sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O DIA DA EXPIAÇÃO - "YOM KIPPUR"
No próximo dia 2, pelo pôr-do-sol, inicia-se a celebração mais sagrada de todos os judeus: o Yom Kippur, ou seja: o Dia da Expiação. Dura exatamente 24 horas, e é um dia inteiro dedicado ao jejum, às orações e às confissões. Segundo o Judaísmo, este foi um dia gracioso concedido por Deus ao Seu povo eleito, para que cada indivíduo pudesse receber o perdão dos seus pecados. 
Neste Dia, o sumo sacerdote entrava (só uma vez por ano) no Lugar Santíssimo, ou o Santo dos Santos, para expiar os pecados de toda a nação através do sacrifício de um animal (Levítico 23:26-32). 
Como Sumo Sacerdote da Ordem Divina, Jesus providenciou a expiação dos nossos pecados através da oferta de Si mesmo, como sacrifício único e suficiente aos olhos de Deus Pai. Todos quantos quiserem serão justificados pela Graça que provem do sacrifício que Ele realizou por nós e para nós!
O Yom Kippur inicia-se dia 2 e termina dia 12 que é considerado pelo Judaísmo como um dia de juízo. Por isso, muitos judeus praticam a confissão e o arrependimento, fazem as suas orações e fazem também caridade de forma a obterem o perdão de Deus para quaisquer pecados que tenham cometido no ano anterior. 
O Yom Kippur segue-se ao Rosh Hashanah, o Novo Ano Judaico. Os dez dias que intermedeiam estas celebrações são os chamados "dias dos ais", ou os "dez dias de arrependimento". É um tempo de oferta para renovação espiritual e arrependimento antes do Yom Kippur, que é o dia para expiar os pecados.
O Yom Kippur requer um jejum de pelo menos 24 horas. A última refeição antes do jejum é uma celebração festiva.
O Yom Kippur é traduzido na Bíblia de 3 formas: O Dia da Expiação, o Dia do Juízo, e o Sábado dos Sábados. Este é um dia santo do Senhor que permanece um "estatuto para sempre". - Levítico 16: 29-32.
Para os Judeus, este é então o Dia em que Deus julga o Seu povo, decidindo se os seus nomes serão ou não inscritos no Livro da Vida, e em que os pecados da nação de Israel são expiados. 
O Dia da Expiação servia como lembrança de que os sacrifícios diários, semanais e mensais feitos no altar não eram suficientes para expiar os pecados. Mesmo junto ao altar da oferta queimada, o adorador ficava "afastado", incapaz de se aproximar da presença santa de Deus que era manifesta entre os querubins no Santo dos Santos. Neste dia único no ano, era trazido pelo representante de todo o povo, o sumo-sacerdote, sangue expiatório para o lugar santíssimo, a sala do trono divino. 
É costume vestir-se de branco neste dia, simbolizando pureza e a promessa de que os nossos pecados serão tornados brancos como a neve - Isaías 1:18.
E no final bíblico deste dia (o pôr-do-sol), o shofar (corno de carneiro) é tocado - Salmo 51:17.
Crendo no sacrifício perfeito que Deus realizou para a redenção dos nossos pecados, nós regozijamo-nos na certeza e segurança do perdão de Deus para todos os nossos pecados por toda a eternidade e por sabermos que Ele escreveu os nossos nomes no Livro da Vida. Graças sejam dadas a Deus porque Ele Se tornou no cordeiro sacrificado por nós. Romanos 7:24-25; 8:3-4.
Bispo Anderson Camargo.

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