terça-feira, 15 de maio de 2012

Existe crítica contrutiva?

Crítica vem do grego ckritike, que quer dizer "apreciação minuciosa". Significa processo de purificação. Dizem os entendidos que a palavra origina-se na prática de purificar o ouro: trata-se de derreter (destruir) o minério bruto e natural, a fim de retirar suas impurezas, para aproveitar somente à parte purificada, para que o minério adquira valor.
Por isso, aprendemos desde cedo a rejeitar a palavra crítica, entendendo-a de como uma expressão negativa.
Existem dois tipos de críticas: aquelas que todos estamos acostumados a associar a algo negativo, chamadas de "críticas destrutivas"; e as que têm como objetivo, encorajar a pessoa a melhorar, reforçar e desenvolver aptidões, a esta critica chamamos de crítica construtiva ou "feedback".
Uma das funções mais exercitadas na vida de qualquer ser humano é a crítica. Cultivamos o hábito de apontar erros, enxergar falhas, descobrir defeitos. Observando o gesto correspondente à crítica (um dedo apontado para frente e três em nossa direção), é importante notar que ele nos orienta para a autocrítica.
A crítica nunca é bem recebida, nunca é bem aceita porque o nosso ângulo de tolerância é muito reduzido, é muito escasso, o que nos faz discordar na maioria das vezes da opinião do outro, a nossa opinião sempre é a mais certa, é a mais lógica, é a mais inteligente. Quanta pretensão!
Devemos aprender a tirar a carapuça de eterna vítima injustiçada e alem de aceitar, compreender a crítica, que pode ser extremamente construtiva tanto para o lado pessoal quanto profissional.
Em minha opinião o grande problema não é a critica propriamente dita, mas "quem" a está fazendo e a tônica que está sendo utilizada.
Existem momentos certos para se fazer uma critica, e no calor do expediente ou da situação com certeza não é um deles. Já não é fácil fazer críticas construtivas, imagine quando estamos intoxicados emocionalmente pela pressão diária por resultados e perfeição. Neste ambiente toda a forma de critica se torna destrutiva, e acaba se transformando numa forma de bronca.
A crítica construtiva se caracteriza por apresentar o lado positivo, deve funcionar como uma alavanca para o desenvolvimento da outra pessoa e não simplesmente falar mal do trabalho ou da atitude do outro. A critica deve ser uma ferramenta de desenvolvimento e não de punição. A pessoa deve perceber que a critica tem fundamento e lhe ajudará em seu desenvolvimento pessoal ou profissional e não está sendo utilizada como ferramenta de manipulação e poder.
A crítica construtiva deve sempre deixar uma sensação de euforia e vontade de se reinventar, acertar aquelas arestas que ainda denunciam algumas imperfeições. Faz com que agradeçamos aquela pessoa que nos abriu os olhos contribuindo para o nosso sucesso, de forma desprendida e desinteressada.
Já a crítica destrutiva, é amarga, descortina medos e anseios pessoais, pode deixar seqüelas psicológicas nós faz sentir envergonhados por tentarmos fazer qualquer coisa de útil. A crítica destrutiva congela futuras pretensões de fazer a diferença. Nos torna medíocres e temerosos.
Uma critica nunca deve humilhar ou abalar a auto-estima de alguém, pois ninguém que se julga um incompetente traz retorno.
A pior de todas as críticas é sem dúvida a crítica destrutiva, disfarçada de crítica construtiva.
Um espetacular exemplo sobre a questão da critica foi dado por um pastor que falou sobre o assunto aos seus fieis.
O pastor compareceu ante o auditório superlotado, carregando uma caixa. Após cumprimentar os presentes, retirou tudo de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca. Em silêncio, acendeu uma poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de jóias e várias dúzias de flores. Logo após, apanhou da caixa diversas figuras de inexprimível beleza, representando motivos edificantes, e enfileirou-os com graça. Em seguida, situou na mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.
Depois, assombrando a todos, colocou no centro da mesa um pequeno sapo. Só então iniciou sua apresentação, perguntando:
- O Que vocês vêm aqui, meus irmãos? E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:
Um bicho! Um sapo horrível! Um animal nojento! Um pequeno monstro!
Esgotados os comentários, o pregador concluiu:
- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Não enxergastes o forro de seda lirial, nem as flores, nem as jóias, nem as preciosidades, nem o Novo Testamento, nem a luz faiscante que acendi. . Vistes apenas o diminuto anfíbio...
E concluiu sorridente: Nada mais tenho a dizer...
No exemplo acima percebemos que na maioria das vezes não enxergamos o quadro geral apenas nos atemos aos detalhes que nos "saltam" aos olhos. Transformando processo da critica em um ponto de vista pessoal baseada em nossas próprias crenças, valores e preconceitos.
Não minha opinião não existe "crítica positiva", é uma visão míope e imprópria: crítica positiva não é critica é elogio maquiado, o valor da crítica está em sua face negativa, não há como criticar sem desconstruir. A crítica está ligada ao nobre processo de purificação. Ou seja, a destruição.
Eu não conheço ninguém que goste de ser criticado, mas também não conheço ninguém que não goste de criticar. A critica tende a demonstrar o erro e as pessoas não gostam de admitir que estejam erradas.
Como disse Schrevelius "Criticar, todos sabem".
A questão se concentra em "como" e "quem" está fazendo esta critica.
O "como" é caracterizado pelo ambiente, momento, tom de voz, fatos apresentados e etc. Já o "quem" se resume simplesmente a confiança, se você respeita e acredita naquela pessoa está lhe dizendo isso ou aquilo.
Essa equação raramente "fecha", pois as pessoas geralmente não esperam para despejarem suas criticas sobre alguém, fazem isso nos momentos mais impróprios, de modo autoritário e muitas vezes sem dados suficientes que sustentem o que estão falando, tornando a critica numa acusação. O fato de que mais de 90% das criticas que você recebe derivam da sua família, professores, Igrejas e chefes e que a hierarquia não vem necessariamente acompanhada de confiança, ou seja, estas pessoas possuem o poder, mas nem por isso gozam de sua confiança cria uma situação extremamente conflitante em relação aos benefícios das criticas.
As pessoas entendem como "Crítica Construtiva" aquela atitude de "aconselhar", mostrar as "falhas" do outro, para que ele melhore. É a prática de apontar o certo e o errado na vida de outras pessoas.
Mas, eu lhe pergunto: como alguém pode definir o que é certo ou errado, para outra pessoa? È muita prepotência de cada um de nós acreditar que somente nós estamos certos e que errado é sempre o outro, e por isso ele deve mudar.
Comportamos-nos como juizes de outra pessoa a ponto de querer que a nossa verdade seja a verdade do outro. Vivemos em uma época cheia de futilidades onde as pessoas defendem apenas seus próprios interesses, quem diz que você não esteja fazendo isso!
As pessoas são livres e têm o direito de não se comportar como querem os outros! De não querer se comportar de acordo com os "padrões pré-estabelecidos". Ninguém deve lhe impor outros padrões em nome de alguma pretensa verdade.
A crítica é um processo destrutivo que gera novas possibilidades de reconstrução. Essas possibilidades podem pender para a Edificação ou para a completa Aniquilação-Destruição. A Crítica é apenas o primeiro passo de um processo destrutivo. O passo seguinte já não é mais parte da crítica. Como no efeito dominó, é só uma conseqüência de algo iniciado pela crítica.
Por isso é essencial ter e manter opiniões próprias, para assim fugir do pensamento universal, onde todos são iguais. Esta uniformização é um dos caminhos mais curtos para eliminar o pensamento.
Toda a critica antes de construtiva é "desconstrutiva" por natureza, obrigando que você reveja seus princípios e atitudes. Antes de construir você tem que destruir para somente depois reconstruir.
Então muito cuidado quando fizer e receber críticas.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O ENCONTRO COM DEUS

O ENCONTRO COM DEUS

Gênesis 32.22-32


Introdução

Nesta mensagem, quero compartilhar com você esse texto da Bíblia, que fala do encontro de Jacó com Deus.

Há encontros que são tremendos! Eu sempre me emociono quando um programa de TV localiza um filho ou uma filha, ausente de casa 20 anos... 20 anos sem ver pai, sem ter notícias da mãe... 20 anos sem conhecer os irmãos, então, depois de todo esse tempo, é promovido o encontro dos dois: do filho com seus pais ou, da mãe com sua filha... Ah! como são emocionantes esses encontros! Geralmente, até o índice da audiência desses programas, sobe em momentos assim...
Mas, talvez você não faça idéia, o encontro mais tremendo de todos, é o encontro do homem com Deus... é o encontro da criatura com o Criador.

Algumas coisas acontecem quando nós nos encontramos com Deus... eu quero mostrar essas coisas.
A primeira coisa que o texto mostra, é que: Quando você tem um encontro com Deus:

Você É Quebrantado

Deus deslocou Jacó... lemos no v.25: “...tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa”. Deus quebrantou Jacó...

A primeira coisa, portanto, que o texto aponta é essa: o quebrantamento.

Quebrantamento é algo humilhante e doloroso; é quando o nosso obstinado e resistente EU é quebrado, perdendo seus direitos, deixando sua glória e assumindo de diante de Deus o seu verdadeiro lugar.

Essa é a primeira coisa que nos acontece quando nós temos um encontro com Deus. Deus nos quebranta.

E na Bíblia, lemos que quem tem o coração quebrantado, tem a Deus por perto.

No Sal 34.18, lemos isto: “O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido”. E no Sl 51.17, lemos que: “...um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás”.

Quebrantamento fala de a gente vencer o orgulho, a soberba... a independência... mas a gente só vence, nós somente vencemos, quando deixamos Deus nos vencer.

Enquanto permanecemos achando que não dependemos de Deus, que não devemos obediência a Deus, e que podemos viver guiados por nossa própria vontade, não estamos no ponto de Deus nos abençoar.
Mas quando você tem um encontro com Deus, você é desarmado... você não tem glórias para contar... você não tem merecimentos... isso quebranta você...

E quando você é quebrantado, então, Deus surpreende você... Ele fica mais perto e passa a inundar a sua vida com o Seu poder.

Foi compreendendo isso que uma irmã declarou certa vez: “Quanto menores formos, mais espaço Deus terá”.
Uma pessoa quebrantada é como aquele ponto mais baixo no chão... as águas sempre procuram o ponto mais baixo e lá se estocam... pois é assim que se passa conosco: no momento em que Deus achar você humilhado, achar você vazio de si mesmo e, quebrantado, esse será o momento em que a glória de Deus vai vir e o poder de Deus inundará a sua vida! Aleluia!

Isso é quebrantamento.

A segunda coisa que lemos nessa passagem, é que quando você tem um encontro com Deus:
Você Passa a Não Abrir Mão da Bênção

É quando, no v.26, lemos que Jacó disse: “Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes”.
Isto nos mostra que Jacó, tendo um encontro com Deus, não abriu mão da benção de Deus sobre a sua vida.
Ele já estava quebrantado... já havia se visto só e desamparado... sem méritos... então clama intensamente: “Oh! Deus, não te deixarei ir, a não ser que me abençoes”.

Há coisas na nossa vida que podem esperar... às vezes é a compra de um carro, de um terreno, de um curso de vestibular... de uma viagem... um computador, uma reforma em casa...

Sonhamos com cada uma dessas coisas, mas elas podem esperar até que chegue uma hora mais oportuna... podemos, até mesmo, se necessário, abrir mão de cada uma delas!

Mas nós, não podemos abrir mão da benção de Deus sobre nossa vida. A Bênção de Deus é inegociável – devemos querê-la a todo custo!
Sim, há coisas muito importantes, mas que não são mais importantes do que isto: a bênção de Deus sobre a nossa vida... por isso que Jacó disse: “Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes”.
A terceira coisa que acontece quando você tem um encontro com Deus (...a primeira é quebrantamento, a segunda é a benção de Deus), a terceira coisa que notamos aqui, é que:
3- Você Tem o Seu Caráter Mudado Por Deus
Lemos aqui na Bíblia, v.28, que Deus mudou o caráter de Jacó.

Porque lemos isto: “Qual é o seu nome?” ...era Deus perguntando, e quando Deus pergunta pra ele “qual é o seu nome?”, ele diz “é Jacó... O meu nome é Jacó”.
Nesse tempo da Bíblia, a pessoa recebia o nome que caracterizava o seu caráter. O nome do homem aqui era Jacó... um nome que significa “suplantador, enganador”. Jacó significa pisar, levar vantagem... esse era o nome do caráter de Jacó.
Deus pergunta o nosso nome!
E sabe, para Deus, mais importante do que o nome da nossa identidade, mais importante que o nome do nosso RG ou da nossa Certidão de Nascimento, é o nome do nosso caráter.

Então, quando Deus perguntou pro homem: “Qual é o seu nome?” e ele disse: “É Jacó”, isto é como se ele estivesse dizendo pra Deus: “eu sou enganador... eu sou aquele que mete os pés, que se impõe, que tira vantagem...”.

Mas Deus disse pra ele [aleluia!]: “De hoje em diante, não te chamarás mais Jacó, mas Israel, filho de Deus, príncipe de Deus!” ...é Deus mudando o nosso caráter.

Eu creio que Deus está confrontando você e perguntando: “Qual é o seu nome?”.

E Deus não quer que você diga qual é o nome da sua identidade, mas o nome do seu caráter.
O que você responderia a Deus?

Meu nome é mentiroso? ...porque tenho mentiras: minto para meu marido/esposa... minto para meus pais... minto para a igreja... e minto nos negócios...

Qual é o nome do seu caráter? ...Deus pergunta, e o que você diria?

Meu nome é estúpido? ...porque sou grosso como pai, ou uma mãe ignorante...
Meu nome é desonesto? ...porque vendo gato por lebre, sonego, roubo do patrão...
Ou você diria: Meu nome é adúltero? ...porque tem "casos" extraconjugais que ninguém sabe...
Agora, Deus só muda o nome do nosso caráter, se a gente tiver a coragem de admitir pra Ele qual é esse nome.

Há uma história, muito conhecida, de um general chamado Alexandre - Alexandre, o Grande. Conta-se que quando o general Alexandre estava passando a sua tropa em revista (exigente como era, muito rigoroso), ele observou que havia um soldado que não estava em posição de sentido, que não estava bem trajado... e o general, Alexandre – O Grande, perguntou pra ele: “Soldado, qual é o seu nome?” O general Alexandre, olhando aquele jovem, ouviu dele a resposta... o jovem, gaguejando respondeu: “A-A-Alexandre, senhor”. Alexandre, o Grande, tornou a perguntar: “Soldado, qual é o seu nome?” E ele disse: “A-a-a-lexandre, senhor”. Então, o general falou: “Soldado: ou você muda de nome, ou muda de posição”.

Muitas vezes, Deus pergunta qual é o nosso nome, e nós respondemos: “Cristãos, Senhor... Meu nome é cristão, certinho... o tipo que é de casa pro trabalho e do trabalho pra casa...”
Mas, Deus, talvez, tenha que dizer pra nós: “Ou você muda de nome ou muda de posição”.

  É isto, exatamente, o que Deus mais quer fazer em nós: mudar o nome do nosso caráter – de enganador, Deus quer nos fazer conhecidos com um novo nome: filhos de Deus, príncipes de Deus!
No encontro do homem com Deus, portanto, é assim: Deus quebranta o nosso coração, Deus nos abençoa, Deus muda o nosso caráter...

E, em último lugar, esse texto da Bíblia, no v.31, mostra que Jacó mancava da sua coxa... isso quer dizer que, num encontro com Deus:

4- Você Passa a Andar Diferente

No v.31, lemos: “Ao nascer do sol atravessou Peniel, mancando por causa da coxa”.

Isto significa dizer, que Deus altera a nossa forma de andar... a gente passa a caminhar diferente.
O nosso comportamento é mudado, as nossas atitudes são mudadas, são transformadas, a partir do nosso encontro com Deus.
Jacó, antes de ter seu encontro com Deus, vivia suplantando, enganando... porém, com o encontro com Deus, ele se torna príncipe – o significado disso é que todos podiam notar a marca de Deus na maneira como, agora, Jacó vivia.

Conclusão

Você ouve esta palavra... eu queria que você refletisse e pensasse, se você deseja ardentemente ter um encontro com Deus.

Saiba que a primeira coisa que vai acontecer na sua vida, é que Deus vai quebrantar o seu coração.
  A segunda coisa é que você não vai abrir mão da benção de Deus na sua vida.
A terceira coisa é que Deus vai mudar o seu caráter, mas não se esqueça: Deus só muda o nome do nosso caráter, se a gente tiver a coragem de admitir pra ele “Qual é nosso Nome”.
E Deus, talvez, esteja perguntando pra você “qual é o seu nome?”

Jacó respondeu “suplantador, enganador” ...mas Deus mudou pra Israel, príncipe, filho de Deus!
Talvez, você tenha que dizer o mesmo nome, ou outro nome do seu caráter... mas Deus quer mudar.
Em último lugar, Jacó mancava, Jacó passou a andar diferente.

As pessoas percebem essa mudança, esse quebrantamento, essa benção de Deus na sua vida...
As pessoas irão perceber que Deus mudou seu caráter, porque você está andando diferente... e quando perguntarem pra você, “O que aconteceu?”, você vai dizer: Eu tive um encontro com Deus.