terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quem me livrará do corpo desta morte? 
Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.14-24).
"No capítulo 7 da epístola aos Romanos, encontramos o grito desesperado de um homem que não conseguia viver à altura dos princípios que conhecia. Por vezes sentia como que se dentro dele existissem duas pessoas que lutavam entre si para assumir o controle de sua vida. Em repetidas ocasiões ele pensou que talvez não estivesse convertido.
Vem então a pergunta: Por que depois da conversão temos a impressão de que a luta espiritual aumenta? Por que pessoas convertidas sentem vontade de praticar o mal? É possível harmonizar o que sabemos que devemos fazer com aquilo que realmente desejamos praticar? Com o passar dos anos, com o amadurecimento espiritual vamos, dia após dia, ganhando experiência nesta luta e tornando-nos mais sábios graças à atuação de Deus em nossas vidas.
Também vamos conhecendo as artimanhas de Satanás e aprendendo, com Cristo, a resistir e a lutar contra elas. De modo nenhum podemos ser negligentes para com o perigo letal que Satanás representa. Sua astúcia e sua sabedoria corrompida remontam a milhares de anos e o inimigo conhece e sabe bem explorar as nossas fraquezas e defeitos. Por esta razão se não lutarmos em conformidade com o que nos ensinam as Escrituras estaremos em grande perigo.
Graças a Deus, pois por tudo o que temos em Cristo somos mais que vitoriosos. Deus é fiel em guardar-nos e em proteger-nos. Ele está ao nosso lado nesta guerra. Sempre! Mas, há outro inimigo, sutil, sagaz e persistente, o qual não nos dará descanso, e temos de reconhecê-lo e lutar firmemente contra ele: O velho homem, a velha criatura, a carne.
Veja o drama de Paulo descrito na carta que escreveu aos Romanos: "Porque o que faço não o aprovo, pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.15-24)
O Apóstolo Paulo, no texto de Rm 7:24-25 nos leva a entender a batalha em nosso corpo (carne, morte) e nosso espírito (Vida).
Nos levando a meditar no referido “Corpo de Morte”, Punição do império romano onde o corpo da vítima ficava amarrado ao corpo de seu assassino,E entrando em decomposição o corpo da vítima contaminava o assassino que em pouco tempo morria.
Paulo, usando a imagem dessa execução quer nos alertar, pois apesar de sermos renascidos em Cristo, o velho homem que está morto, poderá nos contaminar. “A lei da mente é a lei de Deus, revelação que Deus faz de Sua vontade. Sob a convicção do Espírito Santo, Paulo consentia com essa lei.
Sua mente decidia guardá-la, mas, quando tentava, ele não podia, porque seu corpo queria pecar. Quem nunca sentiu essa mesma luta? Em sua mente você sabe o que quer fazer, mas sua carne clama por outra coisa qualquer.” “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Rm. 7:24-25).
“Alguns têm indagado por que, depois de alcançar o clímax glorioso na expressão ‘Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor’, Paulo se referiu uma vez mais às lutas de que aparentemente tinha sido liberto. Alguns entendem a expressão de ação de graças como uma exclamação entre parênteses. Acreditam que essa exclamação segue naturalmente o grito: ‘Quem me livrará?’ Acreditam que, antes de continuar com a discussão ampliada da libertação gloriosa (Romanos 8), Paulo resume o que disse nos versos anteriores e confessa uma vez mais o conflito contra as forças do pecado.”
A teologia de Paulo, reflete o realismo da revelação ensinada pelo Espírito de Cristo. Entregues a nós mesmos, às nossas próprias limitações humanas, nossas vivências do corpo e da alma são “miseráveis” – elas não conseguem realizar vida abundante, da comunhão com Deus. Ao dizer isto, Paulo anuncia, triunfantemente, o papel realizador de Cristo, que venceu por nós nossas enfermidades genéticas do pecado. “Aceitar” a Cristo, então, é uma decisão de realismo espiritual. A história dos cristãos, através dos séculos, é o testemunho de que os humanos, mesmo os mais miseráveis, encontram em Cristo a realização de sua vitória espiritual.
O velho homem é um inimigo muito mais poderoso do que o próprio “inimigo” satanás. O velho homem é terrível! Sem necessidade de “possuir” ou “tomar” o cristão, por já habitar dentro de cada um de nós, ele anda conosco, dorme conosco, come conosco, trabalha conosco, fala através de nossas bocas e vê através de nossos olhos. Aproveitando-se desta proximidade, ele a todos rouba tudo!
Rouba-nos a alegria, rouba-nos a paz, tenta impedir nossa comunhão plena com o Senhor, sendo muito mais inclinado para os efêmeros prazeres deste mundo. O velho homem tenta, a todo custo, encher de pesar e de amargura o coração do novo homem. Luta para tornar-nos emocionalmente imprestáveis, batalha contra a auto-estima e o amor próprio do crente, em sua ânsia por tomar novamente o controle de nossas vidas, fragiliza nosso espiritualidade, tentando impedir-nos de desfrutar de todas as maravilhosas bênçãos que Nosso Senhor nos reservou.
Através da ação do miserável velho homem, o cristão se torna insípido, deixando de ser “sal da terra”. Quando acossado por esse inimigo impiedoso, o crente não pode mais ser “luz do mundo” não se enxergando mais nele o brilho e a formosura de Cristo. O velho homem ainda guarda em si o ranço do pecado que milita para afastar o novo homem de Deus e da sua salvação.
Pobre e miserável do homem que não atenta para este perigo. Quando esquecido, o velho homem volta a trazer à tona a intolerância, a falta de amor, o temperamento ríspido, a dureza das palavras e a moleza do caráter. Esta ação silenciosa do velho homem faz com que o cristão se veja na triste situação em que o Apóstolo Paulo flagrou os coríntios, quando os advertiu:
“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?” (1Co 3.1-3).
O próprio Jesus, nos ensina “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26.41)
Em Rm 8.1 “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”.
Paulo nos dá a condição de não haver condenação, ESTAR EM CRISTO e ANDAR SEGUNDO O ESPÍRITO.
Uma das chaves nos dada pelo Senhor Jesus, para andarmos segundo o Espírito é a ORAÇÃO EM LINGUAS.
Paulo vivia em constantes batalhas espirituais, perseguições e tinha suas próprias lutas na mente (alma) e carne (corpo). E foi usado tremendamente pelo Senhor Jesus, para nos escrever, nos edificar.
Paulo descobriu a chave para andar segundo o Espírito. Em primeiro lugar devemos deixar que Aquele que nos conhece de fato, possa orar por nós.
4.2 )POIS QUEM FALA EM OUTRA LÍNGUA NÃO FALA A HOMENS, SENÃO A DEUS, VISTO QUE NINGUÉM O ENTENDE, E EM ESPÍRITO FALA MISTÉRIOS.
Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. 1 Coríntios 14.14. 
Paulo nos ensinou uma das chaves para andar segundo o ESPÍRITO, ele declara:I Co14.18 DOU GRAÇAS A DEUS, PORQUE FALO EM OUTRAS LINGUAS MAIS DO QUE TODOS VÓS.
Existem também outras chaves espirituais para nos ajudar a seguir nossa carreira, e estarmos em CRISTO, andando segundo o ESPÍRITO, e assim não permitir que o homem morto venha nos contaminar.
A. JEJUM
B. A ORAÇÃO EM LINGUAS
C. A ADORAÇÃO
- Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (At 20.24)
BISPO Anderson Camargo

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