sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cortado, colocado do tamanho certo.
“Então Elias, o tisbita, que habitava em Gileade desse a Acabe: tão certo como Vive o Senhor, Deus de Israel , em cuja presença estou, que nestes anos não haverá orvalho nem chuva , senão segunda minha palavra.” 1 Reis 17: 1.
O grande herói da fé Elias começa sua aparição na Bíblia com a presença ameaçadora na frente do Rei Acabe, pronunciando uma sentença ao povo e a terra que amedrontaria até os mais fortes e sábios. Sem chuva o rei compreendia que plantas e animais morreriam, o povo minguaria e morreria de fome, mas também sábia de seus pecados, seu orgulho falava alto e a loucura da paixão por Jezabel, sua esposa, sacerdotisa de Baal, o deixava com os olhos ofuscados para enxergar a Deus.
Mas o Senhor ainda devia preparar mais o seu escolhido e o retira do povo com uma ordem:
“Retira-te daqui, vai para a banda do oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está ao oriente do Jordão.” 1 Reis 17:3.
Para proteção de Elias o Senhor o retirou do meio do povo, pois sábia que seria caçado para que ordenasse o retorno da chuva, mas também porque também o coração de Elias ainda precisava enfrentar os moldes de Deus. Devemos tirar principalmente duas lições importante da história desse homem e a primeira é: Seu passado não importa para Deus!
Quando Elias e citado a primeira vez quase nada do seu passado é descrito e exposto a nós, podemos entender que ele seria um homem ligado a Deus, em plena comunhão para ser chamado a essa missão, mas devemos compreender também que ainda lhe faltava algo, e é esse o segundo ponto importante que é: Todos precisamos ser moldados a vontade de Deus.
Elias foi enviado a um local chamado Querite, esse local tem em seu nome um significado peculiar, quer dizer: Cortado, colocado do tamanho certo.
No conforto que Deus provia Elias recebia todos os dias pães e carne entregues pelos corvos, tinha água fresca para beber no ribeiro (1 Reis 17: 6), era comodo para ele estar ali, alimentado e sustentado por Deus. “Mas decorrido alguns dias o ribeiro secou, porque não havia chuva na terra 1 Reis 17: 7.” Quando o conforto de Elias acabou ele se colocou na mesma situação em que todos viviam, pois antes estava indiferente e diferente de todos os outros, ninguém tinha água mas ele tinha, ninguém tinha o que comer mas ele era sustentado pelos corvos.
O nosso conforto também ira acabar algum dia, talvez já tenha acabado, e passar por situações de desconforto e natural a vida, e nelas que crescemos. Elias foi provado por Deus, e eu e você de igual forma passaremos também pelo crivo do Senhor, para crescer. Creio que alguma vez em sua vida você deve ter orado ao Senhor e parafraseando Davi deve ter pedido a Deus que lhe criasse um coração novo, transformasse o espírito em um espírito inabalável pelos ardis do inimigo. É nesse momento que Deus opera, pois e muito fácil ser cristão quando tudo vai bem!
(Ilustração) Uma criança procurou sua mãe sentindo fortes dores nas articulações, sua mãe preocupada o levou ao médico e depois de alguns exames simples o médico disse: Mãe, não se preocupe, seu filho sente dores porque está crescendo, isso é natural.
Meu amigo, a ilustração é simples, mas quero que você compreenda que, assim como ele, e em todos os aspectos da vida, precisamos crescer, principalmente espiritualmente, mas enquanto vivermos nesse mundo de pecado crescer dói, não porque Deus quer que doa, mas porque se faz necessário pro nosso caráter ser firmado.
Não perca hoje a oportunidade e a chance de louvar a Deus mesmo em meio as provas dessa vida. Se seu conforto acabou é a oportunidade de acabar com o comodismo espiritual também, mesmo que não seja conforto físico, não falamos só de posses e bens, mas de saúde, bem estar. É mais do que hora de sermos revividos por Cristo, devemos ter a mesma fé que Elias teve. Abraçe a Jesus, ele pode te dar a paz.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A direção de Deus é sempre o melhor
Gênesis 16.1-13
Deus chamou Abraão e deu para ele uma promessa (Gn 12.1-3). Sara, sua esposa, tinha um problema físico que afetava a sua alma: ela era estéril; não podia gerar. Para uma mulher naquela época não poder gerar era motivo de vergonha, de incapacidade. Agar era egípcia e serva de Sara, esposa de Abraão. Ela estava ao dispor de sua senhora. Tudo que Sara queria Agar tinha que fazer, pois era escrava e não livre. Deus prometeu dar um filho a Abraão (Gn 15.1-6), mas achando demorado o cumprimento da promessa Sara quis resolver do jeito dela, com isso.Agar sabia que aquele filho que estava gerando não seria seu, no entanto, ela sentia a cada dia a transformação de seu corpo, a sua barriga crescendo, pelo desenvolvimento da criança. E como toda mulher grávida, Agar além de experimentar as mudanças físicas em seu corpo, pôde sentir também as mudanças emocionais. Sentindo a criança em seu ventre entendeu que estava em vantagem em relação a sua senhora, que era estéril e avançada em idade, então a desprezou, a ponto de Sara sentir-se fragilizada, reagindo às atitudes de sua serva, humilhando-a; então Agar foge rumo ao deserto. Vejamos o que podemos aprender com essa história.
Não fugir do problema
Fugir não resolve! Muitas vezes a primeira coisa que vem à nossa mente, quando passamos por situação difícil ou constrangedora, é fugir. Com Agar foi assim também. Agar foi humilhada por sua senhora e fugiu. Mas problema é para ser enfrentado. Não devemos fugir dos problemas. Reconheça e diga para Deus: “eu preciso de cura”. Quem passa por uma situação de humilhação sofre nas suas emoções. Muitas pessoas não avançam, não prosperam porque têm problemas na alma, nas emoções, nos sentimentos. Precisam de cura. Agar fugiu porque só enxergou o seu problema, a humilhação, a rejeição. Ficou olhando para a sua tristeza. Então, quando passarmos momentos difíceis, temos que enfrentar, orar e pedir ajuda de Deus e não fugir. A Bíblia também fala de um homem que fugiu. Fugiu porque não queria fazer a vontade de Deus: Jonas. Deus o mandou ir pregar em Nínive e ele foi e comprou uma passagem para Tarsis, uma cidade que ficava no oposto de Nínive. Será que você esta fugindo? Do que, ou de quem você foge? Não adianta fugir, porque se não resolvemos o problema, levamos ele conosco. Muitos estão como Jonas, fugindo de Deus. Mas Deus te vê como viu Jonas, e como viu Agar.
Identificar a situação
O Senhor foi ao encontro de Agar. O Senhor sempre vem ao nosso encontro quando “fugimos”, porque ele quer nos dar a Sua direção. Deus não quer que seus filhos fujam. Nenhum pai quer que seu filho fuja. Se um filho foge de casa é porque foi ferido, foi maltratado. Foi algo grave para ele. Para Agar foi algo grave o que Sara fez. O Senhor perguntou a Agar: de onde você vem? Ou seja, de onde partiu essa situação? Precisamos identificar de onde estamos vindo. De qual situação estamos vindo? Será que essa situação é a pior para que você deseje fugir? Quem foge nem pensa direito para onde vai. Agar foi para o deserto. Ela saiu de uma casa e foi para o deserto. Saiu de uma situação ruim para um lugar pior. Ás vezes reclamamos ao passarmos por situações difíceis e não pensamos que existem situações piores. Quem nos induz a fugir não é Deus, mas o inimigo. E o inimigo nunca nos leva para uma situação melhor. Ele não quer a cura da nossa alma, dos nossos sentimentos. De que situação você está vindo? De um casamento difícil? De uma vida financeira que virou uma bola de neve? Diga isso para Deus! Agar disse para o Senhor: estou fugindo da minha senhora. Estou fugindo da humilhação, da vergonha. O Senhor quer que você reconheça de onde você vem. O que você não está conseguindo resolver? Fale para o Senhor. Qual a situação que te levou a fugir? Talvez alguém te feriu com palavras e você decidiu não falar mais, ignorar essa pessoa. Talvez seja teu pai, tua mãe, teu cônjuge, teu filho, teu líder. O Senhor quer que identifiquemos a situação para nos dar a direção correta.
Aceitar a direção de Deus
A outra pergunta que o Senhor fez a Agar foi: para onde você vai? Agar não soube responder essa pergunta. Ela não sabia qual rumo tomar, estava perdida em meio a seu grande problema. Mas o Senhor deu uma direção para Agar: volta a tua senhora e humilha-te sob suas mãos. Que coisa difícil de ouvir e aceitar. Mas o que o Senhor queria era que ela enfrentasse a situação de frente para ser curada. Em seguida o Senhor lhe deu promessas. O Senhor disse que multiplicaria a sua descendência. Essa também foi uma palavra de cura, de consolo. Agar aceitou a direção do Senhor, voltou para a sua senhora, se humilhou e não perdeu o seu filho. Assim o Senhor quer nos ensinar: voltar à situação que nos feriu e nos machucou. Enfrentar para ter cura. Aceitar a direção de Deus.
Conclusão
Agar não imaginava que na sua fuga teria um Encontro com Deus. E foi o próprio Deus que a viu e foi ao seu encontro para curá-la. Hoje o Senhor veio ao nosso encontro para nos curar. Agar reconheceu que fugia. Para termos cura precisamos saber de onde fugimos e aceitar a direção de Deus, para onde devemos ir. A direção de Deus sempre é o melhor. Ele sabe o que nos espera, ele sempre tem o melhor, mesmo que aparentemente não pareça. Portanto, não fuja! Deus te vê onde quer que você esteja, ele sabe se você está no alto, no abismo mais profundo ou no deserto. Hoje é o dia de você decidir deixar de fugir, identificar o que te feriu, aceitar a direção e o consolo de Deus e desfrutar do melhor. A direção de Deus é sempre o melhor!
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

“DE VOLTA A CASA DO PÃO”

Rute1: 1-22
A maior parte das decisões que tomamos, fazemos sem consultar o Senhor.
Poderíamos evitar muitos transtornos se orássemos se meditássemos mais na Palavra de Deus.
Precisamos dar tempo para que Deus nos de uma resposta.
Não podemos agir por impulsos, por emoções, por pressões, por necessidades, ou pelas dificuldades que passamos. Mas, temos que confiar no Senhor.
Esse texto trás uma grande lição: não agir sem a direção de Deus.
Atente para os eventos que se seguem:

I - Houve fome na terra. (Rute 1.1)


-Uma família de judeus sai de sua terra, Judá, e vai para a terra de Moabe. Vs.1 (onde Vs. = Versículo).
-O que levou este homem, Elimeleque, a tomar essa decisão de sair de sua terra? A fome? Não, mas sim o medo da fome (Vs.21).
-Mas em Judá havia muitas famílias. Porque só Elimeleque resolveu deixar Judá?
• Existem certas decisões que nós tomamos que na realidade não somos nós que decidimos, mas sim as pressões da vida, as pessoas, as circunstâncias, as frustrações. Enfim decidimos por que um fator externo nos leva a isto.
• Logo, não somos nós que decidimos, mas algo ou alguém nos leva a tomar decisões que vão determinar o sucesso ou o fracasso em nosso futuro. O que você deve notar é que a maior parte das pessoas do mundo não quer o teu sucesso, mas sim o teu fracasso.
-Elimeleque Tomou Essa Decisão Movido Por Um Fator Externo: A Fome. Mas Esta Decisão Lhe Custaria A Própria Vida.
• Nunca tome uma decisão sem consultar a Deus e muito menos por pressão.
-Satanás diz: Se tu és o Filho de Deus mande que estas pedras se tornem em pães. Mateus 4:3
-A questão principal aqui não é o pão ou a fome, mas a dúvida que Satanás queria lançar sobre Jesus: Se tu és o Filho de Deus.
Elimeleque no Hebraico significa "Meu Deus é Rei". (Logo sou Seu súdito).
Como súdito tenho que estar atento, tenho que obedecer.
• Mas ele deixa o território de Judá do Hebraico significa "Terra do louvor".
• Deixa Belém do Hebraico significa "Casa do pão". Efrata significa "Terra Frutífera".
• Para ir para Moabe que significa no Hebraico "Desejo".
-Veja que ele deixa a casa do pão em tempo de fome.
-Isto é incoerente para um súdito de Deus. Isto o levou a pagar um alto preço: A própria vida.
-Quando a pessoa se afasta da casa do pão, da terra dos louvores, ele se aproxima do lugar de morte.
-Cuidado ao deixar a terra do Louvor para seguir o Desejo. Quais são os teus desejos?
Josué diz: Eu e minha casa serviremos ao Senhor. Josué 24:15
-Jesus diz: Eu sou o Pão da Vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. João 3:35.

II - Morreu Elimeleque. (Rute 1.3)
-Elimeleque a princípio pensou que a melhor coisa a fazer era deixar sua terra e tentar a sorte numa terra desconhecida.
-Foi por um caminho que parecia o melhor aos seus olhos, mas o final dele era a morte. Provérbios 14.12
-Com a morte de Elimeleque, seus dois filhos Malom e Quiliom se casam. Mas eles também seguem o mesmo caminho de seu pai, pois permanecem em Moabe por quase 10 anos, e ali morrem.
-Elimeleque parece não ter seguido o caminho de seu pai. Seu pai colocou seu nome de:
Elimeleque traduzido significa Meu Deus é Rei,
-Mas Elimeleque deu a seus filhos o nome de Malom e Quiliom:
Malom na tardução do Hebraico significa "Doença, Adoentado". Quiliom significa "Ruína, Definhamento".
-Pode-se deduzir que Elimeleque não tinha sua mente em sintonia com Deus.
-Os erros de Elimeleque trazem sofrimento para sua família.
-Morre ele e seus dois filhos.
-Agora Noemi fica sem seu marido e sem seus dois filhos. Perdida numa terra estranha.
-Isto causa feridas profundas em seu coração. Até mesmo seu nome ela rejeita e quer mudá-lo para Mara. Vs.20
-Noemi no Hebraico significa "Amável, Formosa". Mara significa "Amarga, Triste".
• Se você é o comandante de seu lar, é aquele que toma as decisões, tenha cautela com o rumo que sua vida e da família pode tomar com suas decisões.
• Existem decisões que podem afetar a sua vida, a vida de seus filhos e de amigos.
• Não decida pela morte, mas pela vida. Jesus diz: Eu sou o caminho, a verdade e a Vida.
- Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele, e ele comigo.

III – Se Elimeleque tivesse esperado um pouco mais. (Rute 1.6)

-Elimeleque se precipitou, não demonstrou confiança em Deus.
-A precipitação não vem de Deus e não agrada a Deus.

O profeta diz: Esperarei no Senhor e terei minhas forças renovadas. Is.40:31

O Salmo 40.1 ao 4 diz:Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor. Também me tirou duma cova de destruição, dum charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. Pôs na minha boca um cântico novo, um hino ao nosso Deus; muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor. Bem-aventurado o homem que faz do Senhor a sua confiança, e que não atenta para os soberbos nem para os apóstatas mentirosos.

-Noemi e suas duas noras Rute e Orfa resolvem sair da terra do desejo, de Moabe.
-Noemi agora toma uma nova decisão: deixar a terra de Moabe e ir para Judá a Terra do louvor.
-O que a motivou? Vs.6c – Ouviu que o Senhor havia visitado o seu Povo, dando-lhes Pão.
• Sua decisão desta vez foi movida por uma graça de Deus. Ouviu que Deus havia visitado seu povo e agraciado com o pão.
• Uma decisão deve ser tomada com a direção de Deus, por ouvir as coisas de Deus.
Bispo Anderson Camargo.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A Mulher Cananéia
Leitura Bíblica: Mateus 15: 21-29
A história da mulher cananéia foi incluída nas Escrituras Sagradas para nos instruir quanto à natureza de uma fé verdadeira, a fé que é o dom de Deus, que é dado a todos que crêem em Jesus Cristo. Essa fé, sendo o dom de Deus, nos dá a capacidade para suportar todo tipo de provação, sem esmorecer e sem duvidar do amor de Cristo para conosco.
A importância da história está no fato de que ela descreve a fé de uma gentia, uma mulher grega que não tinha a cultura religiosa dos judeus. Ela foi visitada secretamente pelo Espírito Santo, de quem recebeu o dom de crer no poder salvador de Jesus Cristo. Por causa dessa inspiração, ela veio a Jesus, fez o seu pedido e recebeu a cura instantânea de sua filha.
Porém, o caminho para o milagre foi sofrido e humilhante. Perguntamos: Por que Jesus tratou a mulher daquela maneira? Não foi falta de interesse e nem ausência de compaixão por ela ser uma gentia. Jesus agiu daquela forma porque Ele quis descobrir a natureza da fé dela e fortalecê-la através de uma prova manifestadora. O Ap. Pedro ensina que fé, testada por provações difíceis, torna-se “muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” 1 Pe. 1:6-7. Certamente esta mulher sentiu algo da preciosidade desse dom de Deus quando viu sua filha em perfeita paz e saúde, “ pois o demônio a deixara” (Mc. 7:29-30).
A fé desta mulher foi o dom de Deus, por isso ela veio a Jesus com uma atitude de total confiança, acreditando que Ele teria compaixão dela. Estamos enfatizando que a fé verdadeira é o dom de Deus, porque ninguém pode vir a Jesus, se, pelo Pai, não lhe for concedido, (Jo. 6:65). A mulher cananéia veio a Jesus porque tinha recebido esta fé que é o dom de Deus. Sobre essa verdade, o Ap. Paulo escreveu: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fl. 1:29).
Veja como a fé dessa mulher manifestou-se como verídica, porque venceu todas as formas negativas na provação a qual foi submetida. “Todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1Jo. 5:4-5).
1. A sua fé venceu o silêncio. “ E eis que uma mulher cananéia, que veio daquelas regiões (de Tiro e Sidom), clamava: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. Ele, porém, não lhe respondeu palavra”..Se Jesus não está respondendo com palavras Olhe para o Senário que alguma coisa ele vai dizer pra você,Jesus nunca vai deixar vc sem resposta Olhe para o Senário no Senário está a Resposta pra vc... (vs 22-23).(Veja bem que não está escrito que Jesus não respondeu nada está escrito que Ele, porém, não lhe respondeu palavra”) A mulher cananéia não foi a primeira pessoa a enfrentar esse silêncio espiritual. Muitos séculos antes, Jó, temente a Deus, experimentou o mesmo problema. Ele lamentava: “Eis que clamo: Violência! Mas não sou ouvido, grito: Socorro! Porém, não há justiça” (Jó 19:7). E, pendurado na cruz, o próprio Filho de Deus teve que suportar esse mesmo silêncio. “Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego” (Sl.. 22:2). Em ambos os casos, no momento certo, o silêncio foi interrompido e Deus galardoou os seus servos de uma maneira rica e generosa, (Jó 42:10-15; Sl 22:24). Mas, o que aconteceu com a mulher cananéia? A sua fé não esmoreceu, pelo contrário, dirigiu-se, esperançosamente, aos discípulos, pedindo-lhes a sua intercessão. Os discípulos disseram a Jesus: “Despede-a, pois vem clamando atrás de nós”.Ou seja os discípulos estavam querendo dizer atende logo esta mulher,quantas foram as vezes que interpretamos erroneamente esta fraze dos discípulos achando que eles expulsar aquela mulher quando na verdade eles intercederam por ela (Despede-a)Quer dizer atende Logo,Isso Significa que Deus vai levantar pessoas para interceder por nós.
Na experiência dos cristãos, todos, em dados momentos, têm enfrentado a perplexidade desse silêncio. Qual deve ser a nossa atitude? Talvez, em primeiro lugar, devemos examinar a natureza do nosso pedido. Estamos orando segundo a vontade de Deus? O nosso pedido está baseado no claro ensino das Escrituras Sagradas? Deus ouve somente as orações que representam a sua vontade. “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (1Jo. 5:14-15). Contudo, mesmo sabendo que a nossa oração é de acordo com a vontade de Deus, e ainda assim o silêncio continua, deixamos a fé agir e imitamos o Salmista que se achou numa situação semelhante: “De manhã te apresento a minha oração e fico esperando” (Sl. 5:3). E, em outro Salmo, ele acrescenta: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Sl. 40:1).
2. A sua fé venceu o repúdio. Agora, em voz alta, Jesus passou a justificar o seu silêncio: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (v 24). Em primeiro instante, essa palavra justifica o seu aparente repúdio da mulher. Mas, devemos entender que, aqui, Jesus entrou em território gentílico com um propósito específico, não foi por acaso. Havia neste local uma mulher necessitada e Jesus veio para cuidar dela. Em outra ocasião, Jesus fora à terra dos gerasenos, outro local gentílico, com o fim específico de socorrer um homem endemoninhado. Depois de libertar aquele infeliz, Jesus regressou para o seu lugar entre os judeus (Mc. 5:1-20). Ainda numa outra ocasião, a Bíblia registra outro desvio interessante sobre as viagens de Jesus. “Era-lhe necessário atravessar a província de Samaria”, uma terra que os judeus evitavam. Mas, por quê? Jesus queria falar com uma outra pessoa necessitada, a conhecida mulher samaritana, (Jo. 4: 4-18, 39-42). Portanto, em nossa leitura, Jesus está nesse local gentílico com o fim específico de socorrer essa mulher que tinha uma filha, que estava “horrivelmente endemoninhada”, Então, por que esse aparente repúdio? Novamente, reafirmamos que, nesse processo todo, Jesus está testando a natureza da fé dessa mulher. A fé que vem de Deus não desfalece diante de circunstâncias negativas. Por isso, vemos essa mulher firme em sua confiança na misericórdia de Jesus. Ela é semelhante a Jacó que lutou com o anjo do Senhor a noite toda. E, quando o anjo quis livrar-se dele, Jacó renovou seu agarramento e gritou: “Não te deixarei ir se não me abençoares” (Gn. 32:26). A Bíblia tem um versículo que pode ser aplicado a circunstâncias semelhantes daquelas da mulher cananéia: “E não nos cansemos de fazer o bem (de permanecer na oração), porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” ( Gl. 6:9). Apesar das circunstâncias desanimadoras, a fé dessa mulher continua viva e atuante, porque era o dom de Deus que operava nela.
3. A sua fé venceu o impasse. Como é que a mulher cananéia reagiu diante deste impasse: Jesus veio somente para as ovelhas perdidas de Israel? A sua confiança na misericórdia infalível de Jesus não titubeou: “Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!” (v 25). Ela não quis contestar as prioridades de Jesus, mas, também, não quis desistir de seu pedido original. Ao renová-lo, ela adotou uma atitude diferente, desta vez, prostrou-se aos pés de Jesus e o adorou. Esse ato tem a força de uma confissão: Senhor, eu confio na tua compaixão; creio que tu tens o poder e o desejo para me socorrer. Em todos os casos de adoração na Bíblia, o adorador está reconhecendo e confessando que o acontecimento, ou milagre, foi uma manifestação do poder de Deus. Quando Jesus se apresentou ao cego de nascença, este creu na palavra ouvida e adorou a Jesus, isto é, confessou a sua fé em Jesus como o Cristo e o Salvador de pecadores, (Jo. 9:35-38). Nesse contexto, somos exortados: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido” (Rm 10:9-11). A mulher cananéia creu desta maneira, por isso, jamais seria confundida. Contudo, a sua fé seria sujeita a mais uma prova, e talvez, a mais difícil.
4. A sua a fé venceu a humilhação. Ninguém gosta de se sentir inferiorizado e humilhado, contudo, essa mulher teve que vencer estas palavras cortantes que Jesus proferiu. “Então ele (Jesus), respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (v 26). Jesus está chamando a mulher de cachorrinho. Mas a palavra não é tão ofensiva como parece. Os cachorrinhos eram bichos de estimação que viviam dentro da casa de seus donos, e não os cachorros vira-latas que viviam nas ruas sem dono. Qual foi a reação da mulher ao ouvir essa comparação? Em vez de ficar indignada, ela resolveu usar a mesma palavra para a sua própria vantagem: Ela, contudo, replicou: “Sim, Senhor, porém os cahorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos” (v 27). Parece que ela está dizendo: Sim, Senhor, trate-me como um cachorrinho e deixe-me receber uma migalha do teu poder, tenha compaixão de mim! A minha filha está horrivelmente endemoninhada, e tu és o único que tens autoridade suficiente para libertá-la desse mal! Esta mulher estava praticando um princípio fundamental das Escrituras Sagradas: “ Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1Pe. 5:6-7). Com essa demonstração da constância da sua fé, Jesus não precisou de nenhuma outra prova quanto à veracidade da fé dessa mulher. Por isso, cheio de admiração, exclamou: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã” (v.28). “Voltando ela para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio a deixara”. (Mc, 7:30). Sem desmaiar diante das provações difíceis as quais foi submetida, essa mulher perseverou e recebeu a recompensa de sua fé – a salvação de sua filha. “E esta é a vitória que vence o mundo (e qualquer tipo de provação): a nossa fé” (1 Jo. 5:4).
Conclusão: Como podemos descrever a origem da fé dessa mulher? Com segurança podemos dizer que, de alguma maneira, ela ouviu acerca de Jesus e de como Ele tinha compaixão dos necessitados. Essa notícia foi acompanhada do testemunho de pessoas que ouviram as suas palavras e viram os seus milagres. Diante dessas evidências, ela creu nele. A Bíblia ensina: “A fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm. 10:17). Nós, também, se crermos no evangelho de Jesus Cristo, receberemos a mesma fé que a mulher cananéia recebeu. O primeiro passo para receber qualquer benefício espiritual é crer. Como a Bíblia ensina: “ É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hb. 11:6). Que cada um de nós possamos exercer a mesma fé que a mulher cananéia teve e, com certeza, alcançaremos vitórias semelhantes. Que seja assim.
Bispo Anderson Camargo.