sexta-feira, 2 de junho de 2017

Duas bençãos Uma que eu quero e outra que eu preciso qual é a melhor?
Quero compartilhar algo sobre 3 personagens. Temos Jacó, um jovem pastor, dado a se meter em grandes confusões. Fugindo da ira de seu irmão mais velho, Esaú, encontra abrigo entre sua parentela, habitantes do Oriente.
Temos Raquel, uma jovem pastora de ovelhas. Era a filha caçula. Moça formosa de porte e semblante. Nos nossos dias e contexto, seria do tipo ‘que benção de varoa, rapaz!’

E temos Lia, a irmã mais velha de Raquel. Penso que era mais afeita às atividades domésticas. Possuía certo problema em seus olhos, que traziam dificuldade para si, e contribuíam para torná-la menos atraente que sua irmã. Imagino que isso também prejudicava sua Vida diária, bem como o seu relacionamento em relação à outras pessoas. Em nossos dias, seria do tipo ‘a irmã é até benção, mas não faz o meu tipo.’ Ok, a gente acredita.

Jacó fez a sua escolha. Escolheu a Raquel, a mina mais top de Harã.ERA A BENÇÃO QUE ELE QUERIA. O sogro, Labão, deu todo o apoio. Jacó trabalhou 7 anos pelo direito de casar com Raquel. E casou. Mas na hora da alegria, descobriu que havia sido enganado. Acabou recebendo o que não queria. E ficou irado com a situação. Mas acabou tendo que concordar com o trâmite, aceitando trabalhar mais 7 anos para ter Raquel de fato. A Palavra mesmo fala que ele não ligava para o tempo, pois a amava muito.
E Lia?

Lia acabou sendo preterida, como (provavelmente) sempre ficava. E com certeza, sofreu muito com a situação. Mas Deus, em Sua infinita justiça e misericórdia, deu uma chance a Lia. Escutou o seu clamor e a tornou fértil (Gn 29:31). Raquel, por sua vez, mesmo tendo o desejo de seu marido todo para si, era estéril. O que para uma mulher, ainda mais naqueles tempos, era vergonhoso.
A partir daqui, já podemos traçar paralelos entre as 2 irmãs. Irmãs com o mesmo sangue, mas com objetivos totalmente dissonantes.

1. Digamos que Lia tenha tido seus filhos mais velhos em um curto espaço de tempo. 9 meses x 4 meninos = 36 meses = 3 anos. A cada filho, uma oração de gratidão ao Senhor brotava de seus lábios (Gn 29:32, 33 e 35; 30:18 e 20). Raquel, por sua vez, cobrava do marido a responsabilidade por não conceber (Gn 30:1-2).

2. Para ter o que queria, Raquel se valeu do seguinte ditado: ‘os fins justificam os meios’. Não havia problema em usar uma serva como ‘barriga de aluguel’, ou ceder a vez de ficar com Jacó para a irmã, em troca de mandrágoras (que eram tidas como a cura para a infertilidade, além dos poderes afrodisíacos). O importante era vencer a sua irmã (Gn 30:8).

3. Da mesma forma, Raquel furtou os ídolos do lar de seu pai. Ora, tais elementos eram como um testamento, que garantia de que o genro (Jacó), seria o herdeiro principal do pai (Labão). No decorrer da narrativa apresentada em Gênesis, vemos que Jacó nunca precisou receber alguma herança, pois o Senhor o abençoou grandemente em Canaã. Raquel não sabia confiar na Palavra do Senhor (ou talvez nem fazia questão), e sempre tomava decisões na base da emoção (Gn 31:19). Quando decidiu confiar no Senhor, recebeu um filho: José (Gn 30:24).

4. A vida de Raquel deve ter sido breve. Ao dar a luz ao 2º filho, acabou falecendo. Não sem antes dar nome à criança. Benoni (lit., filho da minha tristeza). Jacó mudou o nome para Benjamim (lit., filho da minha destra). Raquel viu a dor. Jacó viu a esperança.

5. A partir desse acontecimento, vemos os desdobramentos que a história toma. E nos deparamos com dados interessantes: Raquel foi sepultada junto à uma estrada (Gn 35:19-20). Lia foi sepultada na cova de Macpela, onde os antepassados de Jacó estavam descansando (Gn 49:31). Quando José sonha com o sol, a lua e as 11 estrelas se prostrando diante dele, Jacó o inquire. ‘Você acha que eu, sua mãe e seus irmãos nos prostraremos diante de você?’.a mãe citada em questão era Lia, já que Raquel havia falecido há anos atrás.

6. Quando vemos as genealogias, descobrimos dados interessantes. Lia, a preterida, foi a mãe de Rúben (o primogênito), Levi (o sacerdote) e Judá (o príncipe). Raquel, a favorita, foi a mãe de José, pai de Efraim. Efraim e seu irmão Manassés acabaram sendo aceitos como parte da descendência de Israel, dando origem a 2 tribos.

De Judá, temos Davi (o homem segundo o coração de Deus). E temos a profecia da vinda de Siló, o Pacificador (Gn 49:10), que é Jesus Cristo. De José, temos Efraim. A tribo que se tornou a 2ª mais forte de Israel. De Efraim, veio a divisão do Reino de Israel em dois, chefiada por Jeroboão.
O QUE DEUS FALA CONOSCO ?

Como andam as nossas escolhas?
O que vc quer é o que vc precisa?

Será que nossos parâmetros estão corretos? Vendo a história de Jacó e suas esposas, acabo percebendo algo que tem acontecido em nossos dias. A beleza sobrepuja a simplicidade. A soberba encobre a humildade. A verdade é trocada por falácias. Existem Lias em nosso meio, pessoas verdadeiras, que estão sendo preteridas pelas Raquéis, que se revelam ‘abençoadas’ no começo. Mas que na realidade não professam uma fé verdadeira, preferindo agir de acordo com os seus interesses.

Amigo (a): quem você tem buscado? Sempre o que vc quer ou o que vc precisa? Nas mãos de quem você tem depositado sua confiança e fé? Você tem agido em fé, ou de acordo com as suas vontades?
Nossas escolhas refletem quem somos. E definem o que seremos.Vamos escolher então vivermos debaixo da benção e vontade do Senhor. Não se atenha ao ‘visual’. Se importe com o espiritual, com a Palavra de Deus revelada a você. E viva em novidade de vida. Espere pelo que Deus deseja. Por que Ele sabe perfeitamente do que PRECISAMOS a vontade Dele é boa, perfeita e agradável.
Deus sabe que aquilo que queremos não durara muito más o que Ele tem para nós que é o que precisamos durara para SEMPRE AMÉM!!!!!...A QUE PRECISAMOS SEMPRE SERÁ MELHOR!!!!!
Bispo Anderson Camargo.

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