sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Por que o Senhor Jesus, o próprio Messias, também passou por tentações quando estava em seu jejum de 40 dias no deserto?
Acontece que o diabo é ardiloso, um grande estrategista. A Bíblia diz que, no quadragésimo dia, Jesus sentiu fome (Mateus 4.1-3). Foi exatamente aí que o demônio o atacou: quando veio o primeiro momento de fraqueza. Mas foi reconhecendo a fraqueza, a fome, que Jesus também foi um grande estrategista e usou da maior arma de que podia dispor contra Lúcifer: estava com o Espírito Santo, que O Conduzia.
A Palavra fala em três grandes tentações, cada uma mais forte que a anterior.
Não pense que, se nem mesmo o Senhor Jesus foi poupado de tentações, você será. Durante os 40 dias do “Jejum de Jesus”, você será tentado de várias formas.
Na primeira tentação, o diabo sugeriu que Jesus transformasse pedras, algo em abundância no deserto, em pão. Com isso, o pai das trevas queria que o Filho de Deus incorresse em dois grandes erros. O primeiro era usar seu poder, sentir-se poderoso, não dependente de Deus para uma hora difícil. O segundo era a satisfação temporária de uma necessidade: matar a fome ali, naquele momento. Jesus usou a melhor arma: a própria Palavra. Não só reafirmou Sua dependência de Deus, como mostrou que havia outros tipos de alimento que não matariam uma fome momentânea e física. Eram alimentos espirituais e permanentes.
Na segunda vez, Lúcifer levou Jesus ao ponto mais alto do Templo de Jerusalém e O desafiou a jogar-se daquele ponto, que os anjos O segurariam (Mateus 4.5-7). Com isso, apelava para que Jesus se sentisse famoso, inflasse Seu ego, pois as pessoas ao redor O veriam flutuar até o chão e O adorariam. O demônio usou a Palavra para mostrar que os anjos o protegeriam. Tentou fazer também, com isso, que Jesus tentasse a Deus, desrespeitando-O. O Messias usou a Bíblia de novo, mostrando que era pecado tentar ao Senhor. O Filho de Deus entendeu que, se fizesse aquilo, seria idolatrado como uma atração, um “super-herói” da época, e a atenção que devia despertar nas pessoas, a Glória de Deus, ficaria em segundo plano, ou nem mesmo seria percebida. Conosco pode acontecer o mesmo: o diabo pode, com suas tentações, nos desviar do propósito do Jejum e fazer com que usemos a quarentena para mostrar aos outros o “super-cristão” que somos.
Da terceira vez, o diabo ofereceu poder. Novamente apelou ao ego de Jesus e Lhe ofereceu poder sobre os reinos da Terra (Mateus 4.8-10). Mais uma vez quis desviar Jesus de Deus, atiçando-o para ser o chefe de tudo, mas Jesus bateu de frente com o príncipe do inferno e mostrou que só Deus deveria ser servido. O diabo quis que Jesus, assim como ele, quisesse a posição que só pertencia ao Senhor, mas o Messias não caiu no truque sujo. Durante o “Jejum de Jesus”, você pode achar que é o senhor da sua vida e que não fará mal nenhum assistir àquele joguo na tevê. Terá falhado no propósito da quarentena. Mas, saiba, ninguém está livre de falhas. Porém vale a pena mostrar ao diabo Quem está com você, lhe protegendo e dando forças.
Dessa forma, aprendemos com Jesus algumas lições naquele deserto. Respondendo à pergunta que começou o texto, Ele se deixou passar pelas tentações do diabo para nos mostrar de onde vem a verdadeira força, o verdadeiro poder, que, definitivamente, não é de nós mesmos. Mateus 4.1 deixa claro que o Espírito Santo conduzia Jesus deserto afora, e é aí que está o segredo. Quando Jesus percebeu-se com fome, fraco, o diabo se aproveitou da brecha, mas o Espírito de Deus não só expulsou o pai da mentira, como lacrou a brecha, fortalecendo Aquele que começava a se sentir fraco, mas reconheceu que estava com Deus e a resistência voltou com tudo.
Jesus passou por aquilo para, entre outras coisas, nos mostrar como vencer as tentações não só durante os 40 dias do “Jejum de Jesus”, mas por toda a vida – inclusive, e sobretudo, naqueles momentos em que nos sentirmos mais fracos.
CONCLUSÃO:
Nestes tres cenários da tentação de Jesus no deserto pelo diabo, vemos nitidamente, que Jesus foi tentado em tres áreas, tão bem descritas pelo apóstolo João em sua Primeira Carta: Porque tudo o que há no mundo, a concupiscencia da carne, a concupiscencia dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. (1 Jo 2.16).
Quando o diabo tentou Jesus para que este transformasse pedras em pães (tentação da concupiscencia ou a cobiça da carne); quando tentou Jesus para que este se atirasse do pináculo do Templo (tentação da soberba da vida) e quando tentou Jesus do alto do monte (tentação da concupiscencia ou cobiça dos olhos). 
Mas, glória a Deus, nosso Jesus as venceu todas estas tentações pelo poder da Palavra de Deus (Mt 4.4, 7, 10).
Jesus nos ensina a vencermos as tentações, sendo fiéis a Deus e jamais nos apartando de sua Palavra; a poderosa arma contra satanás e seus ataques infernais.
Bispo Anderson Camargo.

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