um campo porque?,Simples de entender por exemplo quando acontece um acidente em uma Rodovia com muitas mortes geralmente o que acontece com o transito ? Não para tudo? assim aconteceu com o exército de Davi eles estavam parando para VER o corpo isso Representa muitas coisas que Querem nos PARAR coisas do passado,Coisas antigas velhas e caducas Não deixe nada te PARAR !!! Deus Tem Um Manto PARA Cobrir o Corpo e levar ao Campo Para que possamos Prosseguir !!! Não deixe nada Te Parar e Tirar Sua Atenção, Amém!!!
Passada a paixão do ciúme despertado por Seba, e tendo os israelitas percebido a insensatez de seguirem a Seba, repetindo o mesmo erro de terem seguido a Absalão, estes o abandonaram e ele era apenas seguido pelos beritas, e não tendo como enfrentar o exército de Davi, foi se refugiar numa cidade do extremo norte da Palestina, que possuía muralhas, chamada Abel-Bete-Maaca (v. 14, 15).
Quando os homens de Joabe se dispunham a derrubar a muralha para destruírem a cidade, uma mulher sábia impediu tal destruição porque veio ter com Joabe e defendeu o caráter pacificador daquela cidade, que desde a antiguidade era chamada a dar cabo das questões pendentes mesmo de pessoas de outras cidades (v. 18), e como Joabe poderia pensar em destruir uma cidade como aquela que era uma mãe em Israel? (v. 19).
Joabe percebeu que a cidade não havia acolhido a Seba e nem a sua causa, e por isso explicou o caso à mulher, e esta se comprometeu a lançar a cabeça dele sobre o muro (v. 21), o que foi feito, e pôs fim à sua sedição.
Cabe destacar que Joabe estava lutando pela causa de Davi, mas também pela sua própria causa, pois assassinou Amasa para intimidar o rei que o havia deposto da posição de general, e à qual ele retornou por sua própria iniciativa, aproveitando-se da ocasião, sem qualquer autorização expressa do rei.
Tendo assassinado a Amasa, por simples motivo interesseiro, ele ficava sujeito ao juízo de Deus de que aqueles que derramarem o sangue do homem deverão também ter o seu derramado.
Por isso, e também pelo sangue de Abner que havia derramado sem motivo, Joabe foi morto por Benaia a mando de Salomão, quando este iniciou a reinar em Israel (I Reis 2.30-34).
Foi por causa destes crimes que Joabe cometera, que Davi não o recomendou a Salomão, apesar dele próprio ter confirmado a Joabe no cargo de general, como vemos no versículo 23, mas não lhe deu a honra de ter o seu nome incluído entre os seus trinta guerreiros mais destacados, apesar dele ser o general do exército de Israel.
No verso 24 é dito que Adorão era o comandante dos que estavam sujeitos a trabalhos forçados, e ele permaneceu neste cargo até depois do reinado de quarenta anos de Salomão, alcançando ainda o de Roboão (I Rs 12.18).
Com a citação dos oficiais de Davi no final deste capítulo, nós temos praticamente a conclusão da narrativa, por ordem, da história relativa ao seu reinado, porque a data dos eventos narrados nos capítulos a seguir é incerta, e não se pode saber com precisão a que período do seu reinado estes eventos pertencem.
“1 Ora, sucedeu achar-se ali um homem de Belial, cujo nome era Sebá, filho de Bicri, homem de Benjamim, o qual tocou a buzina, e disse: Não temos parte em Davi, nem herança no filho de Jessé; cada um à sua tenda, ó Israel!
2 Então todos os homens de Israel se separaram de Davi, e seguiram a Sebá, filho de Bicri; porém os homens de Judá seguiram ao seu rei desde o Jordão até Jerusalém.
3 Quando Davi chegou à sua casa em Jerusalém, tomou as dez concubinas que deixara para guardarem a casa, e as pôs numa casa, sob guarda, e as sustentava; porém não entrou a elas. Assim estiveram encerradas até o dia da sua morte, vivendo como viúvas.
4 Disse então o rei a Amasa: Convoca-me dentro de três dias os homens de Judá, e apresenta-te aqui.
5 Foi, pois, Amasa para convocar a Judá, porém demorou-se além do tempo que o rei lhe designara.
6 Então disse Davi a Abisai: Mais mal agora nos fará Sebá, filho de Bicri, do que Absalão; toma, pois, tu os servos de teu senhor, e persegue-o, para que ele porventura não ache para si cidades fortificadas, e nos escape à nossa vista.
7 Então saíram atrás dele os homens de Joabe, e os quereteus, e os peleteus, e todos os valentes; saíram de Jerusalém para perseguirem a Sebá, filho de Bicri.
8 Quando chegaram à pedra grande que está junto a Gibeão, Amasa lhes veio ao encontro. Estava Joabe cingido do seu traje de guerra que vestira, e sobre ele um cinto com a espada presa aos seus lombos, na sua bainha; e, adiantando-se ele, a espada caiu da bainha.
9 E disse Joabe a Amasa: Vais bem, meu irmão? E Joabe, com a mão direita, pegou da barba de Amasa, para o beijar.
10 Amasa, porém, não reparou na espada que estava na mão de Joabe; de sorte que este o feriu com ela no ventre, derramando-lhe por terra as entranhas, sem feri-lo segunda vez; e ele morreu. Então Joabe e Abisai, seu irmão, perseguiram a Sebá, filho de Bicri.
11 Mas um homem dentre os servos de Joabe ficou junto a Amasa, e dizia: Quem favorece a Joabe, e quem é por Davi, siga a Joabe.
12 E Amasa se revolvia no seu sangue no meio do caminho. E aquele homem, vendo que todo o povo parava, removeu Amasa do caminho para o campo, e lançou sobre ele um manto, porque viu que todo aquele que chegava ao pé dele parava.
13 Mas removido Amasa do caminho, todos os homens seguiram a Joabe, para perseguirem a Sebá, filho de Bicri.
14 Então Sebá passou por todas as tribos de Israel até Abel e Bete-Maacá; e todos os beritas, ajuntando-se, também o seguiram.
15 Vieram, pois, e cercaram a Sebá em Abel de Bete-Maacá; e levantaram contra a cidade um montão, que se elevou defronte do muro; e todo o povo que estava com Joabe batia o muro para derrubá-lo.
16 Então uma mulher sábia gritou de dentro da cidade: Ouvi! ouvi! Dizei a Joabe: Chega-te cá, para que eu te fale.
17 Ele, pois, se chegou perto dela; e a mulher perguntou: Tu és Joabe? Respondeu ele: Sou. Ela lhe disse: Ouve as palavras de tua serva. Disse ele: Estou ouvindo.
18 Então falou ela, dizendo: Antigamente costumava-se dizer: Que se peça conselho em Abel; e era assim que se punha termo às questões.
19 Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade que é mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do Senhor?
20 Então respondeu Joabe, e disse: Longe, longe de mim que eu tal faça, que eu devore ou arruíne!
21 A coisa não é assim; porém um só homem da região montanhosa de Efraim, cujo nome é Sebá, filho de Bicri, levantou a mão contra o rei, contra Davi; entregai-me só este, e retirar-me-ei da cidade. E disse a mulher a Joabe: Eis que te será lançada a sua cabeça pelo muro.
22 A mulher, na sua sabedoria, foi ter com todo o povo; e cortaram a cabeça de Sebá, filho de Bicri, e a lançaram a Joabe. Este, pois, tocou a buzina, e eles se retiraram da cidade, cada um para sua tenda. E Joabe voltou a Jerusalém, ao rei.
BISPO Anderson Camargo

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O PÃO TORRADO.
(JZ 7:13) - Chegando, pois, Gideão, eis que estava contando um homem ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eis que tive um sonho, eis que um pão de cevada TORRADO rodava pelo arraial dos midianitas, e chegava até à tenda, e a feriu, e caiu, e a transtornou de cima para baixo; e ficou caída.
Eu gostaria de meditar convosco nesta palavra sobre a forma que Deus tem de manifestar o seu poder, (1CO 1:27) - Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; os métodos de Deus são estranhos aos olhos humanos, talvez confuso num primeiro momento e pouco provável de ser compreendido por um homem natural. Vamos tomar como exemplo Gideão, o abiezrita, filho de Joas da tribo de Manasses. Israel estava debilitado por causa dos inúmeros ataques dos seus inimigos, que prevaleciam em virtude do afastamento do povo de Deus da sua presença, Gideão recebe o chamado do Senhor, para liderar Israel numa batalha extremamente desigual, Gideão vê seu exercito reduzido de trinta e dois mil para trezentos, em circunstancia normais aquela batalha já seria difícil, agora parece ser humanamente impossível alcançar a vitória, mas descendo Gideão próximo do arraial dos midianitas ouve o relato de um sonho que parece de pouco significado ao entendimento humano, mas para Gideão representou a certeza da vitoria, (1CO 2:15) - Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido, tudo porque Gideão compreende que aquele pão de cevada torrado da qual falava o soldado midianitas era ele com seus trezentos.
Uma evidencia clara de que o homem de Deus depois de ser torrado na fornalha do fogo de Senhor passa a ser um campeão nas batalhas, o desprezível aos olhos humanos torna-se nas mãos do Deus de batalhas a arma inquestionável de destruição do mal, pois a partir deste ínterim sua confiança passa ser somente no Senhor dos Exércitos, e quando o homem chega ao ponto de que sua única confiança é o Senhor então a leitura da batalha é esta: a vitoria é certa. O senhor diz a Gideão que: (JZ. 7.10-11)“Se ainda temes atacar,desce com teu moço Pura ao arraial; e ouviras o que dizem; depois fortalecidas as tuas mãos, desceras contra o arraial...” o Senhor pede a Josué que desça com seu moço Pura,( que significa aquele que é puro, santo), o que nos leva crer que homem de Deus tem de ter como companheiro nas suas campanhas contra o mal homens que buscam andar em santidade, privando-se da tão propalada liberdade, que tem como propósito retirar s a possibilidade da vitória. Mas olhando para Gideão num primeiro plano nos parece pouco provável que Gideão já tenha sido colocado a prova antes, a ponto de ser tratado como o pão de cevada torrado.Então lembremos que a primeira ordem do Senhor a ele é para que destrua o altar de Baal, a imagem de Assera e construa um altar a Deus, e depois sacrifique ao Senhor dos Exércitos, sinal claro da conversão de um homem a Deus, pois só quem acredita na voz do Senhor pode sacrificar, traduzindo isto poderemos ouvir as palavras de Jesus (MC 8:34) - E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Depois do sacrifício de Gideão o Espírito do Senhor envolveu a ele de forma que agora a sua visão pela obra maravilhosa do Senhor é incontestável, a quarta dimensão é plenamente alcançada, numa visão tridimensional , (EF 3:18) - Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, Paulo expressa estas palavras que nos da a dimensão de qual é o estado do homem que confia no propósito do Senhor na sua vida e na sua escolha soberana . Lembramos com bastante eloquencia a conversão de Paulo no caminho para Damasco em mais uma das suas missões de perseguição ao povo de Deus, ali acontece um das maiores demonstração de mudança de caráter humano descrito no texto sagrado, o primeiro acontecimento na vida de Paulo naquele extraordinário encontro com o Senhor foi ver subitamente uma luz forte que lhe ofuscou a visão e que por conseguinte deixou lhe cego, cego para as coisas que ele tinha como reais e verdadeira, porem voltando a enxergar depois, pela imposição das mãos do homem de Deus, Paulo tem as escamas do seus olhos retiradas, pelo poder do Senhor, e quando isto acontece Paulo pode compreender a dimensão da escolha do Senhor em sua vida. Percebemos que tanto na vida de Paulo quanto na de Gideão a escolha se dá antes mesmo que qualquer um dos dois se coloque a disposição do Senhor, pois Ananias quanto a Paulo questiona a voz do Espírito Santo que lhe manda encontrá-lo para uma missão sublime (AT 9:13) - E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; (AT 9:15) - Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. Vemos que Gideão também faz o mesmo, contesta a escolha do Senhor para o seu chamado a liderança (JZ 6:13) - Mas Gideão lhe respondeu: Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o SENHOR subir do Egito? Porém agora o SENHOR nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas. Mas em ambos acontecimentos a escolha do Senhor é soberana e prevalece sobre toda e qualquer circunstancia que possa se apresentar, o mesmo valendo para nós escolhidos do Senhor, pois precisamos compreender que foi o Senhor que nos escolheu e isto é incondicional, não esta condicionado a nada nem a ninguém a nossa escolha, Deus não depende do que vai ser do escolhido no seu futuro de como vai se comportar depois do chamado para que tome decisões a respeito, o que importa é que a sua escolha é soberana e legitima(JO 15:16) - Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. Num momento alguém pode perguntar, mas porque há tantos escolhidos parado, caído, fraco sem obter vitória? A explicação pode se dar através deste entendimento, de que a escolha é soberana, porém quanto o ser um instrumento usado nas mãos do Senhor é necessário o sacrifício da renuncia, a destruição dos deuses falsos, da morte do velho homem com suas visões distorcidas da verdade, da queda das escamas que cobrem a visão real e verdadeira, o que se dá imediatamente no momento do nascimento do homem novo e da nova vida. Gideão, o guerreiro poderoso, continua sua nada comum e impressionante jornada para livrar o povo de Israel das mãos dos midianitas, depois daquele relato e interpretação do sonho do soldado do exercito de mídia, Gideão volta para os seus soldados reparte os trezentos em três companhias de cem soldados e a cada um dá a mais inusitada arma de guerra que um exercito pode receber: trombetas e cântaros vazios com tochas neles. Porém cada um dos inusitados instrumentos de guerra o Senhor tinha o sua mais perfeita tática de guerra, sobre as trombetas o Senhor tinha ordenado a Moisés: (Num 10:2) - Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação, e para a partida dos arraiais. (Num 10:9) - E, quando na vossa terra sairdes a pelejar contra o inimigo, que vos oprime, também tocareis as trombetas retinindo, e perante o SENHOR vosso Deus haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos. Os cântaros representavam os soldados escolhidos para aquela batalha, como escrito esta, (LV 6:28) - E o vaso de barro em que for cozida será quebrado; porém, se for cozida num vaso de cobre, esfregar-se-á e lavar-se-á na água. Os soldados de Gideão tinham sido cozido e por isso não tinham nenhum problema em ser quebrado.(JZ 7:16) - Então dividiu os trezentos homens em três companhias; e deu-lhes a cada um, nas suas mãos, buzinas, e cântaros vazios, com tochas neles acesas. As tochas acesas certamente representam a glória do Senhor sendo revelada a todos e a vitória sendo conquistada.Que o Senhor abençoe o caro leitor a compreender que é necessário entrega total e irrestrita à aquele que nos escolheu para sua magnífica e soberana obra, (I Pe 2:9 e 10) Vós, porem, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes,, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdiaBISPO Anderson Camargo

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O Campo de Anatote
Anatote é uma região de Israel, atualmente chamada de Anata. Um pequeno lugar ao norte de Jerusalém repleto de campos de trigo, oliveiras e figueiras, também de cisternas encravadas nas pedreiras. Nesse território, nasceu o profeta Jeremias que exerceu ministério entre entre 626 a 586 a.C, quando a nação estava um caos, o culto a Baal havia sido estabelecido e até a abominável pratica do sacrifício humano (II Reis 21: 1-9). Deus então, em misericórdia e longanimidade, envia Jeremias para proclamar arrependimento de pecados e mudança de vida. Mas isso foi um trabalho difícil, os corações estavam tão endurecidos quanto as muitas pedreiras existentes em Anatote. Prenderam a Jeremias, pediram silêncio de sua parte, pois queriam continuar fazendo o que era mau.
Jeremias foi odiado por reis e compatriotas por advertir sobre as consequências do pecado, do abandonar a Deus, em sua época foi chamado de traidor , contudo o que ele estava a falar era sobre amor e misericórdia. O cativeiro Babilônico foi uma realidade para Israel, propósito do Senhor para que as pessoas pudessem perceber o valor da liberdade e do bem. Sofrer para refletir, clamar, buscar uma direção diferente da que estavam seguindo. E olhando para esse contexto, aprendo que o sofrimento deve nos aproximar de Deus e a alegria também. Abandonar a Deus é um estado miserável em que não se compreende propósitos porque a vontade humana é a voz que ecoa repetidamente. Israel precisava encontrar propósitos de vida em Deus. E quantas vezes isso não acontece conosco, somente um estado de caos e sofrimento nos torna sensíveis a Deus; doença, perdas, decepções, todas essas coisas deveriam ser paradas obrigatórias para reflexão e mudanças. Contudo, não deveria ser preciso chegarmos a tais situações para perceber que dependemos de Deus para ter uma vida de tranquilidade espiritual.
E Jeremias, o profeta de Anatote, se encontrava em apuros, encarcerado pelos encarcerados de espírito, quando a voz do Senhor chega para consolá-lo na prisão.
“ Compra para ti a minha herdade que está em Anatote, pois tens o direito de resgate para comprá-la. ” Jeremias 32:7
O proposito de Anatote
Amados leitores, vejam que Palavra maravilhosa! O campo de Anatote era o campo das promessas de Jeremias! Era a restauração, a volta do cativeiro, o tempo de paz e prosperidade. Jeremias estava preso, triste e abatido, mas deveria olhar não para aquela circunstância, mas para Anatote! A voz de Deus chega para restituir a esperança e fortalecer a fé.
Anatote significava:
Promessa: O lugar onde Jeremias recebeu o ministério e a visão da amendoeira com o simbolismo de que Deus vela por Sua Palavra para cumprir, Ele vigia seus filhos e os guarda atentamente.
Esperança: A experiência de ter a mensagem rejeitada, de ver os compatriotas em pecado e vitimados pelo cativeiro estava entristecendo e enfraquecendo Jeremias. Deus intervém para não deixá-lo perecer e mostrar que muitos iriam se arrepender.
“Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar. Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim. Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança: Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade! “ Lamentação de Jeremias 3: 20-23
Presente: A dor do hoje não pode ser maior que a benção que chega com o amanhã.
Futuro: Sempre será resultado do que se plantou ontem. É preciso “plantar no tempo” para semear nele. O tempo é invisível, mas se faz real pelo que se vive, assim cada vida é um campo no tempo, onde a Palavra de Deus funciona como Anatote que não nos deixa perecer ou perder o ânimo.
Comunhão: O arrependimento proporciona restauração de promessas. Israel voltaria, Anatote seria habitada e prospera.
Providência: Deus avisa da compra e envia o vendedor até o cárcere, Ele cuida de todos os detalhes. Sabe aquilo que as vezes pensamos ser coincidência? Poderá ser providência. O moço chegou com a escritura no tempo e no lugar certo e deu tudo certo, com Deus é assim.
" Veio, pois, a mim Hanameel, filho de meu tio, segundo a palavra do Senhor, ao pátio da guarda, e me disse: Compra agora a minha herdade que está em Anatote, na terra de Benjamim; porque teu é o direito de herança, e tens o resgate; compra-a para ti. Então entendi que isto era a palavra do Senhor. Comprei, pois, a herdade de Hanameel, filho de meu tio, a qual está em Anatote ” Jeremias 32: 8-9.
Se há áreas em nossas vidas que podem ser comparadas a cativeiros, olhemos para Anatote. Não percamos de vista as Promessas do Senhor advindas da Sua Palavra. Não deixemos que o pecado, tristeza e desilusão reinem em nosso coração, antes lembremos dessa lição. Jeremias ainda estava preso, quando comprou o campo de Anatote, pagou por ele e Deus providenciou toda negociação de modo a garantir seu retorno. A Palavra de Deus é essa garantia de retorno, de livramento, de restauração.
Enquanto Jeremias sofria por amor a Deus, outros sofriam por abandoná-Lo. Jeremias não perdeu a esperança, antes recobrou o ânimo pelo consolo do Senhor, enquanto isso, muitos de sua nação, morrem pela espada e outros males. O sofrimento alcança os que servem a Deus e também aos que não o servem. Esse é um curso natural da vida. Porém, Jeremias tinha uma herança, um resgate, e podemos dizer que estas coisas são dadas aos filhos de Deus. O Reino de Deus é como Anatote que devolve a esperança em tempo de angustia.
"Clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará." Salmo 50:15
O campo de Anatote nos dá uma animadora lição de esperança e fidelidade Divina. Mas não basta apenas olharmos para Anatote, é preciso comprar o campo, lavrar a escritura. É preciso fazer uma aliança com Deus e guardar a Sua Palavra, ser sensível à Sua vontade. Anatote nos ensina que Deus quer e se alegra em mudar destinos.
Deus o abençoe.

Abatidos MÁS NÃO DESTRUIDOS

2 Coríntios 4:8-11 Abatidos MÁS NÃO DESTRUIDOS  Paulo está falando sobre os Paradoxos da vida, não somente dele, mas sobre todos nós.       ...