sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Havia um galinheiro na casa de Anás e de Caifás ? Que galo cantou quando Pedro negou a JESUS se não havia Galos Naquela Região ?
Mateus 26. 69-75 e textos paralelos descritos nos outros evangelhos apresentam uma das mais fascinantes histórias da vida de Pedro, dicípulo do amado Mestre. Costumeiramente, tem se aceito com toda naturalidade que o ´´ CANTO DO GALO´´ referido por JESUS quando falou antecipadamente que Pedro o trairia, era realmente o cantar de um galo, uma ave. No entanto, pode perfeitamente ser que o canto do galo não fosse o canto de uma ave; e desdo começo não pretende significar isso.
Acima de tudo, a casa do Sumo Sacerdote estava no centro de Jerusalém. E, certamente, não haveria um galinheiro no centro da cidade. De fato, havia uma regra na lei judaica que era ilegal ter galos e galinhas na cidade santa, porque eles sujavam as coisas santas. Jerusalém era tida como uma cidade santa e as galinhas sujariam a cidade por questões higiênicas. De acordo com o Baba Qama 7.7 era proibido ´´ criar galinhas em jerusalém por causa das coisas santas´´.
Por isso, havia uma ordem rabínica seguida a risca pela população: essa ordem era contra qualquer criação ou manutenção de galos ou galinhas dentro das muralhas da cidade santa.
O que o texto quer dizer com o ´´Canto do Galo´´ ?
O segredo todo está na forma em que os romanos dividiam a noite. Esta era dividida em quatro vigílias de aproximadamente 3 horas cada uma:
A) Prima vigília: do pôr do sol até as 9 horas, também chamada de vigília do entardecer.
b) Secunda vigília: das 9 horas á meia-noite, chamada vigília da meia noite.
C) Tertia: vigília: de zero Hora as 3 horas, também conhecida como vigília do canto do galo.
D) Quarta vigília das três horas até a aurora, chamada de vigília do amanhecer.
Essas quatros vigílias determinavam o período das três horas do serviço da guarda romana. Os judeus inicialmente dividiam a noite em três vigílias: a Primeira, ´´ Princípios da vigílias´´ ( lamentações 2.19), ia desde o sol posto até as 10 horas da noite;
a segunda vigília média ou da meia-noite (juizes 7.19) principiava as 10 horas da noite e prolongava-se até as duas horas da madrugada;
e a terceira a ´´vigília da manhã (1 samuel 11.11 ) desdes as duas da manhã até ao renascer do sol. No entanto, em tempos posteriores, na época do império romano a noite passou a ser dividida, segundo o costume dos romanos, em quatro vigílias (desde as 6 horas da tarde as 6 horas da manhã), de três horas cada um ( Mateus 14.25 e Lucas 12.38)
Em Marcos (13.35), e as quatros vigílias são designadas pelo nome especial de cada uma
O que isso tudo tem a ver com a história de Pedro ? é que o ´´canto do galo´´era expressão usada naquela época no império Romano para se referir ao toque da trombeta tocada pelo soldado romano avisando a todos o final da terceira vigília da noite, ou seja, três horas da manhã. No primeiro século, assim em Jerusalém como em todas as cidades importantes dominadas pelo império romano, esse toque da trombeta era conhecido como o ´´ Canto do galo´´.
Portanto, se isso realmente foi dessa forma, Jesus estava identificando a hora exata da ultima negação de Pedro: Segundos antes das três horas da manhã era chamado em latim de ´´ gallicinium´´ e de ´´alektorophonia´´. e em grego e ambos significavam em portugues ´´ o canto do galo´´. Essa expressão romana adveio do fato de que os galos normalmente cantam de madrugada, em bora não haja horario previsto para as aves o fazerem.
Pra encerrar e finalizar. Jesus estava querendo dizer que Que no final da terceira vigília da noite que seja três horas da manhã Pedro o Negaria. o Canto do galo então é o Barulho da terceira trombeta Que no final da terceira vigília da noite que seja três horas da manhã.
Veja o Pedro antes e depois....
Um bom observador, quando lê os Evangelhos, percebe logo que Pedro é um sujeito de temperamento extrovertido. Com efeito, entre os doze discípulos de Jesus, ele é o que mais aparece, o que mais se manifesta e o que mais fala. Por causa de suas atitudes precipitadas e “bolas-fora”, podemos até dizer carinhosamente que ele é “uma figura”.
O Evangelho não revela, mas, como todo extrovertido, ele deveria ser risonho, simpático, brincalhão, comunicativo, espirituoso, barulhento, tomava sempre a iniciativa e deveria fazer amigos com facilidade. Por outro lado, ele tinha também as fraquezas de seu temperamento. E isso os escritos revelam. Veja alguns exemplos:
Pedro era um falador. Falava o que lhe vinha na boca sem pensar:
“E Pedro começou a repreender Jesus, dizendo: Senhor, de modo nenhum te acontecerá essas coisas que disseste. Jesus, porém, voltando-se, disse a Pedro: Afasta-te de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens.” (MT 16:22-23)
Tinha pouco controle sobre suas emoções:
“Simão Pedro feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Mas Jesus repreendeu-o: Põe tua espada na bainha! Não beberei eu o cálice que o Pai me deu?” (JO 18:10-11)
Tornava-se covarde quando a coisa “apertava pro lado dele”:
“Uma criada, disse a Pedro: - Tu também estavas com Jesus! Mas ele negou: - Não sei o que dizes. Em seguida, outra criada disse: - Este também estava com Jesus. E ele negou outra vez com juramento: - Não conheço tal homem. Daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: - Verdadeiramente também tu és deles! Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: - Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou. Pedro saiu dali e chorou amargamente.”Dai para Frente Pedro Mudou Completamente e Foi Um Homem Muito Usado Por Deus Veja... (MT 26:69-75)....
Estas são apenas algumas passagens mais famosas da vida de Pedro. Existem muitas outras que você pode conferir nos textos selecionados abaixo. Porém, quando lemos os Atos dos Apóstolos, que na seqüência da Bíblia é o primeiro livro depois dos Evangelhos, encontramos um “outro” Pedro. Fica até difícil acreditar que o Pedro dos Evangelhos é o mesmo dos Atos, dada a diferença entre eles.
Se nos Evangelhos, Pedro negou Jesus diante de uma criada (que não tinha valor nenhum naquela época), nos Atos, Pedro enfrenta multidões e as maiores autoridades de Israel.
Veja alguns exemplos:
“Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse à multidão: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, escutai as minhas palavras.” (AT 2, 14)
“E disse Pedro: Não tenho ouro nem prata; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda.” (AT 3, 6)
No Sinédrio, diante dos doutores da Lei, “Pedro disse: Principais do povo, e vós, governantes de Israel. Sabei que é em nome de Jesus Cristo, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, que este homem está curado diante de vós.” (AT 4, 8-10)
Frente a essa transformação, uma pergunta se faz inevitável: “o que aconteceu na vida de Pedro entre os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos?” A resposta é simples: “o que aconteceu foi Pentecostes!” Foi o Espírito Santo que transformou aquele pescador rude, medroso, sem autodomínio, num homem corajoso, ousado, sábio.
A obra que o Espírito de Deus realizou na vida de Pedro foi maravilhosa, pois ele agiu justamente nas deficiências do temperamento extrovertido que Pedro tinha. Se antes Pedro era medroso, ele se tornou corajoso. Se antes não tinha autodomínio, depois ele conquistou um alto grau dessa virtude, a ponto de se oferecer para ser crucificado de cabeça para baixo, sem resistir.
Se antes ele falava sem pensar, veja as falas de Pedro depois de Pentecostes, veja as cartas que ele escreveu para as comunidades nascentes: é sabedoria divina, profunda, que já dura dois mil anos e ainda é atual. Não tem nada de palavras impensadas.
Aí a gente pode questionar: ah...! Mas era “ Pedro”, ele conviveu com Jesus... Tudo bem. Mas será que Jesus escolheu Pedro por causa de suas virtudes? Se nós observamos bem os evangelhos, veremos que não. Jesus o escolheu “apesar” de suas fraquezas. Ou, melhor, escolheu-o “por causa” de suas fraquezas, para mostrar que para nós também é possível, pois Pedro era um homem como qualquer outro.
Quem de nós, em sã consciência, pode negar que é medroso, que fala o que não deve, que fere os outros (com espada ou com a língua) como Pedro? Quem de nós pode dizer que não tem fraquezas e que não cai muitas vezes, como caiu Pedro? Por isso Pedro é um alento: ele também caiu e caiu feio. Ele errou, aprontou, mas o Espírito de Deus o transformou....O Galo Cantou!!!....
E por outro lado, ele é um estímulo: se aconteceu com ele, que era tão “como eu sou”, por que não pode acontecer comigo? Será que eu sou mais fraco do que era Pedro antes de receber a efusão do Espírito Santo? Talvez não.
O mundo precisa de mais Pedros: homens que reconhecem suas fraquezas, mas não as usam como desculpa. Homens que se deixam transformar pelo Espírito Santo e acreditam na força dessa transformação.
Que tal fazer a experiência? Se aconteceu com Pedro, pode acontecer comigo e com você. Talvez o Senhor não queira que nós realizemos obras grandiosas, como realizou Pedro. Mas com certeza Deus quer a transformação do nosso comportamento. E isso é possível. Não é uma utopia. Pedro é a maior prova. Para tanto, basta querer de todo coração, pedir a efusão do Espírito Santo e começar a agir confiando no poder desse mesmo Espírito.
Contando com a graça de Deus e esforço próprio você poderá ter o mesmo êxito de Pedro. Se ele conseguiu levantar e dar a volta por cima, certamente você também conseguirá!....Não espere o Galo Cantar....
Que O Senhor nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, amém!

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